quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2008

Aumento do preço da água não afecta Espinho

A empresa Águas do Douro e Paiva, responsável pelo abastecimento de água para grande parte dos municípios da área Metropolitana do Porto, inclusive Espinho, pretende aumentar o preço de venda da água em 8,8%.
O Bloco de Esquerda (BE) está contra esta medida e apresentou um requerimento ao Ministério do Ambiente, do Ordenamento e do Desenvolvimento Regional sobre o assunto.
Em Espinho, e segundo António Regedor do BE, esse possível aumento não deve ter, em princípio, prejuízos para o consumidor final: “Na última sessão da Assembleia Municipal, foram aprovadas as actualizações das tabelas, inclusive a da água”. Estando as taxas já aprovadas para este ano, esse possível aumento “será suportado pela Câmara (que compra a água para a revender), o que terá apenas implicação no orçamento municipal”.
António Regedor afirmou ainda que o consumidor só será afectado se a autarquia apresentar em Assembleia Municipal novas taxas, que terão que ser votadas, quer para aprovação ou rejeição.

José Luís Peralta é candidato à concelhia do PS

José Luís Peralta confirmou ao Jornal de Espinho a sua candidatura à concelhia do PS local, cujas eleições se realizam no dia 7 de Março. O anúncio oficial vai acontecer no próximo domingo, mas o líder do grupo parlamentar socialista na Assembleia Municipal deixa aqui algumas das linhas-mestras que pretende seguir à frente daquele órgão partidário.

JE - O que o leva a candidatar-se a presidente da concelhia do PS Espinho?
JLP - Essencialmente o convite endereçado por um número significativo de militantes e dirigentes do PS. Após uns dias de reflexão profunda aceitei o convite, uma vez que, para além de me ter sentido lisonjeado, não me pude alhear do facto de a actual presidente da Comissão Política Concelhia, Rosa Maria Albernaz, ter demonstrado indisponibilidade para continuar a exercer o cargo, o que pesou na minha decisão de me candidatar. Entre esses militantes destaco, além da própria Rosa Maria Albernaz, José Mota, Napoleão Guerra, Abel Gonçalves e António Cavacas e cerca de 90 militantes, o que teve um peso considerável na minha decisão. Por último, pretendo com a minha candidatura estar com os que habitualmente fazem da sua militância um dever de cidadania e com os que por algum motivo se encontram afastados da militância.

JE - Qual é o projecto da sua candidatura?
JLP - Acima de tudo, canalizar todas as nossas energias para um novo ciclo autárquico, tendo sempre como objectivo principal renovar a conquista da Câmara Municipal de Espinho, aumentar o número de mandatos nas diferentes autarquias, particularmente na freguesia de Espinho. Procurar com todos os disponíveis para moralizar e credibilizar a militância e os militantes do PS. Abrir o partido a novos militantes que se identifiquem com o partido e estejam dispostos a ajudar o PS a ser maior e melhor a nível concelhio, encetando novos desafios. Os partidos são feitos por pessoas e nós queremos apresentar um programa autárquico de grande qualidade. Para isso é preciso potenciarmos o que temos e os que querem ser parte integrante de um grupo coeso e solidário, rumo ao principal objectivo desta Comissão Política; vencer as Autárquicas em 2009. Procuraremos chamar a nós quem tiver contributos a dar.

JE - Há consenso em relação à sua candidatura dentro do grupo?
JLP - Obviamente que existe um alargado consenso em torno desta candidatura, caso contrário nunca aceitaria ser candidato. Tento falar com o maior número possível de militantes para alargar substancialmente a base de apoio da minha candidatura, já por si bastante extensa. Há um grupo restrito de militantes que, não fazendo parte do grupo que me dirigiu o convite, tenciono contactar no sentido de estar na minha equipa e permito-me destacar o Rolando Sousa, Carlos Gaio, Manuel Rocha, Erpídio Canastro, António Canastro, José Oliveira, por serem referencias no partido. Não sendo propriamente uma surpresa, agradou-me verificar que no grupo de apoiantes está um número significativo de jovens. De resto, contei com muitas manifestações de apoio depois que se soube da minha intenção de formalizar a candidatura, que agradeço e às quais estou aberto.

Autárquicas 2009
JE - José Mota deveria recandidatar-se?
JLP - Creio ser prematuro fazer-se qualquer tipo de conjectura acerca de uma possível recandidatura do actual presidente da Câmara Municipal de Espinho. Quando entendermos ser a melhor altura para endereçarmos o convite à pessoa que nos possa oferecer as melhores garantias, não só para vencer em 2009, mas sobretudo para continuar a transformação que o concelho vem sofrendo, isso acontecerá. José Mota, pela sua natural liderança, será sempre uma primeira escolha, mas vai depender de uma série de factores, para além de neste momento ser perfeitamente extemporâneo equacionar qualquer cenário de recandidatura por parte de José Mota.

JE - Acha que a oposição a José Mota tem crescido em Espinho?
JLP - Não me parece elegante da minha parte falar da oposição, nomeadamente a que é realizada na Assembleia Municipal. Posso-lhe somente adiantar que a oposição não tem conseguido melhores resultados porque o executivo tem sido eficaz e a argumentação dos nossos adversários cai muitas vezes por terra, pois denota fragilidades de base. O seu crescimento ou não medir-se-á em Outubro de 2009. O veredicto popular será soberano. De uma coisa pode ter a certeza, tudo farei para que o PS cresça e não desperdiçarei contributos nesse sentido.

segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008

Falência da ex-Luso Celulóide em tribunal

Na passada sexta-feira, o Tribunal de Espinho continuou a ouvir as testemunhas do julgamento relativo à falência da antiga fábrica Luso Celulóide para averiguação de informações.
Recorde-se que, há dez anos atrás, a empresa de plásticos encerrou e os seus trabalhadores ficaram sem emprego. Através do Sindicato dos Trabalhadores da Química, Farmacêutica, Petróleo e Gás do Norte, os funcionários agiram judicialmente contra os sócios gerentes da unidade fabril, mas o processo judicial acabou por ser arquivado. Agora, e após o aparecimento de novas provas incriminatórias que permitiram suspeitar que a falência da Luso-Celulóide foi provocada, o Ministério Público instaurou um processo-crime contra três dos sócios gerentes por falência fraudulenta.
Já no passado dia 8 deste mês, realizou-se a segunda sessão do julgamento. O tribunal ouviu os testemunhos de um gestor da empresa (que foi o responsável, após uma avaliação, por decidir que poderia haver a recuperação da fábrica) e ainda um ex-empregado do escritório, que voltou a ser chamado para testemunhar na passada sexta-feira. As outras duas testemunhas que foram chamadas a tribunal acabaram por não ser ouvidas.

Tribunal ouve elementos da PJ
A terceira sessão do julgamento realizada na semana passada durou a manhã toda e a tarde. Dos três arguidos, apenas dois estiveram no tribunal: Paulo Caldas (cujo advogado, Amílcar Fernandes, defende também Valentim Loureiro no processo judicial Apito Dourado) e o Eng. Lobo Maia. O terceiro arguido, José Abrantes, não esteve presente.
Na sala de audiências, a juíza e os advogados das duas partes continuaram a ouvir o empregado de escritório que não tinha acabado o testemunho na outra sessão. Seguiram-se os testemunhos de dois elementos da Polícia Judiciária que investigaram o processo de falência da fábrica.
Durante o resto do dia, foram ainda ouvidos alguns ex-funcionários da Luso Celulóide. Os trabalhos vão ser retomados no próximo dia 7 de Março, pelas 09h30, no Tribunal de Espinho.

sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2008

Do passado ao futuro do nosso comércio

Falar de comércio em Espinho é hoje contabilizar prejuízos e enunciar um relatório de queixas onde se destacam as mais básicas necessidades para chamar e acolher novos e “velhos” clientes. Os empresários fazem o que podem, mas estão cansados de remar contra a maré. As linhas de crédito oferecidas pela Comunidade Europeia são um engano, porque as prestações têm de ser pagas ao banco e se não houver facturação não se podem fazer pagamentos. Quanto aos programas de intervenção e requalificação da nossa cidade, pecam pela falta de uma estratégia profissional e ainda pelos erros políticos acumulados ao longo dos anos.
Como exemplo temos o Mercado Municipal, ex-libris da nossa cidade. Foi remodelado, mas com este novo projecto foi pior a emenda que o soneto. O local ficou morto, sem luz natural, com acessos complicados, libirínticos, e -- pasme-se --sem estacionamento. O caso é tão grave que nem lugares para cargas e descargas foram acautelados nas imediações. As lojas que estão à volta do Mercado ainda vão conseguindo manter as portas abertas, porque têm fácil acesso e ficam numa das zonas nobres da cidade.
Em relação à requalificação urbana que se fez no centro da cidade, peca por apresentar um projecto completamente desajustado da realidade do nosso concelho. Algumas zonas possuem grandes desníveis e diferentes cotas, o que dificulta o movimento automóvel e até de peões. Os pinos ferrugentos são horríveis e os materiais utilizados de muito pouca resistência. Muitos deles já estão partidos ou até mesmo derrubados. A juntar a tudo isto, aquilo que era para ser uma ciclovia acabou por se transformar num espaço de estacionamento de automóveis. Mesmo assim a situação não foi resolvida. Continuamos a ter falta de espaço para paragens de curta duração, privilegiando os estacionamentos de longa duração, nomeadamente daqueles que vão trabalhar para outras localidades e aqui deixam ficar a viatura parada durante todo o dia.
A tudo isto há que juntar a falta de limpeza da maior parte da cidade e ainda a falta de manutenção dos espaços verdes, alguns deles criados com a requalificação da zona central da cidade.
Mas, perante o leque de queixas e problemas, os comerciantes deviam ter do seu lado uma voz forte e firme na reivindicação daquilo que afecta os agentes do comércio local. Mas, infelizmente, isso não existe, porque o senhor presidente da ACE passou de líder dos comerciantes a acumular o cargo de assessor, ou adjunto, do senhor do presidente da Câmara. Nada tenho contra isso, apenas defendo que um cargo é incompatível com o outro. É que, enquanto um defende os interesses do presidente da Câmara, o outro existe para defender os interesses dos comerciantes. Acontece que estas duas posições têm interesses diferentes; logo, um deles terá de ser prejudicado para benefício do outro.
Portanto, o que seria correcto era José Aleixo colocar o cargo de presidente da ACE à disposição dos comerciantes logo que foi convidado ou nomeada assessor ou adjunto do senhor presidente da Câmara.
Quanto à liderança da ACE e à sua actividade, nota-se uma clara ausência de estratégia e falta de projecto. Apesar de reconhecer que foi dada uma “sapatada” na dinamização da associação aquando da tomada de posse do senhor José Aleixo, não posso deixar de criticar a falta de um plano de marketing capaz de chamar a Espinho o número suficiente de pessoas que consiga manter vivo o comércio tradicional da nossa cidade, assegurando assim uma maior dinamização do sector.
Esta associação precisa de inovar, de andar mais à frente, acompanhar aquilo que são as tendências de futuro. Saber utilizar as novas tecnologias para resolver o presente e preparar o futuro. Os tempos modernos já não se compadecem com a ausência de audácia ou a falta de visão. É preciso saber analisar o que está à nossa volta de maneira a valorizar o que temos entre nós. Temos de olhar para o futuro como uma corrida onde só ganha quem tiver mais velocidade.
O comércio tradicional já não vive só com cursos de formação profissional, cujas entregas dos diplomas são autênticas festas de promoção e de oportunidades. Aos comerciantes de Espinho não chega estarem à espera dos subsídios para realizar meia dúzia de actividades cómicas ao sabor dos tempos em que as contas se faziam em papel mata-borrão. As associações não podem ser feiras onde se favoreça o desfile de vaidades. Não é assim que se captam novos clientes e se prende a atenção do público.
Temos alguns equipamentos e infra-estruturas capazes de acolher grandes eventos, mas falta-nos quem crie e dinamize essas iniciativas. Por exemplo, falta-nos alguém para gerir e dinamizar a Nave Polivalente, que vai acumulando prejuízos ao longo dos tempos. Podíamos aproveitar as condições naturais que temos para imprimir uma imagem de marca que identifique Espinho, mas o que temos são festas de promoção duvidosa, onde se favorece a venda de bebidas alcoólicas, a preços elevadíssimos. Está na hora de mudar e agarrar definitivamente naquilo que pode ajudar os Espinhenses a acreditar na esperança de um futuro próximo.

quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2008

Pelo futuro do comércio em Espinho

Comércio, serviços e turismo. São estes três vectores que Rui Abrantes, presidente da Associação Cívica de Espinho, considera serem os fundamentais do desenvolvimento do concelho de Espinho. No próximo dia 22, a associação vai promover um debate com um vasto leque de convidados cujo objectivo é consciencializar os espinhenses para as necessidades da cidade. O grande ausente vai ser mesmo José Aleixo que, apesar de ter sido convidado, declinou o convite.

Segundo Rui Abrantes, o grande mote para o debate da próxima sexta-feira é a “desaceleração da economia espinhense” que se encontra assente, segundo o advogado, em três vectores fundamentais. “O primeiro é que se verifica uma diminuição significativa da actividade industrial, sendo que em Espinho, hoje, a industria é praticamente inexistente. O segundo é a degradação da actividade económica ligada ao turismo e o terceiro é a estagnação do desenvolvimento da actividade comercial”, conclui.
“É necessário e é urgente fazer alguma coisa para inverter esta tendência”, afirma Rui Abrantes. E para tal é importante promover acções tendentes a relançar economicamente o concelho, “porque esta é a única forma de propiciar o seu desenvolvimento”, acrescenta.
A convicção da Associação Cívica é de que “Espinho subsiste de três vectores: comércio, serviços e turismo”. Desta forma, tal como explica Rui Abrantes, “fiéis ao objectivo de estudo, reflexão e debate sobre os problemas do concelho de Espinho, de forma a contribuir para uma estratégia” a associação vai levar a efeito esta iniciativa, um colóquio/debate e que vai ter lugar no Auditório da Junta de Freguesia de Espinho, sexta-feira, 22 de Fevereiro. Como oradores a associação convidou Rui Moreira, o presidente da Associação Comercial do Porto, o Engenheiro Guy Viseu, que é também gestor de empresas e José Serrano, economista e gestor, sendo que o debate será moderado por o jornalista espinhense Luís Costa.

Soluções como resultado do debate
Tal como explica o presidente, o objectivo, enquanto Associação Cívica, “não é fornecer soluções”. Daí, o convite de especialistas na matéria “para debater as questões ligadas ao comércio”. Os próprios interessados, os comerciantes, estão também convidados e vão poder expor os seus pontos e vista, assim como a população em geral, se estiver interessada em debater um dos factores de desenvolvimento da sua terra, que é o comércio.
Segundo Rui Abrantes “estas conferências servirão para fornecer soluções que serão o resultado do debate” mas a Associação Cívica não gosta de antecipar soluções. “Vamos esperar pelo debate e extrair naturalmente conclusões desse debate, conclusões que serão tornadas públicas e que quem de direito pode ou não aproveitá-las”, explica o advogado.

Maria João Magalhães

É importante valorizar o comércio tradicional

A estagnação do comércio espinhense é uma realidade e o fraco desenvolvimento industrial da cidade também não ajuda a reverter esta situação. Para Rui Abrantes, presidente da Associação Cívica de Espinho, é fundamental que a cidade aposte em novas formas de turismo e na rentabilização dos seus recursos.

Rui Abrantes considera que o comércio espinhense “se encontra numa enorme estagnação” e que um dos principais problemas do comércio em Espinho é “a concorrência das superfícies comerciais e todos os problemas que vêm associados”. Tudo isto porque hoje em dia, as pessoas gostam de ter tudo concentrado num só local e quando se dirigem, para comprar qualquer coisa compram tudo no mesmo sítio.
No entanto, o advogado acredita ainda que “outro dos factores para a queda do comércio tradicional é o facto das acessibilidades serem mais difíceis”.
Para Rui Abrantes, o comércio tradicional “tem que apostar numa valorização da qualidade” e deveria existir acções para colmatar os inconvenientes do comércio tradicional”. “Não só é importante a qualificação das pessoas, o atendimento personalizado, é todo um conjunto que levem as pessoas a comprar no comércio tradicional e fazer com que não tenham com isso mais sacrifício e esforço”, acrescenta o presidente da Associação Cívica.
Quanto à privatização do estacionamento em Espinho, para Rui Abrantes “não se justifica a construção de dois parques de estacionamento em Espinho”, principalmente quando existe a possibilidade de fazer dois parques junto à linha-férrea. Para o advogado “é uma asneira hipotecar o futuro por tanto tempo apenas com a contrapartida da construção de dois parques subterrâneos”.

Procurar outras formas de turismo
“O turismo está a perder aqui em Espinho porque Espinho não investiu em infra-estruturas de carácter turístico”. Tal como afirma Rui Abrantes, “hoje o sol e o mar continuam a vender, mas muito pouco e sazonalmente”. Para tal, o desenvolvimento do turismo em Espinho passa por outras ofertas turísticas, como o turismo cultural, de que é exemplo o CINANIMA e o Festival de Música de Espinho. Segundo o advogado, deveria também investir-se “em turismo desportivo, e é aí que a Nave Desportiva tem que ser rentabilizada”. O investimento em realizações em outras infra-estruturas, sobretudo nos serviços de apoio ao sector industrial era, segundo o advogado, fundamental.

Requalificação urbana mal aproveitada
Quanto à requalificação urbana a que se assistiu na cidade, Rui Abrantes considera que
“foi útil e será proveitosa, mas naturalmente que tem algumas deficiências, principalmente no que se refere aos passeios”. O presidente da Associação Cívica considera que os passeios foram alargados, e em seu entender bem, para propiciar trânsito pedonal em detrimento de trânsito automóvel. No entanto, “se fossem limadas algumas arestas, porque é disso mesmo que se trata, Espinho valorizaria muito”, acrescenta. Em suma, Rui Abrantes mostra-se de acordo com a requalificação urbana, mas não “da forma como ela acabou por ser feita”.

Associação Cívica como alternativa ao poder?
A Associação Cívica tem como objectivo suscitar o debate na cidade de Espinho de forma a contribuir para a melhoria da qualidade de vida da sua população e contribuir para a estratégia do seu desenvolvimento. Apesar de ser uma organização política, apartidária há uma corrente muito grande dentro da Associação Cívica que diz que a Associação faz coisas boas, que a associação intervém no ponto de vista cívico na vida da cidade, mas depois há uma falta total de eficácia.
Rui Abrantes explica que, para essa corrente, a associação deveria ser mais que um instituição de pressão sobre as instituições, e que devia assumir outro estatuto, no sentido de também se candidatar ao poder.
O presidente da Associação adianta que numa das próximas assembleias-gerais o assunto vai ter que ser discutido. No entanto, neste momento não há qualquer hipótese da associação se candidatar às próximas eleições autárquicas, mas, Rui Abrantes não descarta a hipótese de se “caso houvesse uma alteração estatutária essa situação era possível”.

Maria João Magalhães

"O estacionamento é um bem essencial"

José Serrano, economista e gestor, é um dos convidados do debate que a Associação Cívica promove na próxima sexta-feira. Ao Jornal de Espinho, o também comerciante falou do estado do comércio em Espinho, dos seus principais problemas e das soluções mais viáveis. O estacionamento é, sem dúvida, para o economista, o grande problema da cidade até porque é, hoje em dia, um bem essencial.

Jornal de Espinho - Qual é o estado do comércio em Espinho?
José Serrano - É franca­mente mau dada a falta de estaciona­mento e o excesso de oferta. Estamos cercados por grandes superfícies, com estaciona­mento abundante e gratuito. Sem resolvermos o problema, não vamos conseguir competir com eles. Veja só: Quem iria aos centros comerciais se não houvesse estacionamento suficiente, ou se fosse limitado no tempo e ainda por cima pago a 80 centimos por hora, como vai ser aqui em Espinho?
Aqui foi concessionado um parque de estacionamento subterrâneo a privados, mediante contrapartidas excessivas, e que prejudicam a cidade. Será difícil vir cá sem pagar, devido à extensão abrangida por parcómetros. Os poderes públicos não deviam encarar o estacionamento como uma fonte de receitas, seja para quem fôr, gerando neste caso a particulares, rendimentos durante 50 anos. Vão construir apenas um parque de 200 lugares na zona do Multimeios, e condicionam a construção de um segundo, no largo da igreja, com 100 lugares, se a taxa de ocupação não for de 80 por cento no primeiro, o que é difícil de atingir devido ao número de horas mortas que tem qualquer parque pago.
Assim, para construir esse único parque com 200 lugares num local onde hoje estacionam gratuitamente cerca de 140 viaturas, dá-se à exploração por 50 anos o mesmo, e uma área da cidade com mais de 1000 lugares de estacionamento. Em termos líquidos temos um aumento efectivo de 60 lugares.

JE – Acredita então que o estacionamento é o grande problema do comércio em Espinho?
JS – Sem dúvida, porque sem estacionamento as pessoas não vêm cá. Tem que ser encarado como um serviço de primeira necessidade. Quase todas as famílias têm o seu automóvel, e os transportes públicos não são solução.

JE – Mas há mais?
JS – Sim. Esta requalificação urbana foi mal sucedida, não foi muito bem pensada e foi pior executada, quer em termos de materiais, quer em termos de soluções. Causa demoras no trânsito com problemas de circulação desnecessários. Diria que desincentiva as pessoas de virem cá.
Outro problema que temos é a falta de limpeza e o desmazelo que a cidade apresenta.
Ao nível da segurança precisamos de ter mais polícia na rua, visíveis, tal como nos centros comerciais têm os seguranças.
A juntar a tudo isto temos muita pouca ou quase nenhuma animação exterior e uma clara falta de informação da que existe.

JE - Em Espinho trocaram as as ciclo vias por zonas de estacionamento. Concorda?
JS – Nós não temos tradição de andar de bicicleta, e os paralelipípedos ainda existentes são pouco convidativos a isso. É evidente que estéticamente é melhor não ter carros à superfície, mas para isso ser viável precisamos de alternativas subterrâneas. Ora, se não existem, não se podem começar as coisas ao contrário. As ciclovias não deverão ser activadas sem haver alternativas sérias de estacionamento.
A Câmara parece não ter capacidade financeira para fazer um parque de estacionamento, por isso, entregou-o a privados. Actualmente as Autarquias ficam com 5% do IRS pago pelos residente, e este ano mais de 40 Concelhos resolveram minorar a carga fiscal dos cidadãos como tentativa de fixar os residentes ou atrair novos. Como Espinho não o fez, poderia financiar o(s) parque(s) de estacionamento subterrâneo com dois por cento dessa receita de IRS, o que juntamente com a exploração dos parquímetros nos cerca de 400 lugares da zona central da cidade, permitiria uma receita anual na ordem dos 500 mil euros. Esse valor daria para pagar em cerca de três anos a construção de um parque de estacionamento de 200 lugares.

JE - Em tempos chegou a falar-se em transformar a zona nobre do comércio em Espinho que é a rua 19, entre a rua 8 e 20, num grande centro comercial. Acha que um projecto desses poderia trazer alguma mais valia a Espinho?
JS – Essa zona já é um centro comercial devido à concentração de lojas existente (mais de trezentas), faltando-lhe todavia os elementos já mencionados. Se compararmos, o Gaiashoping tem metade das lojas dessa área, e oito vezes mais estacionamento. Há quem defenda a existência de uma cobertura para essa zona, o que não me parece essencial, pois não temos intempéries frequentes. Não é pela falta da cobertura que não vem mais gente cá, e tenho dúvidas do seu real interesse, da solução estética e do custo enorme desse investimento. Mais importante é que venha a existir o estacionamento subterrâneo ao longo do enterramento da linha prometido para essa zona, não se sabendo ainda como será financiado.

JE - Que importância tem o enterramento da linha-férrea para os comerciantes?
JS - Tudo depende do projecto a realizar à superfície. Pode ser uma oportunidade perdida, ou não. Do meu ponto de vista a sua extensão foi insuficiente, pois devia cobrir toda a cidade. A população dos extremos urbanos vai sofrer muito com os muros na sua frente, ficando pior. A parte central da cidade poderá beneficiar se houver um projecto interessante com áreas de lazer apetecíveis, a serem talvez articuladas com o Casino de Espinho. Se este vier a ter a entrada principal virada para a cidade como se prevê, seria interessante por exemplo que a animação de qualidade do seu bar realizasse uma sessão musical semanal (aos fins de tarde de Sábado), num palco aberto virado para a cidade. Divulgava a ideia de que acontecem coisas interessantes na cidade e que vale a pena cá vir. Essa periodicidade e esse horário, davam também uma oportunidade ao comércio local antes do show, e à restauração e ao Casino.
Não devemos esquecer também do que vamos transmitir a quem passa dentro do túnel, embelezando-o, e por exemplo forrando-o com a imagem que antes se via da cidade .
Contudo se não houver ideias nem boas soluções, o enterramento pode ser o culminar de uma sucessão de más apostas e de maus investimentos em Espinho.

JE - O que pensa sobre a feira?
JS - A feira traz gente a Espinho e isso é importante. No entanto acho excessivo o número de feiras existente. Devia haver apenas a de segunda-feira.

JE - A instalação de uma superfície comercial em Espinho pode trazer beneficios para o concelho?
JS – Não, o País está saturado de centros comerciais. As cidades estão a ficar desertas, sem movimento, porque não estavam preparadas para esta invasão. Um centro comercial na periferia de Espinho vem agravar os problemas do comércio local. De nada serve pensar nos benefícios da criação de postos de trabalho, pois por cada um que aí se cria perdem-se quatro no comércio tradicional. De nada serve para a Autarquia os rendimentos que vai obter a curto prazo, se a médio prazo os vai perder no restante comércio local, que vai sofrer as consequências dessa abertura.
Ao ficar na periferia, as pessoas dos arredores deixam de vir ao centro da cidade se as lojas dessa área comercial satisfizerem razoávelmente as suas necessidades, e porque aí terão o estacionamento abundante e gratuíto que não têm no centro. Não vejo o que poderá trazer de bom na realidade, pois promove a desertificação do centro da cidade. A população em Espinho tem diminuído considerávelmente, e não há consumidores nem consumo para a quantidade de estabelecimentos que existem; nos últimos 13 anos abriram 15 centros comerciais num raio de 20 km, num total de mais de 1.500 lojas.
Sem o consumo mínimo necessário, não se geram os rendimentos que permitam aos comerciantes fazer bons e actualizados estabelecimentos para a população deles poder usufruir.

JE - Considera que há falta de um movimento mais dinámico dos comerciantes?
JS - Os comerciantes estão muito desmoralizados, porque o negócio está pior. A classe é muito individualista, difícil de mobilizar, tem um sentimento de impotência individual para lutar contra este estado de coisas, e algum descontentamento em relação à performance da Associação Comercial, que sózinha também não conseguirá milagres. Infelizmente a ida do presidente da Associação Comercial para a Câmara não trouxe nada de positivo que se vislumbre.

JE - Acha incompatível o cargo de presidente da Associação Comercial e Assessor do presidente da Câmara?
JS - Acho que promove uma certa promiscuidade e dificulta a defesa dos interesses dos comerciantes quando estes não coincidem com a visão da Câmara.

Maria João Magalhães

“O comércio tradicional em Espinho tal como está não sobreviverá”

Guy Viseu acredita que Espinho devia aproveitar o seu passado histórico para construir um futuro sustentado e virado para o progresso comercial, cultural e turístico. Entre as ameaças ao comércio tradicional e ao desenvolvimento da cidade, o engenheiro acredita que a construção de uma grande superfície comercial seria uma mais valia para o concelho pois iria chamar massa crítica à Rainha da Costa Verde.

Jornal de Espinho - Qual vai ser o seu contributo para o debate a realizar na próxima sexta-feira?
Guy Viseu - O meu objectivo é tentar uma reflexão conjunta para chegarmos ou não à conclusão conjunta de que o desenvolvimento de Espinho passa pela dinamização do comércio. O tema é a importância do comércio no desenvolvimento de Espinho e antes de se dar as soluções para dinamizar o comércio como sustentáculo do desenvolvimento é preciso que todos nós cheguemos à conclusão que o comércio em Espinho é um ponto fundamental do seu desenvolvimento. A minha participação é no sentido de conjuntamente chegarmos à conclusão de quais são as alternativas que Espinho tem. No meu entender, o comércio e o turismo são o vector único que pode sustentar o desenvolvimento sustentado do concelho de Espinho.
JE - Acredita que Espinho tem potencial para crescer comercialmente?
GV - Eu acredito. É evidente que o comércio em Espinho tem uma tipologia de comércio muito tradicional e a questão é se devemos desenvolver este modelo, ou tentar apostar noutro modelo comercial. A realidade é que podem coexistir o modelo de comércio tradicional e outro tipo de modelo. E o certo é que o comércio vive da qualidade dos produtos que apresenta e das pessoas que visitam as áreas onde existe comércio. Há aqui uma relação de compromisso que é que tipo de produto e de serviço que o comércio pode apresentar da maneira a ser apetecível e também qual é a forma que tem de poder trazer a Espinho as pessoas que tem poder para comprar os produtos oferecidos.
Para as pessoas virem a Espinho é preciso que Espinho seja atractivo. É preciso que tenha uma boa rede de acessos, e que felizmente tem, é preciso que Espinho possa ter algum tipo de acolhimento, incluindo zona de parqueamento. É preciso que a oferta a nível de restauração seja aliciante. Espinho é uma cidade historicamente turística e tem das melhores infra-estruturas que existem em Portugal e na Península Ibérica capazes de puder trazer a Espinho pessoas. Há um conjunto de soluções que têm que se adoptar para chamar as pessoas a Espinho. Mas tem de haver um conjunto especializado de pessoas que descubra as melhores soluções para este problema.
JE - Espinho precisa então de uma equipa de técnicos superiores de marketing para exercer um plano que chame as pessoas?
GV - O que Espinho necessita de pessoas que saibam verdadeiramente da matéria. Precisa de quem encontre as soluções certas para as suas características. Espinho tem o segundo campo de golfe mais antigo da Europa, Espinho tem um dos maiores casinos da Península Ibérica, Espinho tem mar, Espinho tem algumas infra-estruturas que são capazes de dinamizar o turismo.
JE - Será que o que está a aniquilar o desenvolvimento de Espinho é a política social que está a ser seguida?
GV - Se me disser que a zona do Aeroclube deve ser dinamizada, eu concordo, mas agora, quando é que se deve fazer a obra, que valências devem ser lá implementadas, isso compete a pessoas especializadas determinar. Se me perguntar se acho que Espinho devia fazer algo para retornar ao seu espírito turístico, eu digo que sim, só não sei em concreto o quê.
A linha foi enterrada agora. Para mim é das obras mais estruturantes que Espinho teve nos últimos 100 anos, independentemente da polémica. E agora não há que aproveitar esse fenómeno para, na zona virada para o mar, ter alguma harmonia em termos de urbanização, eu acho que sim. Agora o quê, eu não sei.
JE - Que análise faz ao presente de Espinho?
GV - Eu acho que Espinho no presente vive uma situação de perfeita inflexão. O pretenso desenvolvimento de Espinho é agora que se tem de construir, é agora que se tem de tomar determinadas medidas. No meu entender Espinho descaracterizou-se um pouco relativamente ao passado. É altura de agora se tomar soluções estruturais, soluções de fundo para que num futuro próximo Espinho possa ter a mesma preponderância, com aspectos diferentes. Espinho se que ter a mesma preponderância tem que apostar noutras soluções.
JE - Espinho tem portanto sectores de actividade por explorar e que podem, no futuro, vir a ser explorados?
GV - Eu acho que sim, mas Espinho é uma cidade que hoje não entra no calendário do espectáculo em Portugal. Se retirar a Espinho as organizações da Solverde, que pertencem ao calendário nacional e o CINANIMA, Espinho não pertence ao calendário nacional. Quando eu digo espectáculo, digo de todo o tipo de espectáculos, de lazer. Quais são verdadeiramente as realizações marcantes em Espinho? Espinho tem que se dinamizar a nível cultural. Qual é a qualidade da noite de Espinho? Eu acho que alguma coisa se pode fazer com qualidade, porque uma noite dinamizada e com segurança é uma atracção turística grande.
JE - Um dos públicos alvo que vai encontrar no debate é certamente proprietários do comércio tradicional. Continua a acreditar que o comércio tradicional tem o seu próprio lugar e ainda é rentável?
GV - Continuo a acreditar que o comércio tradicional tem um lugar próprio. Agora continuo a acreditar é que o comércio tradicional para ter um lugar próprio é preciso ter um conjunto de circunstâncias que faça com que ele possa sobreviver. O comércio tradicional em Espinho tal como está não sobreviverá.
JE - Avizinha-se a perspectiva de construção de um grande centro comercial com cinemas, lojas e vários serviços nas antigas instalações da CORFI. É contra ou a favor dessa construção?
GV - Sou cem por cento a favor.
JE - Mas isso não vai matar o comércio tradicional?
GV - Eu acho que não. Se Espinho hoje não tiver a possibilidade de poder trazer a Espinho os potenciais compradores dificilmente o comércio tradicional pode subsistir. Agora, se tiver aqui em Espinho uma grande superfície e haja proximidade do comércio tradicional à grande superfície, não quer dizer que ele compre tudo na grande superfície. Depende do produto e do serviço que o comércio tradicional oferece. Se este centro comercial existir fora de Espinho, as pessoas são obrigadas a deslocar-se para fora da cidade.
JE - Há quem comece a defender uma migração do comércio tradicional para essas superfícies…
GV - Alguns fazem isso. Mas não é forçoso. Por exemplo, o El Corte Inglês em Lisboa, antes de existir a superfície, as lojas estavam vazias, e agora estão cheias. É preciso é que o produto que essas lojas oferecem seja diferenciado. O que os centros comerciais trazem é massa crítica.
JE - Espinho está muito próximo do centro do Porto, que é um centro de serviços, considera que é uma mais valia ou uma menos valia?
GV - É uma mais valia. Não só a nível de comércio, também ao nível dos serviços e do turismo. O que é preciso é poder aproveitar as sinergias de estar perto de um grande centro urbano.
JE - Gostaria que me apontasse alguns pontos que considerasse ser os cancros de Espinho e outros que sejam pontos positivos.
GV - Espinho tem uma sociedade de turismo que é a Solverde, que é das sociedades mais dinâmicas em termos turísticos que existe em Portugal. Isto é uma enorme vantagem. Depois, Espinho é uma cidade virada para o mar. Uma cidade onde os acessos às infra estruturas se podem fazer a pé, porque é uma cidade plana. O terceiro ponto forte é que Espinho tem uma história que lhe dá algum direito de reivindicar algum desenvolvimento turístico. Há algo que se conquistou e que é muito importante.
Só lhe digo um ponto contra. Espinho vive hoje uma massificação, que no meu entender não é importante em termos do desenvolvimento e da qualidade turística. Espinho nos últimos anos viveu mais a quantidade do que a qualidade.


sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2008

Autarquia reviu projecto dos parquímetros

Na passada sexta-feira, Rolando Sousa recebeu de um grupo de cidadãos espinhenses uma petição contra as soluções da autarquia para resolver os problemas de estacionamento na cidade. O grupo de cidadãos propôs outras alternativas, principalmente no que dizia respeito à colocação de parquímetros numa zona mais reduzida. No final da reunião com o vice-presidente da Câmara Municipal, os elementos do grupo traziam novidades.

Durante os últimos meses, andou a circular por Espinho um abaixo-assinado contra os parquímetros na cidade, organizado por um conjunto de cidadãos espinhenses.
Em causa estava uma proposta do município, que foi aprovada em Assembleia Municipal, para a construção de dois parques de estacionamento subterrâneos, como forma de resolver a falta de estacionamento na cidade. Para construir gratuitamente os parques, os empreiteiros queriam explorar o estacionamento na cidade, durante 50 anos, através da colocação de parquímetros situados entre as ruas 8 e 28 e entre a Rua 7 e a Rua 33. Além disso, os mesmos construtores pretendiam também explorar os parques de estacionamento durante o mesmo período de tempo.
O grupo de cidadãos não concordou com a situação e reuniu mais de duas mil assinaturas, que foram entregues, na passada sexta-feira, na Câmara Municipal de Espinho a Rolando Sousa (uma vez que José Mota não estava presente).

Parquímetros numa zona mais reduzida
Antes de entregar a petição ao vice-presidente da autarquia, alguns elementos do grupo de cidadãos explicaram aos meios de comunicação social que não se opunham totalmente aos parquímetros e que o problema da proposta camarária era a área que iria ser de estacionamento pago. “O grupo de cidadãos propõe uma área mais pequena, compreendida entre as Ruas 15 e a 25 e as Ruas 8 e 20. Esta área permite estacionamento a 400 automóveis, sendo uma zona contemplada com parquímetros”, referiu José Serrano, um dos representantes do grupo de cidadãos.
Mesmo nessa área mais pequena, a relação entre o número de estabelecimentos e dos lugares de estacionamento “é de um para um”, uma vez que “há cerca de 320 estabelecimentos nessa zona e seriam criados 400 lugares de estacionamento”. José Serrano até comparou a cidade com outros locais com comércio: “Espinho é um centro comercial aberto, ao ar livre, mas sem estacionamento” e, por isso, perde para outros centros comerciais que têm mais lugares para estacionar.
Para o grupo de cidadãos espinhenses, a solução a curto prazo para o problema do estacionamento passava “pela colocação de parquímetros apenas na zona de intervenção. Com o dinheiro amealhado, construíam-se os parques subterrâneos sem haver a concessão de 50 anos para os construtores”. José Serrano fez uma estimativa e, por ano, os rendimentos dos parquímetros na zona mais pequena poderiam rondar os 100 mil euros. Minutos antes de serem recebidos por Rolando Sousa, o grupo de cidadãos esperava conseguir que “a situação fosse repensada e que o processo voltasse atrás”.

Projecto camarário foi revisto
Após a reunião com o vice-presidente, que demorou cerca de uma hora e na qual as assinaturas foram entregues, o grupo de cidadãos mostrou-se confiante. “A Câmara Municipal fez uma revisão do projecto oficial para diminuir a área inicialmente pensada”, começou por comentar José Serrano.
Ainda sem saber se os parquímetros iriam ser o primeiro passo, o grupo de cidadãos adiantou já que a autarquia vai construir um parque na zona do Centro Multimeios e outro em frente à linha, ambos com 200 lugares.
Além do estacionamento, a reunião com Rolando Sousa serviu para discutir outros assuntos. A falta de limpeza das ruas foi um deles. Segundo José Serrano, “a Câmara vai comprar equipamento no Verão para fazer limpeza das ruas”.
O enterramento da linha-férrea também esteve em cima da mesa: “No final do ano, parece que se vai poder passar por cima para o outro lado da linha, mas a requalificação ainda não estará pronta”.
O grupo de cidadãos queixou-se também da falta e divulgação sistemática dos acontecimentos informativos e José Serrano até deu o exemplo do “painel electrónico situado junto à Câmara Municipal que funcionou apenas durante um ano”. Apesar de não funcionar há alguns anos, o painel era útil para a divulgação dos eventos realizados na cidade.
O grupo de cidadãos espinhenses achou que “Rolando Sousa mostrou abertura e interesse no diálogo”. Porém, “falta uma melhor interacção entre a Associação Comercial de Espinho, a Câmara e os próprios comerciantes, que devem dar a sua opinião para ajudar a autarquia a repensar a cidade”.

Lília Marques

quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2008

Pedro Barny é o novo técnico do SCE

Barny foi apresentado esta tarde como novo treinador da equipa de futebol do Sporting Clube de Espinho. O ex-internacional sub-21 português retoma assimo comando técnico de uma equipa, depois de se ter estreado na Superliga portuguesa ao comando do Boavista, clube onde se notabilizou como um dos melhores centrais do futebol português.
Pedro Barny iniciou a sua carreira como técnico ao lado de João Alves, tendo sido seu adjunto no Estrela da Amadora e na Académica de Coimbra. Regressou depois ao Boavista em 2004/2005, época que marcou a sua estreia como treinador principal ao substituir Jaime Pacheco na 32.ª jornada. De regresso à função de adjunto, viria a assumir como principal em 2006/2007, na transição de Jesualdo Ferreira para Zoran Petrovic no arranque da época.
Como atleta, Pedro Barny representou o Boavista, Estrela da Amadora, Sporting e Belenenses tendo sido internacional sub-21 por 7 vezes. O novo treinador dos tigres teve ainda uma experiência fugaz como Director Desportivo do Salgueiros em Janeiro de 2005, no mais crítico período da vida do clube de Paranhos.

Comunicado da direcção do SCE

Façe aos recentes acontecimentos em torno do momento actual do futebol sénior, vem pelo presente repudiar os actospouco dignos proporcionados por alguns adeptos do clube.Consideramos que em tudo tem de pautar o mínimo de respeitabilidade. Assim nãose verificou aquando do último jogo de futebol no nosso estádio, no domingo,ante o Lourosa. A vida não é um jogo. Nem um jogo de futebol, por mais importante que seja paramuitos,não pode nem deve pôr em causa a respeitabilidade de alguns. A postura desta direcção, e do seu presidente, é a mesma aquando do acto deposse na gerência do Sporting Clube de Espinho. E assim será! Quem desrespeita o Presidente e a Direcção do Sporting Clube de Espinho é quemtem memória curta e demonstra apenas vontade de inquinar a verdade,provavelmente com segundas intenções, que não as de elevar o clube de que sedizem indefectíveis adeptos. Porque razão não desrespeitaram, evitemos, por respeito ao Sporting Clube deEspinho, o termo 'insultaram', o Presidente e a Direcção do Sporting de Espinhoquando o clube recuperou a credibilidade financeira? Quando o clube recuperou a dignidade da sua imagem? Quando evitaram a penhora do património, das balizas e dos troféus do clube? Quando evitaram que o clube desaparecesse dos calendários de todas ascompetições desportivas? Memória curta? Claramente!Presidente ausente? Ora essa! Quem é que passa o dia a tratar da vida do clube, reflectindo-se em prejuízo para a vida profissional e pessoal? Fé? Temos muita. Mas tem que ser a 'razão', acima de tudo, a estar presente emtodos os nossos actos á frente dos destinos do clube. Quem é que estancou as feridas praticamente irreversíveis de um clube emprofunda agonia? Quem é que devolveu a vitalidade a um clube que quase fechou as portas? Quem é que deu o oxigénio a um clube que agora corre para os 100 anos?! O que é que querem? As portas abertas? Ou as portas fechadas?O que é que querem? Querem títulos? Nisso estamos de acordo: todos queremos!Mas querer e poder. Pois é, somos campeões nacionais de voleibol e ainda há poucas épocasconquistamos uma prova europeia. Não chega? Claro que queremos mais! E os títulos da natação? E o ecletismo expresso no boxe, na ginástica e no andebol? E os títulos do futebol de formação? Querem mais? Nós também! E também queremos mais e melhores condições para o futebol de formação? E já agora, gostariamos de os ver a reclamar, com respeito e convicção, por mais emelhores condições para o nosso futebol de formação. É do conhecimento os esforços que esta direcção fez no sentido das melhorias dessas condições. Não nos deixaram! Futebol. A bola bateu no poste? O avançado estava em fora-de-jogo? A bola tocou na nossa defesa e entrou na nossa baliza? O árbitro enganou-se? Quais são os clubes em Portugal que cumprem com os seus profissionais defutebol? O Sporting de Espinho cumpre! Quais são os clubes em Portugal que cumprem com as suas obrigações fiscais? O Sporting de Espinho cumpre! O que querem mais? Uma equipa acima da capacidade financeira do clube? Uma equipa para reclamar com ou sem respeito no fim do mês ou no fim da época? Esta direcção foi eleita pelos associados do Sporting de Espinho para gerir oclube. Tem o sido e continuará a ser com a dignidade que se impõe. E será com dignidade e visão de futuro, e não de pequenos momentos, que oSporting de Espinho rejubilará com grandes momentos. Assim se constrói o futuro, com ambição sem perda da noção da realidade e comdimensão sem perda da identidade. É já do sobejo conhecimento geral que o novo Estádio e o Pavilhão serão a base fundamental do desenvolvimento do Sporting de Espinho. E tal não será reflectido apenas no valor patrimonial, mas igualmente no campo desportivo. Écom esse intuito que temos empenhado o nosso trabalho, também sempre presentesem todos os pormenores que, aqui e ali, têm criado dificuldades acrescidas e arestas por limar. Muito em breve serão construídos esses novos equipamentos. Nós asseguramos onossoempenho pelo futuro do Sporting Clube de Espinho. Não nos desviaremos do caminho do futuro alicerçado e consolidado do Sporting Clube de Espinho. Ao desrespeito continuaremos a responder com trabalho! Um trabalho com rigor e seriedade, em prol do Sporting de Espinho!

A Direcção do Sp. Clube de Espinho
12/FEVEREIRO/2008

Caso do aeródromo de novo no tribunal

Está marcado para a próximo dia 9 de Abril, no Tribunal de Espinho, a realização do debate instrutório relativo ao processo das mortes no aeródromo de Paramos. A reabertura do processo tem por objectivo determinar se existiu ou não nexo de causalidade entre as condições da pista do aeródromo de Paramos e a colisão de uma avioneta e um automóvel ocorrida em 26 de Junho de 2005. O processo decorrente do acidente, inicialmente arquivado pelo Ministério Público e reaberto pelos pais do condutor do automóvel, Geoffrey Fernandes, tem por arguidos o presidente da Câmara de Espinho, José Mota, o vereador Manuel Rocha, que na altura do acidente era responsável pelo pelouro dos Transportes e Comunicações, o presidente do Aeroclube da Costa Verde, concessionário do aeródromo, Jorge Pinhal, e Luís Filipe Coimbra, actualmente administrador do INAC – Instituto Nacional de Aviação Civil.
Segundo dados avançados pelo Jornal de Notícias da passada sexta-feira, o debate instrutório estava previsto para a passada quinta-feira, 31 de Janeiro, mas foi adiado porque falta inquirir, a pedido dos assistentes, o comandante Francisco Martins, que, em 1998, terá feito um relatório acerca das condições da pista. Segundo a advogada de defesa, o comandante Francisco Martins terá nesse mesmo ano recusado fazer um curso de pilotagem no aeródromo de Paramos por considerar que a pista não dispunha de condições de segurança suficientes.
Recorde-se que o processo foi reaberto pela família de Geoffrey Fernandes que argumentou que o caso denota indícios de crime por violação de cautelas e condições no local ou até mesmo de homicídio por negligência por conduta omissiva.

Tribunal de Espinho perde uma Comarca

Primeiro a urgência do Hospital Nossa Senhora da Ajuda, depois a Brigada Fiscal da GNR e agora, de acordo com a reorganização dos tribunais que vai ser aprovada este ano, Espinho pode perder também algumas competências no tribunal. Incluída na circunscrição do Porto juntamente com Gaia e Gondomar, Espinho é o tribunal que vai ter ao seu dispor menos juízes, passando de Tribunal da Comarca para Juízo de Proximidade.

A reorganização dos tribunais vai avançar em Setembro em três zonas-piloto, sendo que uma delas é Aveiro. Segundo a proposta de lei, não haverá extinção de tribunais, apenas perda ou reestruturação de competências. Na reorganização, que deverá ser aprovada em Assembleia da República em Abril deste ano, o Governo propõe a redução das actuais 58 circunscrições judiciais para 38 super-tribunais.
Segundo documentos a que o Jornal de Espinho teve acesso, o novo Mapa Jurídico propõe a criação de cinco distritos judiciais e 40 circunscrições. A maior diminuição do número de juízes é, de longe, a que se regista na circunscrição do Porto, que perde 51 juízes, e da qual Espinho faz parte.
A reestruturação propõe a eliminação dos tribunais da comarca, o que segundo críticos “pode levantar problemas de constitucionalidade”, transformando-os em juízos de proximidade.
Espinho vai ser aquilo a que se chama juízo de proximidade, que é a designação utilizada para os juízos de competência genérica, juízos cíveis (e de pequena instância cível), juízos penais (e de pequena instância penal), juízos mistos e juízos de instrução criminal. Ou seja, Espinho vai perder as competências para julgar os casos, por exemplo, de família e menores.

Futuro incerto
Segundo críticos, a reconversão das antigas comarcas, como o caso de Espinho, em simples juízos de proximidade, não é compreensível. Até porque, segundo dados recentes, o número de processos que deram entrada no Tribunal de Espinho não diminuiu, muito pelo contrário.
A dignidade e eficácia dos tribunais, como o de Espinho, não podem ser transformados agora em juízos de proximidade ou em balcões com Internet, para muitos deles, logo a seguir, acabarem por ser extintos ou revertidos em outra coisa qualquer.
Resta aos espinhenses esperar pela reforma do sector da justiça e pela definição definitiva do novo mapa judicial para saber o que vai acontecer ao tribunal de Espinho.

O fim da Brigada Fiscal

A Brigada Fiscal da Guarda Nacional Republicana, sedeada em Espinho, corre o risco de desaparecer. Tudo porque, tal como aconteceu com a PSP, também a GNR está em fase de reformulação. No entanto, tudo indica que apenas vai mudar o nome e a entidade que regula a unidade, pois as funções da actual Brigada Fiscal vão continuara a ser asseguradas e, em princípio, até reforçadas.

A nova lei orgânica da GNR, nº 63/2007, de 6 de Novembro, reestrutura a Guarda Nacional Republicana e cria uma Unidade de Controlo Costeiro, que vai ficar com as competências da Brigada Fiscal da GNR. Em Espinho existe uma Brigada Fiscal, mesmo em frente à praia, e tudo indica que irá ser substituída por uma destas novas unidades. No entanto, segundo o tenente-coronel Costa Lima, das Relações Públicas da GNR, é necessário uma legislação que aprove esta transformação, e ainda não há uma data definida para a publicação da lei.
Apesar da localização da unidade em Espinho ser ainda uma incógnita, à partida tudo indica que vai continuar em Espinho, porque permanecem todas as competências que eram atribuídas à Brigada Fiscal, modificando apenas a denominação e a entidade que regula.

Melhor serviço, mais eficácia
O objectivo desta reestruturação é rentabilizar os meios humanos e materiais e melhorar o serviço da Brigada Fiscal da Guarda Nacional Republicana.
Quanto ao futuro do posto de Espinho, o tenente-coronel Costa Lima adianta que vai continuar no mesmo local e com as mesmas competências e denominação até à publicação da portaria por parte do Ministério da Administração Interna. Essa é a portaria que vai decidir, para o futuro, onde fica a instalação e qual a jurisdição da nova unidade.
Quanto à vigilância da orla costeira, que é uma das competências actuais da Brigada Fiscal sedeada em Espinho, ela vai ser feita nos mesmos moldes, mas com um novo sistema de controlo costeiro, que vai incluir radares e detectores para uma melhoria do serviço e da eficácia.

Uma reforma onde é necessário
Quanto aos operacionais que estão actualmente no posto, na sua maioria vão continuar com as mesmas funções, sendo que vai diminuir a área administrativa e aumentar a área operacional. Trata-se de um projecto que, segundo Pedro Costa Lima, a médio prazo vai ser totalmente cumprido para responder às necessidades da população, e interesses pessoais dos próprios operacionais, que vão ser colocados em zonas estratégicas consoante as suas necessidades familiares.

Passagens de nível automatizadas

Segundo notícias recentes, a Refer deve consignar, ainda este trimestre, a empreitada de automatização de várias dezenas de passagens de nível na Linha do Vale do Vouga, das quais 28 são no troço entre Espinho e Sernada do Vouga, que atravessa o concelho da Feira. A intervenção, que deverá ficar concluída em 2009, tem como principal objectivo reduzir a sinistralidade nesta linha que, de acordo com declarações de um gestor da Refer ao Jornal de Notícias, é das que regista mais acidentes em toda a rede ferroviária nacional.

quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2008

Noite cheia de folia e animação

Contrariamente às duas edições anteriores, este ano, a festa de Carnaval organizada pela Junta de Freguesia de Espinho dividiu-se por dois dias. Na segunda-feira à noite, realizou-se o desfile/concurso de máscaras dos adultos. Apesar dos prémios para os melhores disfarces, o mais importante para os participantes foi a diversão.

A chuva ameaçou, mas não estragou a festa de Carnaval organizada pela Junta de Freguesia de Espinho para a noite de segunda-feira. Apesar do frio, o desfile/concurso de mascarados chamou muitos populares à Rua 23 e o trânsito esteve cortado entre a Rua 12 e a 14, para não perturbar aqueles que queriam divertir-se e participar no desfile.
Pelo palco instalado mesmo em frente à Junta, passaram 24 fantasiados, com os mais variados disfarces. Houve palhaços, freiras, homens das cavernas, índios, super-heróis, personagens do cinema e homens vestidos de mulher, entre outros. Tudo num misto de cor e alegria que contagiou até quem já não tem paciência para o Carnaval.
Para eleger os melhores mascarados, a organização escolheu um júri do qual fazia parte o Jornal de Espinho, através do seu director José António Moreira. Enquanto os participantes (previamente inscritos) desfilavam ao som de música brasileira, o júri pontuava os disfarces com notas entre 1 a 5. No final, o júri escolheu 10 participantes e, desses, saíram os quatro vencedores da noite.

Brincadeira acima de tudo
A maioria dos mascarados que participaram no desfile fê-lo pelo espírito carnavalesco e pela diversão e nem sequer sabia da existência dos prémios atribuídos aos melhores disfarces.
Em primeiro lugar, ficou a Família Feliz (pai, mãe e filha) vestidos de palhaços, que ganharam um cheque viagem no valor de 400 euros. O segundo lugar foi atribuído também a uma família que se inspirou no filme “Shrek” para se mascarar e que ganhou um cheque viagem no valor de 150 euros. Juliana Santos vestiu-se de “Matumbina” e arrecadou o terceiro prémio, um jantar num restaurante da cidade e José Lopes, com o fato de homem das cavernas, ficou em quarto lugar, o que lhe valeu um jantar num outro restaurante espinhense.

Lília Marques

O Carnaval dos mais pequenos


Ontem à tarde, foi a vez dos mais pequenos participarem no desfile/concurso organizado pela Junta de Freguesia de Espinho. No meio de muitas serpentinas e “confetis”, as 45 crianças passaram pelo palco e arrancaram muitas palmas ao público presente. Os dois dias de festa tiveram, para a organização, “um balanço muito positivo e superaram mesmo as expectativas”.

Imitando a noite anterior, o espaço que envolve a Junta de Freguesia de Espinho foi pequeno para tantas pessoas que quiseram estar presentes no desfile das crianças, realizado ontem à tarde. O segundo dia da iniciativa “Carnaval é na rua” contou com alguma chuva, que parou precisamente na altura em que o desfile estava para começar. Pelo palco, passaram 45 crianças com idades e disfarces muito variados. Os espectadores puderam ver chinesas, bombeiros, vampiros, diabos, bombeiros, índios entre outros a desfilar. Enquanto que alguns participantes vestiram a pele da sua máscara e estiveram muito à vontade em cima do palco, alguns dos mais novos mostraram-se mais envergonhados e com algum receio das luzes da ribalta.
Após todos os participantes terem desfilado, o júri reuniu-se para escolher 15 finalistas, enquanto o público e as crianças dançavam e brincavam ao som da música. Desses finalistas, o júri acabou por escolher cinco vencedores.

Página da CME sem informação de Carnaval
Curiosamente, a página na Internet da Câmara Municipal de Espinho nada tinha a informar sobre os dois maiores Carnavais do concelho: o Idanha e da Junta de Freguesia de Espinho. A única referência alusiva era ao “workshop” de máscaras de Carnaval, organizado pela Biblioteca Municipal. Quanto aos mais importantes Carnavais do concelho, um deles organizado pela Junta de Freguesia de Espinho e o outro organizado pela Comissão de Festas de S. Vicente, na Idanha nada… Porque será?

Lília Marques

ADCE brinca ao Carnaval em Espinho

Através das ludotecas e pólos nos ATL’s espalhados um pouco por todo o concelho, a Associação de Desenvolvimento do Concelho de Espinho assinalou o Carnaval na passada segunda-feira com um desfile pelas principais ruas da cidade de Espinho em que participaram crianças mascaradas. Depois do percurso pelo centro de Espinho, reuniram-se todos ao final da tarde no largo da Câmara Municipal.

Espinho recebe Europeu de Hoquéi de Sala

De 15 a 17 deste mês, Espinho recebe o Eurohockey Indoor Club Champions Trophy (Men) 2008. A competição europeia de Hoquéi de Sala tem como anfritiã a Associação Académica de Espinhom, que terá como adversários equipas da Holanda, Ucrânia, Itália, Croácia, França, República Checa e Rússia. A final do torneio será no dia 17, pelas 14h00.

sexta-feira, 1 de Fevereiro de 2008

População desespera com falta de sossego

Alguns moradores da zona onde está a ser feito o enterramento da linha-férrea têm contactado o Jornal de Espinho no sentido de dar a conhecer o constate barulho provocado pelos transportes pesados que trabalham na obra de enterramento da linha. A obra, que se estende ao longo das 24 horas do dia, causa barulhos incomodativos que não deixam as pessoas descansar, principalmente durante a noite.
Os trabalhos de enterramento da linha-férrea, que decorrem a uma velocidade elevada, deram já origem a muitas queixas dos vizinhos, que, incomodados com o barulho, transmitiram essas mesmas queixas à PSP. A polícia responde que para aquelas obras não há lei de silêncio, porque são obras de interesse público, sobrepondo-se assim à lei geral do ruído. Enquanto isso, a população desespera com a falta de sossego e descanso.

Editorial: O dono do quartel

O Jornal de Espinho foi impedido de entrar nas instalações do quartel dos Bombeiros Voluntários Espinhenses quando se preparava para fazer a cobertura da cerimónia que assinalou o ano do voluntariado nos bombeiros. O convite ao nosso jornal tinha sido feito pelo comandante Gomes da Costa, representante da Liga de Bombeiros Portugueses. Curiosamente, foi Gomes da Costa quem nos transmitiu a decisão do presidente da direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Espinhenses, Aires Poças, que nos impediu de entrar nas instalações do quartel durante o decorrer da cerimónia pública que assinalava o Ano do Voluntariado nos Bombeiros.
Como pessoas de bem, e não querendo desvirtuar uma sessão que se previa de solidariedade e consenso, optamos por permanecer à porta do quartel, onde recolhemos o material necessário para a reportagem.
Este triste episódio não poderia passar em claro e, para além do protesto óbvio, julgamo-nos no direito e dever de desmascarar este tipo de procedimentos.

1º - Não pode nunca o sr. presidente da Direcção impedir a comunicação social de cumprir o seu dever, muito menos durante uma cerimónia pública, num local de serviço público, como é o quartel que vª excª dirige.

2º - No cargo que ocupa, vª excª deve acatar com a mesma naturalidade tanto os elogios como as críticas e evitar atitudes de marginalização para com aqueles que nem sempre o aplaudem.

3º - O Jornal de Espinho tem acompanhado a realidade dos Voluntários Espinhenses de uma maneira séria e desinteressada, sendo, por isso, obrigado pelo brio profissional a dar voz a todos os intervenientes, mesmo que sejam incómodos, na missão que vª excª dirige.

4º - É lamentável que, por procurar a verdade, este jornal tenha sido alvo de discriminação perante os restantes órgãos de informação presentes na cerimónia. Mas, já antes disso, o sr. presidente foi sempre contactado para falar de assuntos dos bombeiros, tendo sempre recusado prestar-nos declarações. Sempre teve e terá aqui um espaço para dar informações e esclarecimentos sobre a corporação que dirige; se o não utiliza é apenas por opção própria, a que somos alheios.

5º - Temos o maior respeito e admiração pelos voluntários das duas corporações da cidade, mas não podemos deixar de denunciar esta tentativa falhada de fazer calar o Jornal de Espinho por parte do sr. Aires Poças. Lembre-se que, prestando um serviço público de grande relevo, em nenhuma circunstância deve tentar impor as suas ideias pela força nem arvorar-se em dono do quartel.

José António Moreira
Director Geral