segunda-feira, 31 de Dezembro de 2007

Feliz Ano Novo

Feliz Ano de 2008 são os votos sinceros de toda a equipa do Jornal de Espinho, Jornal de Nogueira e Jornal de Oleiros. Que as realizações alcançadas este ano, sejam apenas sementes plantadas, para outras que serão colhidas com um enorme sucesso no ano vindouro. E sobretudo, que durante todo o ano, a amizade e os amigos desempenhem o seu papel maior... o de testemunhar essas realizações com um orgulho e uma admiração genuínos. Há amigos para quem o pensamento voa imediatamente ao tocarem as doze badaladas, mas esse é um momento de renovação e de mudança, por isso a vinda à memória dos velhos amigos nesse preciso minuto, só tem um significado, é a mais pura evidência da sua importância para nós e do nosso desejo da sua permanência, que é como quem diz, "tudo pode vir a mudar este ano, mas isto fica". Os nossos votos mais sinceros de um excelente ano de 2008 para todos os nossos leitores, assinantes e colaboradores em geral.

sexta-feira, 28 de Dezembro de 2007

Tigres entram a ganhar na Holanda

O SC Espinho venceu a primeira partida do Torneio Internacional Cogas Volleyball Classic 2007, que desde hoje e até ao próximo domingo se disputa em Almelo, Holanda.
No encontro de hoje, em que os campeões nacionais venceram por 2-1 (as partidas são disputadas à melhor de 3 sets), veio ao de cima a qualidade do jogo tigre que surpreendeu a equipa alemã do SCC Berlin, 2.ª classificada do campeonato do seu país e que se encontra apurada para os 1/8 da Challenge Cup, competição que substituiu este a ano a Top Teams Cup no calendário da CEV. Hoje, pelas 17h00 (portuguesas) os tigres defrontam o outro adversário do seu grupo, a equipa Belga do Acquacare Halen, actual 6.ª classificada do campeonato onde actua o espinhense Nuno Pinheiro.
Cogas Volleyball Classic 2007 Grupo B - Jogo 1SCC Berlin 1 - SC Espinho 2 (18-25, 25-22, 21-25).

quinta-feira, 27 de Dezembro de 2007

Editorial: Natal é de todos

Em nome de todos os que trabalham e colaboram no Jornal de Espinho apresentamos aqui uma saudação especial de boas festas para todos os nossos leitores e espinhenses em geral, advogando uma quadra natalícia cheia da paz e amor.
Em nossa opinião, não será boa altura para fazer balanços, carpir as desgraças ou festejar o sucesso, mas sim o tempo certo para pararmos um pouco, olharmos à nossa volta e encontrarmos o significado exacto das palavras solidariedade, ajuda, paz, perdão. Mesmo que isso não faça qualquer sentido para alguns, o esforço vale bem a intenção de tornar este Natal menos egoísta e mais humano.
Sendo uma mensagem universal, também não faz sentido falarmos do Natal deste ou daquele; nele cabem todos os homens e mulheres de boa vontade, os ricos, os pobres, os grandes, os pequenos, os doentes, os bons e os maus. A exclusão de quem quer que seja representa a deturpação do sentido do Natal. Todos têm o direito de fazer parte do presépio, sejam Reis Magos ou simples Pastores.
Mas muito mais condenável será apoderarmo-nos da força emocional desta quadra para fazermos doutrina das nossas convicções, apenas porque pretendemos angariar, de algum modo, devotos para a nossa causa. Ao darmos as Boas Festas, estamos a desejar a todos paz e alegria. Independente das convicções políticas, estratos sociais ou credos. É por isso que não podemos deixar de criticar, desculpem os leitores, o que se passou na última Assembleia Municipal de Espinho. Foram necessárias duas horas e meia para que o órgão representativo da vontade popular espinhense aprovasse, por maioria (?), uma saudação de Boas Festas aos munícipes. Tudo porque foram apresentadas duas saudações pinceladas de arreganhos políticos antagónicos, que nada têm a ver com a mensagem de Natal. Fica a ideia de que, em vez de desejarem uma santas festas aos munícipes, os autores de tais missivas aproveitaram as festividades para esgrimir argumentos em prol das próprias doutrinas partidárias, numa matéria que deveria ser, apenas, de consenso. Uma vergonha.
Reafirmando a nossa intenção, o Jornal de Espinho associa-se ao verdadeiro espírito natalício que se respira por toda a cidade e concelho, onde se nota uma forte onda de solidariedade, sobretudo para com os mais fracos, os mais pobres.
Para todos, sem excepção, um Santo Natal e Próspero Ano Novo.

Nota: Aproveitamos para informar que a próximo edição do Jornal de Espinho e do Jornal de Nogueira sairá para as bancas no dia 9 de Janeiro de 2008.

segunda-feira, 24 de Dezembro de 2007

Feliz Natal 2007


Neste Natal que o som dos sinos anunciem alegres esperanças ...
E que o Ano Novo renove os nossos sonhos e fortaleça a nossa fé na construção de um mundo melhor. São os votos sinceros de toda a equipa.

Jornal de Espinho
Jornal de Nogueira
Jornal de Oleiros

Feliz Natal e Próspero Ano Novo

quarta-feira, 19 de Dezembro de 2007

ASAE suspende actividade em quatro espaços

Numa operação conjunta, entre a PSP de Espinho e a Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE), foram fiscalizados perto de 100 estabelecimentos, tendo sido suspensa a actividade a quatro deles: Cantinho da Rambóia, cozinha da pastelaria Cristo-Rei e Bar do Clube Académico de Espinho.

Na passada segunda-feira de tarde, a cidade de Espinho foi alvo de uma operação de fiscalização, da qual resultou a detenção de uma comerciante e o encerramento de quatro estabelecimentos.
A operação, realizada em conjunto pela PSP de Espinho e pela ASAE, visou a feira semanal e os estabelecimentos de comércio e restauração do concelho.
Ao que Jornal de Espinho conseguiu apurar, entre os estabelecimentos suspensos da actividade por falta de asseio e higiene estão o bar do clube desportivo Cantinho da Rambóia, a parte da cozinha da pastelaria Cristo-Rei e o bar do clube Académico de Espinho.
Foi também no Cantinho da Rambóia que os inspectores da ASAE detiveram uma mulher de 39 anos, com a profissão de comerciante, por "suspeita do crime de corrupção de substâncias alimentares ou medicinais". A suspeita foi depois libertada, com a notificação de comparecer no Tribunal Judicial de Espinho.
No total, foram fiscalizados cerca de 100 estabelecimentos e levantados perto de 50 autos, correspondentes a 150 infracções (falta de requisitos de higiene, falta de afixação de preços, falta de cartão de feirante, não envio do duplicado de uma reclamação realizada no livro de reclamações, falta de certificação de gás, publicidade de promoção sem data de início e fim, entre outros). Também vários bens alimentares (cinco quilos de carne, 240 dúzias de ovos e massa para bolo-rei) e uma balança foram apreendidos.
A operação de fiscalização envolveu 31 elementos e seis viaturas da PSP de Espinho e 31 inspectores e sete viaturas da ASAE.

PSP de Espinho apreende doses de haxixe
Na passada quinta-feira, dia 13, a PSP de Espinho fez três detenções. Por volta das 16h30, foi detido um jovem de 18 anos por condução de motociclo sem habilitação legal para o efeito, além de possuir algumas doses de haxixe. Às 19h35, as forças de segurança detiveram um desempregado de 54 anos por desobediência, já que o indivíduo conduzia um automóvel mas estava proibido de o fazer por decisão judicial. Pelas 22h00, a PSP deteve um jovem mecânico, de 19 anos, por conduzir um motociclo sem estar devidamente habilitado para o efeito.
Já no passado dia 10, por volta das 09h00, foi detido um homem de 30 anos, vendedor ambulante e residente no Porto, por condução de um veículo sem ter habilitação legal para o efeito.
A PSP de Espinho registou ainda 10 acidentes de viação, dos quais resultaram quatro feridos graves e foram levantados 113 auto de contra-ordenação por infracção às regras de trânsito.

Lília Marques
Maria João Magalhães

domingo, 16 de Dezembro de 2007

Voleibol da AAE faz história

No decorrer da 6ª temporada em que se encontra no escalão de mais alto nível, o Voleibol da AAE conseguiu garantir pela primeira vez (nestes 6 anos) um lugar entre os oito primeiros classificados juntando-se assim ao Sporting Clube de Espinho (bicampeão nacional) e levando, mais alto, o nome da cidade de Espinho.

Oferta de brindes
O Voleibol sénior da AAE , após um fim-de-semana glorioso, vai oferecer um brinde natalício a todos os adeptos da modalidade que se apresentarem já no próximo fim-de-semana para apoiar a equipa nos dois jogos que irão decorrer no pavilhão Arquitecto Jerónimo Reis (sábado 22, pelas 15h, jogo a contar para o campeonato da divisão A1 frente ao Castelo da Maia e domingo 23, pelas 16h, frente ao Clube Volei de Lisboa para a Taça de Portugal).
O clube relembra, em comunicado, que “Um clube unido é meio caminho andando para alcançar a vitória!”

www.aaespinho.home.sapo.pt

sexta-feira, 14 de Dezembro de 2007

Espinho enche-se de luzes e cores


O Natal está aí à porta e Espinho “vestiu-se” a rigor para o receber. Várias ruas da cidade enfeitaram-se para atrair mais população ao comércio local. As críticas dos comerciantes vão para a Associação Comercial de Espinho, por falta de ajuda, e também para os colegas que não contribuem para a iluminação natalícia mas que beneficiam dela na mesma. O Jornal de Espinho foi também ver como é que as restantes freguesias do concelho festejam a época natalícia.

O espírito natalício invadiu a cidade de Espinho. Já falta pouco para o Natal e o comércio local já está preparado para a época. As ruas com mais comércio enfeitaram-se para a época natalícia. São várias as artérias no centro da cidade que se “vestiram a preceito” para as festas e apresentam iluminação e música ambiente próprias do Natal. A ideia surgiu dos comerciantes de cada uma das ruas e enquanto que em algumas a iluminação natalícia já é uma tradição, noutras a iniciativa é recente. O Jornal de Espinho saiu à rua para descobrir o universo de luzes coloridas que iluminam a cidade quando a noite chega.

40 anos de tradição
João Silva é um veterano das iluminações de Natal em Espinho. Há já 40 anos que está ligado à organização desta iniciativa na Rua 23 e, este ano, tentou influenciar os comerciantes de outras artérias da cidade a seguirem o seu exemplo. “O prazer que tenho é iluminar Espinho e não só a minha rua”, afirma.
Na Rua 23, existem perto de 60 comerciantes, dos quais apenas 40 contribuíram para os enfeites. No total, são cerca de 3000 euros, para que, desde o passado dia 27, as luzes em tons de dourado e azul pisquem e se ouçam melodias natalícias. Segundo João Silva, cada comerciante da 23 vai pagar 75€, mas, mesmo assim, enfeitar a artéria só foi possível com o apoio da Junta de Freguesia de Espinho, que irá cobrir o montante que falte, após todas as contribuições dos comerciantes.
Vítor Vieira, do estabelecimento Vítor Ourivesaria, é um dos comerciantes da 23 que aderiu à iniciativa: “Todos os anos, contribuo e ajudo”. E critica quem não o faz: “Há colegas que se recusam a contribuir mas que beneficiam sempre das iluminações”.
Os enfeites de Natal são, para Vítor Vieira, “algo diferente para chamar possíveis compradores” e “um benefício para a cidade e para os comerciantes da Rua 23”.

“Chamariz para atrair clientes”
Na Rua 19, a iluminação natalícia é também uma tradição há muitos anos. Domingos … é quem está por detrás das grandes bolas e estrelas douradas que enfeitam a 19 de uma ponta à outra, desde o dia 23 de Novembro. Segundo o comerciante, são cerca de 60 as lojas que contribuíram este ano para os enfeites. “Todos participaram e cada um contribuiu como entendeu. A iluminação e a música de Natal são um chamariz para atrair clientes. Em anos anteriores, a iniciativa tem resultado e, por isso, continuamos”.
A Lavandaria Lavélia é uma das lojas que contribuíram para os enfeites na 19. Para o seu proprietário, “a iluminação é fundamentalmente pelo espírito natalício”.

“Iluminação fica bonita à noite”
Quem passar pela Rua 12, entre a 19 e a 21, vai encontrar duas modernas árvores de Natal a enfeitar o local. A iluminação foi custeada por três comerciantes da zona, que dividiram a despesa.
Joaquim Carvalho, do estabelecimento Via 12, foi um deles: “Já o ano passado iluminamos e para o ano também o devemos fazer. Estamos no Natal e devemos fazer algo para que as pessoas saiam à rua: a iluminação fica particularmente bonita à noite”. O comerciante acredita que “se nada se fizer, nada se tem” e investiu nos enfeites de Natal para tentar ajudar as vendas.

“Aqui também existe comércio”
A Rua 14 estreia-se este ano nas decorações natalícias e só quatro dos 15 comerciantes da artéria não quiseram aderir à iluminação. Sónia Tavares, do estabelecimento Kukkla, foi uma das organizadoras da iniciativa na 14: “O ano passado foi o primeiro ano que tive a loja aberta e ninguém fez nada porque aqui havia poucas lojas. Notava-se que a rua estava apagada, que as pessoas só iam à 19 e à 23. Este ano, eu disse que tínhamos que lhes mudar o rumo, porque aqui também existe comércio”. E foi o que aconteceu. Este ano, a Rua 14 está cheia de luzes natalícias e quem lá passa pode ainda contar com animação de rua.

“Criar um ambiente natalício”
Na Rua 16, a maioria dos comerciantes quis enfeitar a artéria. Um deles foi Cristina Moreira, da Cristina Perfumaria, que acredita que, embora cara, a iluminação serve “para que haja mais pessoas a passear nas ruas. No Natal tem que haver festa, luzes...”, tudo para ajudar nas vendas.
Já na Rua 18, a iluminação fez-se em duas fases. A ideia dos enfeites de natal surgiu com quatro comerciantes – Proposta, 5àSec, Já Interiores e Olímpiada – e só depois os outros comerciantes decidiram também decorar a sua parte da rua.
Também as galerias da Rua 20 estão decoradas, por iniciativa de três comerciantes, entre as quais Alzira Campos do Centro Óptico de Espinho: “a nossa rua não é rua no Natal, porque nunca teve iluminação. Assim, decidimos enfeitar para criar um ambiente natalício e convidativo”.

Enfeites de Natal em locais importantes
Quanto às restantes freguesias do concelho, a iluminação natalícia não está espalhada por tantas ruas, como acontece na cidade de Espinho, e situa-se, por norma, em locais importantes das freguesias, colocada pelas autarquias.
Em Silvalde, os enfeites de Natal vão localizar-se na zona envolvente à Junta de Freguesia. Em Anta, a iluminação estará, como é habitual, nos largos da Igreja e das capelas da vila. Já em Guetim, vai haver enfeites de Natal na Rua dos Combatentes (estrada que liga a Ponte de Anta a Grijó), na Rua 25 de Abril – em frente à sede da Junta de Freguesia – e em frente à Igreja. Em Paramos, a iluminação vai situar-se na Avenida da Igreja, junto à unidade de saúde.

Lília Marques

Exposição/venda da Cerciespinho aberta até 23

Mais um Natal, mais uma exposição/venda de trabalhos da Cerciespinho. Já é assim há cerca de duas décadas. A iniciativa pretende mostrar à população em geral e a possíveis empregadores as capacidades dos alunos da instituição, que têm deficiência mental. O voluntariado torna possível a exposição/venda de Natal, que estará aberta até dia 23, na Rua 18.

Na passada segunda-feira, dia 3, comemorou-se o Dia Internacional da Pessoa com deficiência. No mesmo dia, a Cerciespinho inaugurou a exposição/venda de Natal que a instituição organiza há mais de 20 anos.
Por calhar num dia da semana, a Cerciespinho decidiu marcar a data, fazer uma inauguração e convidar as entidades locais (estiveram presentes o vereador Manuel Rocha, em representação da Câmara Municipal e o agente Ferreira, da PSP) para “lembrar que há pessoas com deficiência mental que fazem belos trabalhos”, afirmou Rosa Couto, directora executiva da instituição.
“O objectivo central da iniciativa não passa pelas vendas mas recordar à população espinhense que as pessoas com deficiência são capazes de trabalhar, de produzir, de ter um emprego e, muitas vezes, com uma dedicação acrescida”, explicou a directora executiva da Cerciespinho. A instituição pretende, com a exposição, pensar no futuro dos seus alunos e mostrar aos possíveis empregadores que eles têm capacidades para integrar o mercado de trabalho. Aliás, Rosa Couto lembrou que “na instituição, há jovens prontos a ir para o mercado e muitos que já estão integrados”.
A exposição/venda de Natal da Cerciespinho situa-se no mesmo local que o ano passado, na Rua 18. A loja foi cedida gratuitamente pelos donos para que a instituição pudesse organizar a iniciativa. Também gratuito vai ser o trabalho das funcionárias da instituição que, com mais uma voluntária, vão estar na exposição/venda. Para Rosa Couto, sem estas ajudas não seria possível fazer nada: “Se tivéssemos que pagar renda, luz, salários, não poderíamos estar aqui. As nossas funcionárias vêm para cá depois do expediente, nas folgas e nos fins-de-semana e trabalham de graça”.
O ano passado, as vendas não correram muito bem. Em média, nos últimos anos, os resultados variaram entre 2500 e 4000 euros, mas nem tudo é lucro. “É preciso pagar a madeira, o ferro, os panos; todo o material”, explicou a directora.

Direito de superfície prometido
Actualmente, as instalações da sede da Cerciespinho ão propriedade da Câmara Municipal de Espinho. A autarquia cedeu-as por tempo indeterminado à instituição.
Porém, a Cerciespinho,para poder concorrer a programas de financiamento,necessita de deter, pelo menos, o direito de superfície dessas instalações. Segundo Rosa Couto, existe uma promessa do município para viabilizar o direito de superfície.
A instituição terá agora que apresentar por escrito uma proposta de cedência desse direito à Câmara Municipal para que o processo siga os trâmites legais.

segunda-feira, 10 de Dezembro de 2007

Abaixo-assinado contra parquímetros na cidade

Espinho sofre cada vez mais com o problema da falta de estacionamento. Para solucionar essas dificuldades vividas principalmente no centro da cidade, foi aprovada em Assembleia Municipal, há algum tempo, uma proposta para a construção de dois parques de estacionamento subterrâneos (um ao lado do Centro Multimeios e outro no largo em frente à Igreja Matriz).
Porém, para construir gratuitamente os parques, os construtores querem explorar o estacionamento, durante 50 anos, através de parquímetros situados entre as Ruas 8 e 28 e entre a Rua 7 e a Rua 33. Além disso, os mesmos construtores pretendem também explorar os parques de estacionamento por igual período de tempo.
Um grupo de cidadãos espinhenses está contra esta medida, uma vez que a colocação dos parquímetros numa área tão vasta vai condenar o futuro da cidade. Esses cidadãos acreditam que a utilização de parquímetros no centro, numa zona delimitada entre as Ruas 15 e 25 e em algumas paralelas ao mar, era uma boa solução para resolver alguns problemas.
No entanto, pagar para estacionar numa área tão vasta vai afastar muitas pessoas de Espinho. O comércio, o turismo ou os serviços sairão muito prejudicados; a cidade irá perder muitos dos seus visitantes, para não falar dos prejuízos para os moradores e as pessoas que trabalham em Espinho.Dessa forma, o grupo de cidadãos organizou um abaixo-assinado que está a circular pela cidade para reunir assinaturas. Depois, o documento será entregue na Câmara Municipal para tentar travar os parquímetros, assim como exploração dos mesmos por 50 anos.

População da Marinha quer passeios na ponte

Depois de serem “divididos” da cidade de Espinho por um muro de betão, construído no decorrer das obras de enterramento da linha-férrea, os habitantes da Marinha voltam a queixar-se de problemas.
Por aquela zona passa a ribeira de Silvalde que vai desaguar ao mar e, por isso, é necessário haver uma ponte na Avenida São João de Deus. Com as obras, a avenida ficará mais estreita e com circulação rodoviária em apenas um sentido, situação que já acontece desde que começaram as obras de enterramento da linha-férrea.
Mas a avenida vai ficar ainda mais condicionada, dado que a ponte que atravessa a ribeira de Silvalde sofreu um estrangulamento, não permitindo sequer passeios.
Para Manuel Pepe, que vive na Marinha, o cenário não é animador: “Fazendo passeios, fica-se sem estrada; se não há espaço suficiente para a estrada, talvez não se façam os passeios”. E acrescenta: “Quando as obras acabarem, as pessoas vão ter que passar pela estrada, o que vai ser um perigo”. Para o popular, a ponte “podia ter sido feita mais atrás, que assim já dava espaço para os passeios”.
Os habitantes tentam solucionar o problema antes que as obras acabem. Manuel Pepe já contactou a Junta de Freguesia de Silvalde, que ficou de mandar ao local alguém responsável. Também outros habitantes já contactaram a Câmara Municipal de Espinho. Manuel Pepe fala até na possível realização de um abaixo-assinado “para chamar atenção para o problema”, que a população da Marinha quer ver resolvido.

Lília Marques

PCP continua a luta pela urgência

Um dia antes do encerramento da Urgência do Hospital de Espinho, o PCP apelou à população espinhense que não deixasse morrer a luta pelo serviço. A CDU acredita que esta é apenas mais uma medida de desvalorização de um concelho que tem vindo a perder valências desde que o PS assumiu o poder da autarquia. A concentração da passada quinta-feira em frente à Câmara serviu ainda para dar início à formação de uma Comissão de Utentes.

Mais de 50 espinhenses concentraram-se na passada quinta-feira, dia 29 no Largo da Câmara Municipal para lutar contra o encerramento da Urgência do Hospital de Espinho. Apesar de não ter tido efeitos práticos, porque o SAP encerrou no dia seguinte, a manifestação ficou marcada por duras críticas do PCP ao executivo de José Mota e pela criação de uma Comissão de Utentes.
José Gaspar, membro da Direcção Regional do PCP de Aveiro, juntou-se aos camaradas espinhenses como Alexandre Silva, para dar voz às preocupações nacionais da reestruturação do Serviço Nacional de Saúde. No caso concreto de Espinho, o membro da direcção fala numa “trapalhada” que José Mota fez com o ministro da Saúde e que apelidou de protocolo. José Gaspar acredita que a importância deste tipo de protestos está no poder que a população tem de “alterar o futuro da cidade” e de lutar contra o fecho do SAP. “O executivo camarário rasgou o acordo que tinha com a população”, acusa o membro do PCP, pois, depois de ter aprovado uma moção contra o encerramento da urgência, o PS acabou por assinar o protocolo que “assassinou” o serviço.

“Mota é o principal interessado no fecho da urgência”
No entanto, a maior acusação do PCP surgiu quando José Gaspar afirmou que “José Mota é o principal interessado em fechar a urgência”, pois consta-se que a autarquia assinou um protocolo com os Bombeiros Voluntários de Espinho, para que estes assegurassem o transporte de doentes para Gaia, tal como explica o membro da direcção regional. Recorde-se que a urgência não fechou na data prevista, em fins de Setembro, devido à falta de uma ambulância em permanência, sendo que “José Mota adiantou-se para cumprir uma obrigação que não era sua”.
Alexandre Silva, representante da CDU na Assembleia Municipal de Espinho, fez também ouvir a sua voz contra o encerramento da urgência do Hospital. Tal como aconteceu em vezes anteriores, o membro da assembleia voltou a referir que “as obras de fachada não são tudo” e que Espinho tem vindo a ser desvalorizada ao longo do tempo. Uma cidade que já perdeu o posto e o piquet da EDP, o posto de cobrança da PT e muitas outras valências, vai também perder interesse, e, tal como questiona o vogal, “quem é que vai querer vir morar para Espinho no futuro?”.
Guida Rodrigues, membro da CDU de Espinho, realçou as desvantagens do fecho das urgências, afirmando que os “custos das consultas vão ser maiores” e que há custos acrescidos no transporte para o Centro Hospitalar Gaia/Espinho. Desta forma, foi pela voz de Guida Rodrigues que foi lançada a ideia da criação de uma Comissão de utentes em Espinho, pois “muitas cabeças pensam melhor que uma”e para ajudar a cidade de Espinho basta “ter ideias e muita vontade”.

Maria João Magalhães

Inauguração da Pousada da Juventude

Na passada sexta-feira, o ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, esteve em Espinho para inaugurar a nova Pousada da Juventude do concelho, situada junto à Nave Desportiva. Foi um investimento de dois milhões de euros para construir um equipamento que, segundo o ministro, reúne todas as condições para ser um sucesso. Já José Mota afirmou ser um equipamento que acrescenta valor ao município e que tem como destinatários os mais jovens.

Demorou cerca de um ano e um mês a ser construída e representa um investimento de dois milhões de euros. A nova Pousada da Juventude de Espinho, localizada no Lugar de Sales, junto à Nave Desportiva, está concluída e pronta a funcionar. A inauguração da nova unidade de alojamento do concelho realizou-se na passada sexta-feira e contou com a presença do ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira.
A cerimónia estava marcada para as 16h00 e, no local, perto de 200 pessoas esperavam pela chegada do ministro, que se atrasou alguns minutos. Estavam presentes várias individualidades de Espinho: José Mota, presidente da Câmara Municipal, e Graça Guedes, presidente da Assembleia Municipal; todos os presidentes das Juntas de Freguesia do concelho; representantes das entidades civis, religiosas e militares. Além destes, esteve presente o governador civil de Aveiro, Filipe Neto Brandão, o presidente da Movijovem (responsável pela gestão do Cartão Jovem e das Pousadas de Juventude), Paulo Rebelo, e representantes do Instituto Português da Juventude.
Com a chegada do ministro, que foi recebido com aplausos dos populares e brindado com uma actuação de um sexteto de sopros, iniciou-se a cerimónia da inauguração da Pousada da Juventude de Espinho. O primeiro momento solene foi o descerrar da lápide da inauguração por Pedro Silva Pereira e José Mota.

“Localiza-se num sítio privilegiado”
Paulo Rebelo, presidente da Movijovem, foi o primeiro a discursar. Começou por dar as boas-vindas a todos e por dizer que era a primeira vez que via tantas pessoas numa inauguração de uma pousada.
Paulo Rebelo continuou o seu discurso dizendo que era “um dia de muita alegria para a Movijovem e para o concelho de Espinho”. “A obra começou há um ano atrás e agora está à vista, graças ao empenho do presidente da Câmara, José Mota”, afirmou.
Para o presidente da Movijovem, a nova unidade de Espinho “vem acrescentar mais às pousadas de praia”. A nova pousada foi construída com “um investimento de dois milhões de euros: 75% de comparticipação de fundos comunitário e os outros 25% de comparticipação do orçamento de Estado”.
Relembrando um protocolo assinado entre a Movijovem e a Federação Portuguesa de Mini-Golf antes da cerimónia, Paulo Rebelo explicou que “tem havido um esforço para realizar protocolos com as federações e associações para que as Pousadas de Juventude estejam sempre ao serviço dos jovens”.
O presidente da Movijovem acabou dizendo que “a Pousada de Espinho está localizada num sítio privilegiado junto à Nave, o que só vai ajudar no sucesso desta pousada”.
Quando Paulo Rebelo acabou de falar, foi lida uma mensagem do deputado Hermínio Loureiro, que, embora não podendo estar presente, quis “felicitar a Câmara Municipal de Espinho pela resistência e persistência em transformar o sonho em realidade”.

“Equipamento indispensável”
Seguiu-se o discurso de José Mota. Em primeiro lugar, o presidente da Câmara Municipal mencionou que Luís Montenegro lhe tinha ligado para se congratular com a inauguração. E depois do recado, José Mota começou por lembrar que “a pousada começou a caminhar em 2001 com o protocolo”. Passado seis anos, “a Pousada de Espinho está pronta, já está a funcionar e todos nós nos devemos congratular”.
O autarca falou no secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino Dias, que “há um ano esteve cá a por a primeira pedra da pousada” e, mesmo não estando presente na inauguração, José Mota agradeceu-lhe a ele e também a Paulo Rebelo “todo o empenho, trabalho, abertura…”.
Para o presidente do município, “a pousada é bonita, agradável e só vem engrandecer o concelho espinhense”. Aliás, segundo o autarca, a nova unidade de alojamento é “um equipamento indispensável, localizado numa zona do complexo desportivo mas também cultural, já que a Nave serve para qualquer tipo de desporto e também para concertos”. Além disso, José Mota lembrou que a nova Pousada “fica mesmo ao lado do complexo de ténis e, aqui perto, vai construir-se o novo estádio do Sporting Clube de Espinho”.
O autarca continuou por referir que a Pousada da Juventude é “para jovens de todas as idades” e até gracejou quando disse que “jovens são todos aqueles com menos de 150 anos”.
O campo de mini-golf é, na opinião de José Mota, “um equipamento que é mais um valor acrescentado para o concelho”. E o autarca até afirmou que “esta pousada tinha toda a razão de ser, não vai ser um elefante branco, vai ser rentável ao serviço dos jovens, o que é um serviço inestimável”.
Para terminar, José Mota agradeceu a presença do ministro na inauguração e dirigiu-se a todos os presentes: “Vocês acreditam no desenvolvimento da nossa terá e do nosso país e quiseram dar uma prova de grande solidariedade à Câmara Municipal de Espinho, à Movijovem e ao ministro”.
Com o final do discurso, o presidente do município aproveitou o momento para oferecer uma lembrança a Pedro Silva Pereira e ainda falou do livro lançado há poucos dias sobre António Capela.

“Tem condições para ser projecto de sucesso”
O ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, começou logo por dizer que era “um dia que merece esta festa”. E continuou: “Este projecto já tem alguns anos e é caso para dizer que os governos vêm e vão, mas há uma coisa que permanece firme, o empenho e a dedicação de José Mota”.
Para o ministro, a realização da Pousada da Juventude de Espinho “só foi possível graças à união de vontades” e “a persistência é muito importante para que uma obra destas seja sonhada e se torne realidade”.
Pedro Silva Pereira destacou a nova imagem das pousadas: “Quero chamar a atenção para a obra que está diante de nós. Alguns de vós têm uma imagem das pousadas como edifícios antigos, mas há uma nova realidade das pousadas da juventude, um equipamento que está ao serviço dos jovens”. Aliás, o ministro da Presidência relembrou o projecto de investimento do governo nas pousadas: “Quando chegámos ao poder, a taxa de execução dos fundos comunitários para as pousadas era de 19%. O Governo e a Movijovem pegaram nos projectos existentes e avançaram para a sua concretização e agora a taxa subiu para mais de 80%. Em apenas dois anos, temos agora 47 pousadas e tínhamos apenas 33”. Esse investimento na rede de Pousadas da Juventude potencia o crescimento económico e cria postos de emprego, algo muito importante na opinião do ministro.
Para Pedro Silva Pereira, a nova pousada em Espinho “vem qualificar a oferta de alojamento no município e faz sentido aqui no concelho e aqui neste local”, uma vez que deve haver uma aposta “nas sinergias com os equipamentos desportivos, com as federações, clubes, associações…”. Para o ministro, “essas sinergias são muito importantes para que os equipamentos sejam uma realidade e um projecto de sucesso. Esta pousada tem condições para ser um projecto de sucesso”.
Pedro Silva Pereira acaba a dizer que “fica aqui uma obra que é um desafio para o futuro de tirar pleno partido dela. Este projecto que hoje inauguramos fica em boas mãos”.

domingo, 9 de Dezembro de 2007

Visita de Nino Vieira cancelada

Foi cancalada a visita que estava prevista para hoje, segunda-feira, do Presidente da República da Guiné-Bissau, general Nino Vieira. A comunicação foi avançada pelo gabinete do presidente da Câmara Municipal de Espinho, José Mota. A mesma fonte adiantou ainda que a visita fica adiada para uma próxima oportunidade, mas ainda sem data marcada.
Nino Vieira é o presidente da república da Guiné-Bissau e tinha agendado um encontro com empresários da região que pretendem abrir oportunidades de negócio naquele país, assim como estreitar laços de amizade entre Espinho e o país africano.

quinta-feira, 6 de Dezembro de 2007

PS faz balanço de dois anos de Governo

O ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, vem a Espinho, no próximo dia 7 de Dezembro, sexta-feira, para fazer um ponto da situação e discutir as perspectivas de futuro para o país. Na sessão pública que vai decorrer no Hotel Praia Golfe, em Espinho, pelas 21h30, o ministro vai ainda fazer uma análise do Orçamento de Estado para o próximo ano de 2008.

terça-feira, 4 de Dezembro de 2007

Presidente da Guiné-Bissau em Espinho

Na próxima segunda-feira, dia 10, pelas 17h00, José Mota recebe nos Paços do Concelho o Presidente da República da Guiné-Bissau, o general Nino Vieira.
A visita contará com uma recepção, seguindo-se um encontro com empresários da região que pretendem abrir oportunidades de negócio, assim como estreitar laços de amizade entre Espinho e o país africano.