sábado, 29 de Março de 2008

Aprovado projecto do novo hospital

A ministra da Saúde já aprovou o projecto do novo hospital de Vila Nova de Gaia/Espinho e a proposta de acordo estratégico de colaboração com a autarquia local, que estima que a infra-estrutura esteja concluída em 2014.

No despacho a que a Lusa teve hoje acesso, a ministra determina a aprovação do Perfil Assistencial e Dimensionamento das futuras instalações do Centro Hospitalar de Gaia /Espinho, por considerar que a proposta se encontra «bem estruturada».
Acrescenta que a proposta está «assente em hipóteses de eficiência, de evolução populacional, de utilização e de necessidades normativas, sólidas, sendo mesmo um exemplo no que toca ao planeamento regional dos recursos».
A área de influência do futuro hospital de Vila Nova de Gaia/Espinho engloba na primeira linha, os concelhos de Gaia e Espinho, com 335.040 habitantes e, na segunda linha, os concelhos de Arouca, Santa Maria da Feira, Vale de Cambra, S. João da madeira, Oliveira de Azeméis e Ovar, com 341.712 habitantes, podendo crescer até 2025, para um total de 701.087.
Foi ainda considerada uma área de influência de 3ª linha, no que respeita à Cirurgia Cardiotorácica (distritos de Vila Real, Bragança e cidade do Porto) no pressuposto de que o hospital assegurará 40 por cento das necessidades da região Norte (com o Hospital de S. João a assegurar os restantes 60 por cento).
O grupo de trabalho, nomeado por despacho ministerial para elaborar a proposta de perfil assistencial, área de influência e dimensão do futuro hospital, concluiu que esta unidade não deverá dar resposta às situações de grandes queimados, nem aos casos de extrema imaturidade, nem ter genética médica, transplantes e cardiologia pediátrica médico-cirurgica, por existirem melhores alternativas próximas.
Em termos de cuidados especiais pediátricos deverá ter uma unidade de cuidados intermédios, com algumas camas que possam reverter para intensivos, mas assume-se que os cuidados intensivos pediátricos deverão ser encaminhados para uma unidade no Porto.
Seguindo as recomendações da Comissão de Saúde Mental, o futuro hospital Gaia/Espinho também não terá internamento de pedopsiquiatria.
Exceptuando estes casos, dará resposta em termos de valência à generalidade das demais especialidades para a sua área de influência, incluindo as de maior diferenciação como nefrologia, neurocirurgia, grande traumatologia, cardiologia de intervenção, cirurgia vascular e cirurgia cardiotorácica.
Em relação ao internamento, a proposta assume taxas de ocupação de 85 por cento e demora média de 6,5 dias para adultos e 3,5 dias para pediatria.
Em termos de capacidade de internamento, a lotação proposta é de 456 camas de adultos, 33 camas de pediatria, 35 de psiquiatria, 30 para obstetrícia e mais 28 camas adicionais.
Prevê ainda 17 salas de bloco operatório, nove salas de parto, 75 gabinetes de consultas.
Contactado pela Lusa, o vice-presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia, Marco António Costa, congratulou-se com a decisão da ministra da Saúde, sublinhando que se trata do corolário de anos de trabalho.
Ainda de acordo com Marco António Costa, o novo hospital Gaia/Espinho será construído nos terrenos onde funciona o actual estabalecimento hospitalar, prevendo-se para 2014 a sua entrada em funcionamento.
«Os terrenos do actual hospital são muito grandes, o que vai permitir contruir a nova unidade, mantendo a actual em funcionamento», afirmou.
Marco António Costa adiantou ainda que, agora que o projecto do novo hospital de Vila Nova de Gaia/Espinho e a proposta de acordo estratégico de colaboração com a autarquia local, relativa às questões de infra- estruturação do terreno e acessos, estão aprovados, o próximo passo no processo será o lançamento do concurso de parceria publico/privada para a sua construção. Questionado sobre o investimento que irá representar a construção da nova unidade hospitalar, o vice-presidente da Câmara Municipal de Gaia disse não existir ainda um valor definido.

Fonte: Diário Digital / Lusa

quarta-feira, 26 de Março de 2008

SCE inicia o sonho de construir um novo estádio

O Sporting de Espinho assinalou hoje o início da concretização do sonho antigo de uma nova casa com a assinatura do protocolo de gestão, coordenação e construção do futuro estádio. A concretização do projecto só foi possível com o interesse despertado pela valorização dos terrenos onde se encontra o actual estádio, na sequência da requalificação urbana após o enterramento da linha férrea.O futuro estádio do Sporting de Espinho, a concluir em menos de ano e meio, ficará localizado no pólo desportivo da cidade, junto à Nave, em terrenos cedidos pela autarquia liderada por José Mota.O projecto do estádio, com capacidade mínima para 5.000 lugares sentados, apresentará um recinto de jogo de 105 metros de comprimento por 68 metros de largura, e terá todas as bancadas cobertas.Orçado em cerca de seis milhões de euros, o novo estádio será custeado totalmente pelo clube, com a permuta dos terrenos com a empresa INACOM, que irá ser responsável pela construção e adjudicação da obra.O projecto desportivo dos "tigres", além de incluir as infraestruturas de apoio, comportará um pavilhão para a prática de várias modalidades, que irá ser a casa dos actuais bicampeões nacionais de voleibol.Para o presidente do Sporting de Espinho, Rodrigo Nunes dos Santos, a assinatura do protocolo de construção do novo estádio, "integrado num plano de desenvolvimento sustentado, constitui um dos momentos altos da história do clube".A primeira pedra do pólo desportivo dos "tigres" foi lançada há cerca de dois anos, tendo já sido aplicados 705 mil euros em limpeza de terreno e terraplanagens, mas houve necessidade de parar e reformular o projecto.O presidente dos "tigres" não esconde a ansiedade de "dar corpo à construção de um sonho desta envergadura", mas acredita ter encontrado na ICACOM "o parceiro ideal para a concretização da obra há muito desejada".Os parceiros do Sporting de Espinho nesta empreitada, recordam que a dimensão do projecto traduz-se em 40 mil metros quadrados de construção e referem que tal só foi possível com o enterramento da linha de caminho de ferro.O presidente da Câmara Municipal de Espinho, José Mota, salientou também a importância da "obra do século" em curso em Espinho, que irá fazer desaparecer a barreira física que divide a cidade em duas."O enterramento da linha proporciona uma nova centralidade e a consequente requalificação urbana da orla marítima da cidade, resolvendo um problema dos espinhenses e um outro, desportivo, do Sporting de Espinho", referiu.Mota elogiou a vitalidade do Sporting de Espinho, que se "moderniza e revitaliza quando outros clubes históricos desaparecem", e deixou o desejo de marcar brevemente presença na cerimónia de inauguração do novo estádio.

Dois despistes em dois dias consecutivos

O despiste de um ligeiro, que acabou por embater em dois pesados, provocou pelo menos dois feridos ligeiros na A29, na saída de Arcozelo, Gaia, disse à Lusa fonte dos Sapadores Bombeiros de Gaia. A fonte dos Bombeiros acrescentou que no local estiveram helicópteros do INEM, ambulâncias e carros dos bombeiros, e que a A29 esteve cortada, no sentido norte-sul.
É o segundo dia consecutivo em que o trânsito na A29 é cortado, depois de ao fim da tarde de terça-feira um choque entre oum ligeiro e um pesado ter paralisado o trânsito no sentido Espinho-Porto.

terça-feira, 25 de Março de 2008

Acidenta na A 29 , sentido Espinho-Porto

De um acidente na A 29, na direcção Espinho-Porto, resultou o corte da auto-estrada e ferimentos graves em duas mulheres. As vitimas foram transportadas de helicóptero para os hospitais do Porto e de Santa Maria da Feira.
O acidente, que ocorreu durante a tarde de hoje, terá resultado de um choque entre uma viatura ligeira e um pesado, disse fonte da PSP local, acrescentando que "a A29 está cortada ao trânsito em ambos os sentidos, ao quilómetro vinte". Ainda de acordo com a mesma fonte da PSP, "o trânsito, no sentido norte-sul faz-se apenas pela berma e tem como vias de apoio adicional, a A1 e EN 109".

sábado, 22 de Março de 2008

População de Anta revive Paixão de Cristo

A vila de Anta assistiu, ontem à noite, à recriação da Última Ceia do Senhor e a Igreja Paroquial da freguesia foi pequena para os populares que quiseram assistir ao lava-pés e à instituição da eucaristia, uma encenação levada a cabo pela pastoral da paróquia desde 1983. Com um orçamento que ronda os três mil e quinhentos euros, a organização realça que as iniciativas não são nenhum espectáculo, mas sim apenas uma visualização do tríodo pascal.

A Igreja Paroquial de Anta encheu-se, ontem à noite, de pessoas para assistir à encenação da Última Ceia de Jesus com os doze apóstolos. Para recriar o acontecimento intimista, as luzes foram deixadas apagadas e a iluminação provinha apenas de alguns focos e de algumas velas acesas.
A recriação iniciou-se com uma pequena introdução, onde se lembrou a todos presentes que, há cerca de dois mil anos, Jesus se reuniu com os amigos para uma ocasião especial. Da mesma forma, também a organização quis relembrar de forma muito intensa esses momentos especiais, as últimas horas da vida de Jesus Cristo.
Após um cântico entoado pelo grupo coral da paróquia de Anta, os doze discípulos e Jesus entraram e caminharam pelo meio das pessoas até chegarem ao centro da igreja, onde todos se sentaram. Enquanto Jesus Cristo falava para os discípulos, ouvia-se uma música calma e envolvente e a iluminação centrava-se nos vários personagens, enquanto o resto dos presentes permanecia na penumbra e em silêncio.
A intimidade vivida continuou quando aconteceu o lava-pés. Tal como relata a Bíblia, Jesus Cristo levantou-se e, discípulo por discípulo, lavou-lhes e limpou-lhes os pés, perante o espanto manifestado por eles. “Senhor, não mereço que me laveis os pés”, disse um. Jesus respondeu: “Todos mereceis”.

Instauração da eucaristia
A Última Ceia, que se celebra religiosamente amanhã, Quinta-Feira Santa, instaurou a eucaristia. A encenação realizada ontem pelos antenses também recriou esse acontecimento.
À frente dos discípulos e de Jesus, foram colocadas mesinhas com pão e vinho, tendo os discípulos começado a comer. Durante esse tempo, Jesus Cristo permaneceu imóvel, rezando. “Em verdade vos digo, o servo não é maior que o seu senhor. No entanto, um de vós me há-de trair”, afirmou Jesus. Após dizer estas palavras, a música alterou de tom, ficando mais incisiva.
Vários discípulos manifestaram-se então, perguntando a Jesus se seriam eles que o iriam trair, e ele respondeu: “A mão que me há-de entregar come comigo a esta mesa”. Judas pergunta também se é ele o traidor e Jesus afirma que sim. Os outros discípulos exaltam-se e levantam-se e Jesus continuou dizendo: “O que tens que fazer, fá-lo depressa”. Judas retirou-se do grupo e saiu da igreja, deixando os outros discípulos desconcertados. As expressões de tristeza e de angústia marcaram os rostos dos onze servos do Senhor.
Após a saída de Judas, Jesus cobriu a cabeça com um lenço, gesto que foi imitado pelo grupo, e elevou o pão. “Tomai todos e comei. Este é o meu corpo”, disse Jesus Cristo. “Este é o pão da vida, quem comer deste pão terá a vida eterna”, continuou. Depois, partiu o pão em dois e deu-o aos discípulos.
De seguida, Jesus elevou dois copos e disse: “Tomai todos e bebei, este é o meu sangue. Este é o sangue da nova aliança, que vai ser derramado por muitos para perdão dos pecados”. O gesto de partilha repetiu-se e o vinho foi passado de discípulo em discípulo.
Jesus continuou: “Fazei isto em memória de mim”. Após as suas palavras, os onze discípulos levantaram-se e foram distribuir pão pelas pessoas presentes na Igreja.

Amai-vos uns aos outros
“Dou-vos um mandamento novo, que vos amei uns aos outros como eu vos amei. Sabereis que sois meus discípulos se vos amardes uns aos outros”. Jesus proferiu estas palavras e levantou-se caminhando em direcção ao público presente. De forma calma e doce, falou directamente para cada das pessoas transmitindo a ideia de que ele é “o caminho, a verdade e a vida”. E continuou: “Deixo-vos a paz. Dou-vos a minha paz”.
Voltando para junto dos discípulos, ajoelhou-se em frente a eles e abriu os braços, reforçando as palavras que acabara de dizer.
Depois, juntamente com os onze discípulos, Jesus Cristo voltou a colocar o lenço na cabeça e saíram todos novamente pelo meio das pessoas.
No final da encenação da Última Ceia, que tinha já sido recriada na segunda-feira em Guetim, Carlos Oliveira, da organização, era um homem feliz: “Foi uma noite magnífica e as pessoas que aqui estiveram presentes estiveram envolvidas na partilha de amor, Jesus esteve aqui no meio delas”.
A partilha do pão por toda a comunidade foi uma novidade este ano e teve como objectivo “permitir uma maior interacção com os presentes”. “Queríamos passar a ideia de que Jesus faz parte da nossa vida e só assim, com a partilha, tudo faz sentido”, esclareceu Carlos Oliveira.

Vivência interior
O Jornal de Espinho esteve presente num dos últimos ensaios antes das encenações desta semana, realizado na passada sexta-feira. A expectativa era já muita, até porque este ano as encenações comemoram os 25 anos.
A encenação repete-se ano após ano na comunidade de Anta: “As pessoas gostam e esperam que façamos e estão ansiosas por este momento, porque ajuda-as a enriquecer mais ainda esta semana da Páscoa, do tríodo pascal”, explicam os elementos da organização, pertencentes à paróquia de Anta.
Este ano, a iniciativa envolve mais de uma centena de pessoas, de todos os grupos da paróquia. A Última Ceia, recriada na segunda-feira em Guetim e ontem em Anta, é, segundo a organização, um momento intimista, com menos pessoas envolvidas. Já a Via-Sacra, que vai realizar-se hoje pelas 21h30, já tem um maior número de pessoas envolvidas e será recriada no Largo do Souto.
Para estas iniciativas, a organização teve um orçamento que ronda os três mil e quinhentos euros. O principal apoio vem da Solverde e de Manuel Violas, que é, segundo os elementos da organização, o “grande impulsionador e patrocinador da Via-Sacra”. Depois, o restante dinheiro provém de entidades privadas: “Batemos às portas, apresentamos o nosso projecto e eles confiam em nós”. Também a Junta de Freguesia de Anta e a Câmara Municipal de Espinho ajudaram a nível logístico.
A organização frisou que tem apenas “o projecto de Jesus Cristo para apresentar às pessoas”. Além disso, as encenações “não são mais que uma visualização do que ouvimos no período pascal, nas eucaristias. Nunca poderíamos sobrepor estes acontecimentos com aquilo que é mais importante, que é de facto a vivência cristã no tríodo pascal”.
Outro aspecto importante que os elementos da organização querem transmitir é que estas iniciativas “não são espectáculo nenhum”. O principal objectivo é permitir aos presentes uma vivência interior: “Se as pessoas vierem cá sentir, vão experienciar. Se vierem só para ver, algumas poderão sofrer uma desilusão. Se vierem sentir, de certeza absoluta que não vão sair daqui indiferentes” com a mensagem de Jesus Cristo.

Viver encontro com Jesus Cristo
Nuno Faria interpreta o papel de Jesus Cristo há já nove anos. Aceita o convite ano após ano, “principalmente pela vivência”, pelos laços criados “com as pessoas e com o ambiente em volta” e também porque há sempre aprendizagem: “Jesus Cristo ensina-nos algo mais cada ano que passa, é sempre diferente”.
As palavras da Bíblia são uma das inspirações do jovem, que tenta fazer a sua interpretação do que está escrito. Nuno Faria tenta também “escutar os párocos e as pessoas que nos ajudam nos ensaios, que tentam passar os ensinamentos de Jesus”. Depois, “basta vivermos este encontro com Cristo”.
Os nove anos neste papel e os outros tantos nos que está envolvido nas actividades da paróquia fazem com que seja reconhecido na rua. Quanto ao futuro, Nuno Faria garante que “sempre que houver disponibilidade e as pessoas quiserem que seja eu a fazer a de Jesus, estarei disponível para isso”.

Lília Marques

Semana Santa no concelho

Na semana em que se celebra a morte e a ressurreição de Jesus Cristo, as cinco paróquias do concelho têm várias iniciativas pascais programadas. De hoje até domingo, são cinco dias repletos de muita religiosidade.

Paróquia de Espinho
A exemplo do que já tinha sido celebrado ontem, a paróquia de Espinho tem programado para hoje, às 18h30, uma oração de vésperas, seguida de missa na Capela Santa Maria Maior. Também hoje, mas pelas 21h30, realiza-se na Igreja Matriz de Espinho o grande concerto da Páscoa, pelo Coro da Sé Catedral do Porto. O concerto coral sinfónico é organizado pelo coro e pela paróquia de Espinho e tem o patrocínio da Câmara Municipal.
Amanhã, Quinta-Feira Santa, será celebrada às 21h30 a missa da Ceia do Senhor. No dia seguinte, pelas 10h30, realiza-se a oração de laudes e o ofício de leituras e, às 15h00, a Celebração da Paixão. No sábado, novamente pelas 10h30, será celebrada a oração de laudes e o ofício de leituras e, às 22h00, a Vigília Pascal.
Para o Dia de Páscoa está programada a celebração das missas das 09h00, 10h30, 12h00 e 19h00. Além disso, o pároco visitará os doentes dando a Cruz a beijar e fazendo o anúncio da Páscoa de Jesus.

Paróquia de Paramos
As iniciativas pascais em Paramos começaram já na passada sexta-feira, dia 14, com a realização de uma Via-Sacra e, no sábado, de uma outra para as crianças. Amanhã, às 20h30, será celebrada a instituição da Eucaristia e, na Sexta-Feira Santa, à mesma hora, será realizada a leitura da Paixão e a adoração da Santa Cruz.
No sábado, será celebrada a Vigília Pascal, marcada para as 21h00. No Dia de Páscoa, está programada a saída do Compasso, que vai percorrer seis zonas da freguesia e haverá ainda a celebração de duas missas, uma às 08h00 e outra às 18h00.

Paróquia de Guetim
Em Guetim, realizou-se, na passada segunda-feira, a encenação da última Ceia do Senhor, na Igreja Paroquial. Amanhã, vão ser celebrados a instituição do Sacerdócio, o Dia do Sacerdócio e do Mandamento Novo, lava-pés e adoração do Santíssimo Sacramento, com início às 20h30.
Na sexta-feira, está marcada para as 16h00 a celebração solene da Paixão do Senhor e a adoração da Cruz. No dia seguinte, sábado, realiza-se a Vigília Pascal, às 20h30. No Dia de Páscoa, será celebrada a eucaristia das 09h00 e depois haverá a saída do Compasso pelas casas. Às 20h30, será celebrada nova eucaristia, com a recolha das cruzes do Compasso.

Paróquia de Anta
A paróquia de Anta vai celebrar, amanhã pelas 21h00, a instituição do Sacerdócio, o Dia do Sacerdócio e do Mandamento Novo, lava-pés e adoração do Santíssimo Sacramento.
Para a Sexta-Feira Santa, está programada a celebração solene da Paixão do Senhor e a adoração da Cruz, pelas 21h00. No sábado, pelas 21h30, realiza-se a Vigília Pascal. No domingo, vão ser celebradas as eucaristias normais das 08h00 e das 11h00, na Igreja Paroquial, das 9h30 na Idanha e das 10h00, nos Altos Céus. No final das missas, a cruz será dada a beijar a quem desejar.

Paróquia de Silvalde
A programação pascal começou na passada sexta-feira com a procissão da Nossa Senhora da Soledade e continuou, no domingo, com a celebração dos Passos do Senhor, que percorreu o caminho da Cruz e do Calvário.
Hoje, pelas 21h00, decorrerá na comunidade da Senhora do Mar, pelas ruas do bairro piscatório, uma Via-Sacra conduzida pelo grupo de jovens da paróquia. Na Sexta-Feira Santa, pelas 13h30, parte da Capela de Nossa Senhora das Dores para a Capela do Senhor do Calvário a mesma Via-Sacra, que tenciona corresponder à hora evangélica da morte de Jesus. Também na quinta, sexta e sábado, decorre ainda o tríodo pascal, com respectivas celebrações, na Igreja, pelas 21h30.
Para o domingo, está guardada a visita pascal aos lares, das 10h00 às 19h00, por dez grupos de leigos e o pároco, concluindo com a tradicional missa de Páscoa.

Lília Marques

quinta-feira, 20 de Março de 2008

EDITORIAL

O prometido é devido. Tal como anunciámos, está já nas bancas o número zero do jornais de Lamas e Mozelos. Apesar do nosso rigor, haverá ainda algumas lacunas e, por certo, muitas arestas por limar. Estamos conscientes disso e saberemos ser humildes para ouvir as críticas e/ou sugestões, venham elas de onde vierem, desde que o objectivo seja contribuir para um projecto melhor. Quanto aos arautos da desgraça, aqueles que se limitam, pura e simplesmente, a dizer mal de tudo e de todos, dispensamos a sua colaboração. Os jornais Lamas e Mozelos nascem da vontade de um grupo de trabalho que está no mercado com claros objectivos profissionais. Temos um projecto assumidamente local e vamos dedicar-nos à área de intervenção que definimos - o norte de Santa Maria da Feira. Iremos defender intransigentemente os interesses das populações das freguesias da zona e estaremos sempre de portas abertas para dar voz às suas colectividades e outras forças vivas. Quanto à política, daremos voz a todos os partidos, desde que a mensagem seja legítima e respeite o colectivo. Não publicaremos textos que se apresentem com conteúdos despropositadamente desprimorosos. Depois de Espinho, começámos este projecto com Nogueira da Regedoura, alargámos a S. Paio de Oleiros e agora estendemos o nosso campo de acção a Santa Maria de Lamas e a Mozelos. Com este crescimento, torna-se imperioso adoptar um nome comum às freguesias envolvidas. “Feira Norte” foi a solução encontrada. Sabemos que em tempos já existiu um jornal com este nome, mas o projecto não singrou e o título caducou. Como se adapta ao nosso projecto, optamos por registar este mesmo nome, que, no entanto, nada tem a ver com o passado. O nosso jornal é novo e assume-se como profissional e independente.

José António Moreira

segunda-feira, 17 de Março de 2008

Espinho vence Taça de Portugal em Voleibol

Rumo a Espanha por uma vida melhor

São seis horas de viagem das Astúrias até Espinho e, todas as semanas, perto de uma centena de espinhenses faz o longo percurso de ida e de volta. Emigraram para o país vizinho em busca de um emprego e de uma vida melhor e estão a consegui-lo, graças a José Marco Rodrigues. O empresário é natural do Bairro da Marinha, em Silvalde, e há sete anos atrás também optou por partir para a Espanha. Hoje, é o exemplo perfeito de como um emigrante português conseguiu ser bem sucedido em terras de nuestros hermanos e tornou-se num dos maiores empregadores da população espinhense. A sua empresa, Construcciones Edibrick, é a maior empresa de um português registada em Espanha.

As tardes de domingo no Bairro da Marinha, em Silvalde, poderiam ser iguais aos restantes dias da semana, mas não o são. Paira no ar uma agitação que transparece nas expressões daqueles que aproveitam o dia para poderem estar na rua, conversando com os familiares e com os amigos. À medida que os minutos vão passando e o meio da tarde se aproxima, a paisagem do bairro começa a alterar-se.
Nos passeios de uma das ruas principais, os sacos de viagem e as arcas de transporte de alimentos vão aparecendo, assim como o número de pessoas vai aumentando. Pouco a pouco, começam a estacionar várias carrinhas de matrícula espanhola e o que ocupava inicialmente os passeios passa a encher as malas das viaturas.
O Bairro Piscatório assiste todas as semanas à partida de cerca de uma centena de homens, que deixam a família e rumam até às Astúrias. Além de terem o mesmo destino e a mesma profissão como trabalhadores da construção civil, estes homens partilham em comum o mesmo patrão, José Marco Rodrigues, de 30 anos, natural do bairro e proprietário da empresa espanhola Construcciones Edibrick.

Emigrante bem sucedido
José Marco, como é mais conhecido no Bairro da Marinha, é o exemplo perfeito de como um emigrante português conseguiu ter sucesso em terras de nuestros hermanos. Antes de ir para Espanha, há sete anos atrás, o agora empresário já estava envolvido na área da construção civil: “Comecei a trabalhar na zona do Porto com uma carrinha e quatro funcionários, que passaram para os 16”. Aos 23 anos, uns espanhóis seus conhecidos propuseram-lhe trabalho no país vizinho, mas José Marco não aceitou de imediato. “Eu, na altura, tardei cerca de sete meses a dar a resposta porque tinha casado recentemente, era complicado sair do país, as pessoas não queriam deslocar-se e ainda havia muito trabalho em Portugal”, esclareceu.
Decidiu, porém, arriscar uma nova experiência, mas sempre com calma: “Quando fui para Espanha, levei apenas quatro trabalhadores para ir devagar, até porque a língua e a maneira de trabalhar eram diferentes”. Dividido entre trabalhos e constantes viagens entre Portugal e Espanha, José Marco optou por colocar os trabalhos em Espanha em primeiro lugar.
Para o espinhense, a aposta foi ganha, já que a sua empresa não parou de crescer desde então. Há quatro anos, para evitar o excesso de burocracia e de documentos provocado pelo facto da empresa ser portuguesa, José Marco decidiu montar a Construcciones Edibrick, que é espanhola. Os seus trabalhadores recebem os salários e pagam os impostos no país vizinho, têm bilhetes de identidade espanhóis e terão direito um dia a reformas também espanholas.
O empresário tem noção da dimensão que a Construcciones Edibrick está a ganhar: “tenho consciência que represento uma das maiores empresas da região. Na construção civil, devo mesmo ser o maior empresário aqui nesta zona”. José Marco tem a seu cargo 134 funcionários. Perto de uma centena é do concelho de Espinho, espalhados por todas as freguesias. Só de Espinho partem semanalmente 12 carrinhas, que os transportam até às Astúrias. Depois, sai também todos os domingos uma carrinha com nove homens de Castelo de Paiva e outra de Esposende.
No início da sua carreira, José Marco tinha dificuldade em arranjar trabalhadores, por ser novo e ter pouca experiência. Hoje em dia, a realidade é totalmente diferente. “Pouco a pouco, fui ganhando a confiança das pessoas daqui e dos arredores e todas as semanas me pedem trabalho”. E o espinhense tenta sempre ajudar as pessoas que vão ter com ele à procura de novas oportunidades, dando-lhes emprego e boas condições de trabalho.

Viver com dignidade
Em Espanha, José Marco aluga o alojamento para os seus trabalhadores. Optou por apartamentos de tipologia T3 e em cada um vivem seis homens, dois por quarto. “Pessoalmente, acho que as pessoas têm que viver com dignidade. Há casos em que se vêem 15 pessoas no mesmo apartamento. Não são condições dignas para se poder viver, para tomar banho, para comer…”, esclarece. Além da residência, o empresário paga ainda a água, a luz, as carrinhas, o combustível e as portagens, para que os seus trabalhadores possam vir todas as semanas visitar as famílias a Portugal. Os funcionários da Construcciones Edibrick têm apenas despesas com a alimentação.
Em média, os salários de quem trabalha na construção civil em Espanha são muito superiores ao que se aufere na mesma área em Portugal. José Marco confidenciou ao Jornal de Espinho que os seus trabalhadores ganham mediante o cargo que ocupam: “Um servente, que cá é moço de trolha, pode ganhar uma média de 1100 euros, dependendo da pessoa. Os artistas, que lá chamamos de oficiais, podem ganhar 1250, 1500 euros por mês de média”. “São esses os salários médios líquidos que eles ganham e que trazem para as suas famílias”, esclarece o empresário.
São muitas as pessoas que estão constantemente a agradecer o que José Marco tem feito para ajudar os habitantes do concelho, algumas delas políticos conhecidos. Também a população do Bairro da Marinha já, por várias vezes, quis homenageá-lo: “Vários representantes do bairro já vieram ter comigo para me agradecerem com pequenos gestos e até queriam fazer-me uma estátua”. José Marco recusou o convite, pois acredita que tudo virá no tempo devido. No entanto, reconhece que não houve até então nenhum contacto por parte da autarquia ou mesmo de José Mota para lhe dar umas palavras de apreço.
Emigrante há sete anos, José Marco tem a certeza que o seu percurso profissional passará sempre por Espanha. A sua mulher e o seu filho Gonçalo, de apenas 5 anos, mudaram-se para lá há cerca de dois anos e a adaptação foi boa. José Marco afirma, sem dúvidas, que a sua vida passará por Espanha, mas tem a certeza que nunca perderá as raízes do local que o viu crescer.

Rumam a Espanha em busca de uma vida melhor
Alguns já estão emigrados há anos, outros apenas há poucos meses. Uns estavam no desemprego, enquanto outros trabalhavam mas o dinheiro não era o suficiente para sobreviver. Por entre os 134 trabalhadores da Construcciones Edibrick, são muitas as histórias de vida. Porém, estes homens partiram para Espanha com um mesmo desejo, com uma mesma vontade: ter uma vida melhor, para eles e para as suas famílias.
Marco Fonseca tem 31 anos e já foi marceneiro e jogador de futebol. Há cinco anos, decidiu emigrar para a terra de nuestros hermanos para ir trabalhar para a construção civil: “A vida cá não estava boa e tive que procurar emprego no estrangeiro”. Até hoje, “a experiência tem sido recompensadora e o ordenado em si também é bom”, se bem que “a vida de emigrante custe um pouco”.
Já Beto Esteirinha está nestas andanças há um mês e meio. Antes de emigrar, era calceteiro principal na Câmara Municipal de Espinho, mas as dificuldades económicas fizeram com que pedisse um ano de dispensa e partisse para Espanha, país que adora. As saudades da família são muitas, mas o espinhense reconhece que, para viver, a melhor opção foi a que tomou. E acrescenta: “Se eu pudesse, ficava lá toda a vida, não voltava mais cá a Portugal. Até porque aqui em Portugal, os ricos cada vez são mais ricos e os pobres cada vez são mais pobres”.
António Venço trabalhou por conta própria na construção civil durante 25 anos: “Era patrão, já tive cerca de 30 empregados, mas não se ganhava para os impostos”. Há três meses, passou de empregador a empregado. E, diz, se soubesse já teria ido para Espanha há mais tempo. “Para mim, não é uma vida dura, e até é melhor que em Portugal, com as condições que o patrão nos dá. Posso dar uma melhor vida à minha família”, realça.
Por sua vez, José Soares, de 49 anos, optou por trabalhar em Espanha há mais de cinco anos, sempre para o mesmo patrão, José Marco. O trabalhador diz maravilhas do seu empregador: “Tem feito tudo por nós, faz tudo para que não nos falte nada, para que tenhamos lá uma vida boa, para que tenhamos todas as condições de trabalho”. José Soares não tem nenhuma razão de queixa e, embora já tenha tido outras propostas de trabalho mais vantajosas, nunca quis mudar.
Outro dos veteranos da Construcciones Edibrick é José Fonseca, de 37 anos. Antes de ir para Espanha, há três anos e meio, José Fonseca tinha já estado em Inglaterra e em França. O país vizinho tem, na opinião deste homem, mais trabalho, melhores condições e fica mais perto. José Fonseca ocupa o cargo de encarregado-geral da empresa e ajuda José Marco Rodrigues a orientar os trabalhadores.

Típica saudade portuguesa
A palavra saudade é outro ponto em comum entre todos os trabalhadores que emigraram para Espanha. Ao princípio, dizem custar muito estar longe da família, num país diferente e a seis horas de viagem de casa. Com o tempo e com a ajuda dos companheiros de trabalho e de casa, a adaptação torna-se mais fácil. Para as esposas, os filhos, a família e os amigos que ficam em Portugal, as saudades também são muitas, mas necessárias para uma vida melhor.
Maria de Fátima é um desses casos. Devido ao seu desemprego, o marido, Sérgio Fonseca, teve que despedir-se do trabalho que tinha em Portugal e partir para Espanha, de forma a conseguir manter a família. Todos os dias, falam ao telefone e Maria de Fátima não tem dúvidas que é um sacrifício que compensa.
José Augusto emigrou há apenas um mês e a sua esposa fica com lágrimas nos olhos sempre que tem que o ver partir. “As saudades apertam muito. Venho sempre vê-lo a partir e a chegar. Enquanto ele não chega lá, o coração fica num aperto e não descanso”, desabafa.

Construcciones Edibrick: Números e Curiosidades
14 Carrinhas com controladores de velocidade que impedem velocidades acima dos 130 km/h
Às sextas-feiras, os funcionários não trabalham de tarde
Todos os anos, os trabalhadores fazem um jantar de Natal e o patrão oferece a todos um cabaz de natal
Paga em média por mês 200 mil euros em salários, valores que dobram no Natal e nas férias
Só em gasóleo gasta 15 mil euros por mês para todos os veículos da empresa
Em alugueres e gastos diários (luz, gás e água) são 17 mil euros por mês
Pagam 70 mil euros de Segurança Social
Fazem uma média de 130 mil km por ano

Espinho lidera desemprego no Grande Porto
A terceira conferência do ciclo "Olhares Cruzados sobre o Porto", organizado pela Universidade Católica e pelo jornal Público e que abordou o tema do desemprego na região Norte, foi palco de más notícias para o concelho espinhense.
A conferência contou com a apresentação de Pílar Gonzalez, da Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP). A docente tem vindo a estudar o tema do desemprego e, segundo informações do webjornal JornalismoPortoNet, concluiu que o Norte é a região portuguesa com mais desempregados. O problema, para Pilar Gonzalez, atinge mais as mulheres e os jovens, tratando-se assim de um desemprego que não é neutro. Para a professora da FEP, a situação tem piorado desde 2000 e o número de pessoas à procura de um primeiro emprego é cada vez maior.
Pilar Gonzalez calculou também a taxa de desemprego no Grande Porto e concluiu que o concelho de Espinho é o mais afectado pelo problema, seguido de Gaia, Valongo, Porto, Vila do Conde, Maia e Matosinhos. Para chegar a estes resultados, a docente baseou-se na população economicamente activa, registada como desempregada no Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), em Dezembro de 2007.
Os comentários da conferência foram da responsabilidade de António Pires de Lima, presidente da UNICER, e do padre Lino Maia, da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS).

Eleitos representantes de Espinho na OA

O concelho de Espinho tem, desde sexta-feira, três novos representantes na Ordem dos Advogados. Representar os advogados da comarca e fazer a ligação com o Conselho Distrital do Porto, com o próprio bastonário e os outros órgãos da Ordem dos Advogados são as principais funções dos eleitos, que estarão no cargo por um período de três anos.

Na passada sexta-feira, a Junta de Freguesia de Espinho acolheu as eleições para a escolha dos representantes a nível concelhio da Ordem dos Advogados. Até ao início das votações, que decorreram entre as 18h00 e as 19h30, apresentou-se apenas uma lista, constituída pelos advogados José Carlos Pereira, Carla Coelho e Andreia Pinto Menezes, que acabou por ser, sem surpresas, a vencedora.
José Carlos Pereira era, no final das eleições, um homem feliz. O agora representante espinhense na Ordem dos Advogados explicou ao Jornal de Espinho que as votações tiveram “bastante afluência” e que todos os advogados da Ordem têm obrigatoriamente de exercer o seu direito de voto. “Dos 74 votantes, 68 votaram a favor e houve cinco brancos e um nulo”, adiantou.
Os representantes locais da ordem dos Advogados têm como função, segundo José Carlos Pereira, “representar, dar a cara pelos advogados da comarca”. E acrescenta: “Fazemos a ligação com o Conselho Distrital do Porto, com o próprio bastonário e os outros órgãos da Ordem dos Advogados”.
José Carlos Pereira entende que o cargo para o qual foi eleito é “uma grande responsabilidade”, mas, em conjunto com as suas colegas, quer “dinamizar e abrir as delegações”. Eleitos por um período de três anos, os três advogados têm, para o futuro, os objectivos de “interagir mais com os colegas, de dinamizar a comunicação na base dos novos meios tecnológicos, promover mais eventos, como conferências e debates, assim como a discussão pública de assuntos com interesse para a nossa classe”.
O facto de ter sido apresentada apenas uma lista para as eleições é, para José Carlos Pereira, um bom sinal: “Não concorremos contra ninguém e podemos contar com todos os advogados para nos ajudar a fazer o trabalhão a que nos propusemos”.

Lília Marques

domingo, 16 de Março de 2008

Espinho conquista Taça de Portugal

O Voleibol do Sporting Clube de Espinho conquistou no Peso da Régua a 11.ª Taça de Portugal do seu historial, ao derrotar, numa final inédita, o Guimarães por 3-0, com um "triplo" 25-22. Registe-se que este é o primeiro título de Miguel Maia como treinador/jogador.
Pode ler a notícia completa no site "O Norte Desportivo".

sexta-feira, 14 de Março de 2008

Grupo de Intervenção Urbana inicia actividade

O Grupo de Intervenção Urbana é uma nova associação sem fins lucrativos que se propõe dinamizar a educação em Espinho com a aposta nas vertentes cultural, social e ambiental. Para tal, o grupo prevê a organização de workshops e iniciativas variadas que contam com a organização de todos os associados. António Cavacas e Vítor Monteiro são apenas dois dos nomes envolvidos na recém-criada associação espinhense.

Foi no passado sábado, na sala da Assembleia da Junta de Freguesia de Espinho, que foi constituído o GIU – Grupo de Intervenção Urbana. Poucos foram os presentes na assembleia inaugural, mas a vontade de trabalhar em prol do desenvolvimento de Espinho ficou bastante vincada.
Pedro Monteiro, cidadão espinhense, é um dos mentores do projecto e foi precisamente o primeiro a tomar da palavra na assembleia inaugural do GIU. Segundo o próprio, o GIU “é um grupo de trabalho que já tem alguns anos”. Com Paulo Moreira, que não pode estar presente por motivos de saúde, Pedro Monteiro é o mentor do projecto, que esteve já envolvido num trabalho em conjunto com a Cooperativa Nascente no âmbito do Cinanima.
Pedro Monteiro contou ainda que “a ideia nasceu em 2001 e, apesar do nome ser diferente, os objectivos estavam já bem definidos”. Para o GIU, o mais importante é a aposta na educação, com uma vertente cultural, social e ambiental.
“Hoje estamos poucos, mas não somos poucos”, disse Pedro Monteiro, que, apesar da pouca afluência na Assembleia de constituição, acrescentou: “O mais importante é estarmos no terreno e aquilo que fazemos junto das pessoas. É um projecto que tem muito para dar”.
Depois da uma pequena introdução, o Grupo de Intervenção Urbana foi finalmente constituído, pois todos os presentes mostraram vontade na sua formação.

“Foi um longo caminho”
Vítor Monteiro, membro da mesa da Assembleia Geral do GIU e também vogal da Assembleia de Freguesia de Espinho, começou por declarar que “foi um longo caminho” e que a partir de agora “todos são importantes dentro das capacidades e limitações de cada um”.
E como a tarde era para ser aproveitada para as decisões iniciais, seguiu-se a aprovação dos estatutos. António Cavacas, elemento da mesa da Assembleia Geral da GIU, e propôs uma alteração a um dos pontos dos estatutos. O também secretário da Assembleia Municipal de Espinho propôs que se retirasse a referência a qualquer situação territorial, para que não houvesse qualquer restrição de acção, alteração que todos aceitaram.
Em concordância com o jurista, Vítor Monteiro atirou: “O melhor que pode haver numa associação é que ela cresça e que ela trabalhe e quantos menos problemas houver melhor”. Os estatutos da GIU foram assim aprovados por maioria penas com uma abstenção de um elemento da associação que alegou não votar por não ter lido o documento. Estava ultrapassada mais uma etapa para o início dos trabalhos do GIU.
A instituição da Comissão Instaladora foi o passo seguinte, também ultrapassado com rapidez e consenso. Pedro Monteiro, Rosa Azevedo e Pedro Pereira formam, assim, a Comissão Instaladora do Grupo de Intervenção Urbana.

Vantagens para os sócios
Depois da distribuição das fichas de inscrição, António Cavacas contestou o valor da quota, que estava previsto ser de dois euros mensais, assim como alguns dos presentes, comparando-a com os valores pagos noutras associações espinhenses.
Pedro Monteiro, no entanto, não concordou e alegou que “dois euros é o mínimo para aquilo que o GIU tem para oferecer aos associados” e acrescentou que nas iniciativas realizadas pelo GIU os sócios vão ter contrapartidas financeiras. “Não é um valor grande, é o mínimo aceitável e dá ao GIU alguma capacidade de manobra”, concluiu.
Mas António Cavacas não desistiu e propôs que se começasse por um valor pequeno para atrair mais associados e quando se achar que a associação tem contrapartidas a dar aos associados então pode aumentar-se a quota. Para o apoio de despesas iniciais, o jurista propôs ainda que se pedisse um subsídio à Câmara ou à própria Junta de Freguesia de Espinho para ajudar nesse sentido.
Em jeito de balanço, e com os principais obstáculos ultrapassados, o GIU tem já uma lista de 60 sócios anunciados, o que, para Vítor Monteiro, é um bom começo, porque “é muito difícil criar uma associação cultural em Espinho. As pessoas têm a sua vida pessoal e profissional. É preciso as pessoas quererem e aparecerem”.
O Grupo de Intervenção Urbana constitui-se como uma Associação Cultural sem fins lucrativos, com uma jóia fixada nos 10 euros e uma quota mensal de um euro, ou doze euros anuais.

Maria João Magalhães

Consenso na JSD em eleições antecipadas

Filipe Barbot foi eleito, na passada sexta-feira, o novo líder da JSD Espinho. Na lista única concorrente, gerada sob um enorme consenso, o nome do ex-presidente Ricardo Sousa reforça a coesão de um grupo que pretende mexer com a vida da juventude em Espinho. O novo presidente realça como grandes bandeiras da nova era da Jota, o apoio à cultura, à juventude e às colectividades.

Jornal de Espinho - Foi eleito presidente da JSD Espinho. E agora? Quais são os seus principais projectos?
Filipe Barbot
– Eu acho que a JSD tem que assumir que os seus principais projectos vão assentar em três vertentes ao nível da política da cidade. Em primeiro lugar a política da juventude e na área da educação também estaremos atentos ao desenrolar do que se passa no concelho de Espinho. Até porque o concelho de Espinho é um dos da área metropolitana do Porto com maior taxa de abandono escolar e isso é um factor de exclusão social que no preocupa muito e portanto vamos estar atentos a isso. E também a vertente cultural, porque acho que Espinho em termos culturais tem bons eventos, mas é preciso dar mais apoio aos artistas não só do concelho. Em Espinho há muitas pessoas ligadas à área da cultura e acho que Espinho devia investir mais nisso. Portanto, são estas três grandes bandeiras a que a JSD tem que estar atenta. Queremos ainda ter um contacto directo de rua com a população e nomeadamente com as colectividades. Espinho tem um forte movimento associativo, há muito associativismo e acho que as associações por vezes são esquecidas pelo poder camarário e a juventude social-democrata estará no terreno para verificar as dificuldades que estas associações têm e darmos o nosso contributo para que as coisas melhorem nesta matéria.

JE – Como chegaram ao consenso para formar a lista única?
FB
– Felizmente não foi difícil. Juntou-se um número de ex-dirigentes que já vem trabalhado com a equipa do antigo dirigente, equipa da qual eu fiz parte e conseguimos angariar novas pessoas que não estavam dentro da vida política partidária de Espinho, mas são pessoas sensíveis ao que se passa no concelho, são pessoas da terra, pessoas que gostam que gostam de Espinho e que, se calhar por um dever de consciência e cidadania estão de alma e coração neste projecto. Conseguiu-se arranjar uma lista muito heterogénea, mas é uma equipa que eu acredito que é dinâmica para trabalhar e que abrange todas as faixas etárias.

JE – Qual a importância da inclusão do ex-presidente, Ricardo Sousa, para o sucesso da lista recentemente eleita?
FB
– O ex-presidente foi eleito presidente da Mesa do Plenário e para mim é uma honra tê-lo nesse cargo até porque foi ele que me trouxe para estas lides partidárias e para além disso é um forte amigo que eu tenho. É fundamental pela experiência que ele tem, pelo seu contributo, porque vai ser sempre mais um na JSD. O Ricardo, tendo a experiência política que tem, sendo líder da bancada socialista na Assembleia Municipal e que poderá levar algumas propostas da JSD. É uma pessoa que também está na comissão política distrital da JSD e portanto é uma figura muito importante para a JSD e vai de certeza continuar a ser.

JE – Como foram escolhidos os elementos da lista?
FB
– Quando fui desafiado a me candidatar tentei logo estabelecer alguns critérios para formara a lista. E os critérios foram ter pessoas com experiência na minha equipa, que estão dentro da JSD há vários anos, e de facto a minha equipa de vice-presidentes são ex-vice presidentes do Ricardo. Tenho o secretário-geral que é uma figura nova dentro da política em Espinho mas de facto é uma pessoa que gosta de Espinho e que é líder de um grupo de jovens de Espinho que é a única claque que o Sporting Clube de Espinho tem na cidade. E consegui também ir buscar outras pessoas, nomeadamente das duas Escolas Secundárias do concelho, que fazem parte das associações de estudantes. Acho que é fundamental não descurar os problemas que os jovens das escolas sentem Espinho. São pessoas jovens, com 17 anos, mas que acredito que vão ser futuros quadros da JSD.

JE – Qual considera ser a importância da coesão demonstrada nestas eleições para as autárquicas de 2009?
FB
– Acho fundamental. De facto uma lista como a nossa, que conseguiu ser uma lista de consenso, com uma equipa que quer trabalhar, que teve o apoio dos quatros últimos presidentes da JSD, desde Victor Sousa a Luís Montenegro, João Torres Soares e Ricardo Sousa. Teve o apoio do presidente da comissão política do partido. Acho que estão criadas todas as condições, e a motivação é enorme para que, em conjunto com o partido, possamos ganhar as eleições de 2009.

JE - Considera que o PSD em Espinho pode constituir uma oposição forte José Mota nas próximas eleições?
FB – Acredito e tenho a certeza que isso é possível, acho é que temos de pensar nas leieções autárquicas com cabeça, tronco e membros, porque já não falta tanto tempo assim, mas acredito que o PSD e sei que o PSD tem potencial humano para conseguir ganhar as eleições autárquicas de 2009 e dar um futuro a Espinho bem melhor do que o presente.

JE – O que deve mudar desde as autárquicas de 2005 até às próximas eleições?
FB
– Acho que para haver um maior sucesso do PSD é preciso de facto nos termos uma profissionalização. Os partidos políticos agora nas campanhas já estão obrigados a ter uma equipa profissional por trás de marketing político. Portanto que temos de ter noção que o amadorismo de termos os dirigentes político-partidários a colar cartazes, estão a descurar e a perder tempo se calhar em eventos e contactos com a população e acho que tem que acabar, nomeadamente aqui no PSD de Espinho. Acho que tem que haver uma campanha muito bem feita e acho que temos de ter uma oposição bastante acutilante, não destrutiva, e dizermos o que está mal, mas também o que faríamos se fossemos para lá. Porque isso é que os espinhenses precisam de saber.

quarta-feira, 12 de Março de 2008

Opinião: Comércio local

Como alguns saberão, realizou-se no passado dia 22 de Fevereiro no auditório da Junta de Freguesia um colóquio sobre a situação do Comércio em Espinho, promovida pela Associação Cívica de Espinho. Nessa rara, e julgo que única, ocasião em que houve algum debate público sobre esse tema, não deixa de ser incompreensível a ausência de um representante da Associação Comercial, quando o seu presidente foi convidado a participar no mesmo. A situação do comércio em Espinho não é relevante para a respectiva Associação? Espantoso! Mas falemos de alguns temas abordados nesse debate.
A necessidade prioritária de resolver o problema do estacionamento foi um ponto comum em todas as intervenções. Lamento no entanto a falta de uma tomada de posição clara sobre os planos da autarquia de colocar parquímetros em mais de 1.000 lugares de estacionamento para construir um parque subterrâneo de 200 lugares, tudo a ser explorado por 50 anos.
Foram apontadas hipotéticas soluções para os comerciantes aumentarem a sua competitividade, como a criação de Centrais de compras. Julgo que estas só farão eventualmente sentido quando se trata de compras de artigos do mesmo género de forma repetida, como no caso de alguns bens alimentares, livros e discos, etc. Não é uma lógica que se possa alargar a ramos que tenham a ver com a Moda, como o vestuário, o calçado, ou outros. Aliás o problema destes sectores não é de falta de competitividade de preços com os centros comerciais (para artigos iguais ou semelhantes). O problema é no geral, a enorme falta de movimento de pessoas.
Foi referida também a importância de existir uma loja âncora em Espinho. Nos centros comerciais são consideradas lojas âncora, os hipermercados, as lojas do grupo Zara, e mais recentemente a Fnac. Isto é, encara-se como uma solução boa para a cidade, entregar o negócio local a grupos internacionais, e transformar a cidade na enésima cópia de qualquer centro comercial já existente, seguindo a tendência de ter nos centros das cidades as mesmas lojas dos shoppings . Ficarmos todos iguais a cópias secundárias desses shoppings todos já parecidos entre si, abdicando do que cada cidade aporta de diferente, não me parece de forma alguma a via a percorrer em direcção a um desejado melhor futuro, quer para a cidade, quer para os actuais comerciantes.
O que temos que copiar dos centros comerciais não é a sua fórmula repetitiva de lojas, mas sim a sua forma de pensar o negócio, dando condições de estacionamento, fácil circulação a veículos e peões, promover a organização e limpeza da cidade e tornando-a mais atractiva.
Essas são as obrigações de qualquer Autarquia conjuntamente com as Associações Empresariais locais. Se tentarem e conseguirem resolver esses problemas estruturais da cidade, caberá então à iniciativa privada a obrigação de tornar a cidade novamente dinâmica e movimentada.
É precisamente o oposto do que se passa hoje na Rua 19, sem nenhum benefício da única “requalificação urbana” havida. Melhoramentos? Remendaram-se sucessivamente as canalizações em cada rebentamento, e trocaram-se agora os bancos de madeira por outros sem qualquer atractivo extra, pobres como os que existiam em antigas salas de espera de transportes públicos.
A iluminação pública dessa rua é escassa, uma das mais pobres do centro da cidade, e nem sequer são substituídas as lâmpadas fundidas. Se os comerciantes resolverem apagar as luzes dos estabelecimentos à noite, talvez fiquemos todos a perceber ao ponto a que se deixou chegar a principal rua comercial de Espinho – a única pedonal – completamente às escuras e com as pessoas a tropeçarem nos diversos desnivelamentos e irregularidades existentes.
A loja âncora que alguns desejam à imagem dos shoppings, já a temos desde sempre: é o mar. Numa cidade que tem os arruamentos bem organizados desde os seus primórdios, pequena e fácil de ser percorrida a pé por ser plana, com a invulgar concentração comercial que ainda hoje possui, proximidade da zona de lazer, restauração e hotelaria, e com um dos poucos Casinos do País, deveriam existir quase todos os condimentos para ser simples conseguir-se revitalizar a cidade. Basta saber o que se quer, ser determinado e trabalhar para atingir esse objectivo, sem Zaras, sem Shoppings, sem hipermercados, sendo diferentes de tudo isso que a médio prazo criará saturação e monotonia no consumidor, mas necessáriamente fazendo subir e muito, o nível do que existe actualmente.
Por último, um tema que parece criar opiniões bastante opostas: a importância do anunciado centro comercial na ex-Corfi para atrair pessoas para Espinho.
Levanto as seguintes questões:
- Situando-se esse centro comercial na periferia da cidade, como é que acham que vai atrair pessoas para o centro de Espinho? Para mim, vai evitar a entrada das pessoas que ainda visitam a cidade, e vai fazer com que os residentes se desloquem para o exterior, desertificando ainda mais o centro!
- E sendo um dos principais problemas do comércio local o absurdo excesso de oferta na região, como é que reforçar ainda mais essa oferta será uma boa solução para o comércio existente? Seria como dizer que para o Casino de Espinho aumentar o seu movimento, o ideal era implantar um casino de Las Vegas e outro de Macau em cada entrada da cidade.
Por isso pergunto, quem quer realmente a sobrevivência do comércio da cidade?

Dr.º José Serrano

Economista

Centro de Saúde de Espinho junta-se a Gaia

Primeiro o Hospital, depois a PSP, o tribunal e a GNR e agora tudo indica que a reestruturação do sector público vai passar também pelos Centros de Saúde, incluindo o de Espinho. Segundo novas directivas do Ministério da Saúde, o Centro de Espinho fica agregado ao dos Carvalhos e de Arcozelo, constituindo a Unidade Gaia II. O futuro do centro localizado na cidade é, actualmente, uma incógnita, restando saber se esta junção vai trazer vantagens ou desvantagens.

Espinho continua a perder independência e afasta-se cada vez mais da zona centro para se juntar ao Norte, mais propriamente ao concelho de Vila Nova de Gaia. Depois do Hospital Nossa Senhora da Ajuda ter sido integrado no Centro Hospitalar Gaia/Espinho é a vez do Centro de Saúde sofrer as consequências do Decreto de Lei 28/2008.
Os futuros Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) serão serviços com autonomia administrativa e vão substituir as sub-regiões de saúde ao longo dos próximos meses. A criação destes serviços vai causar o desaparecimento dos directores de mais de 300 Centros de Saúde do país, uma vez que cada agrupamento vai ter apenas um director clínico. No caso de Espinho, resta saber qual o futuro do director do Centro de Saúde, Joaquim Barbosa, sendo que, em termos administrativos, ainda nada está definido, tal como nos foi adiantado pelo próprio.
Segundo declarações da Ordem dos Médicos, a criação dos ACES poderá pretender apenas entregar a gestores e administradores não médicos a gestão dos centros de saúde. O decreto de lei mereceu ainda críticas da parte da Associação Nacional de Municípios por não estar ainda definido o regime de exercício de funções dos representantes das autarquias.

Espinho com Arcozelo e Carvalhos
O diploma publicado no passado dia 22 de Fevereiro está já em vigor e prevê a criação e a estruturação dos ACES. No entanto, a extinção das 18 sub-regiões só se vai completar à medida que forem criados os agrupamentos. Segundo o decreto de lei, a Administração Regional de Saúde do Norte, na qual o Centro de Saúde de Espinho vai ser integrado, é a que vai ter o maior número de agrupamentos, sendo proposta a constituição de 25.
No que diz respeito a Espinho, no raio de acção do antiga Sub-região de Saúde do Porto vão ficar 12 agrupamentos de centros de saúde, no qual se inclui o Gaia II, do qual Espinho vai fazer parte, juntamente com Arcozelo e Carvalhos.
Os agrupamentos, constituídos por vários tipos de unidades funcionais, congregam vários centros de saúde, sendo que a população englobada pode ir dos 50 mil aos 200 mil utentes. Nos agrupamentos podem ser integradas desde unidades de saúde familiar, de cuidados de saúde personalizados, de cuidados da comunidade, de saúde pública, de recursos assistências partilhados, e vão ter, tal como acontece com os hospitais, contratos-programa para cada ano.
A criação destes agrupamentos prevê ainda que os municípios participem na gestão executiva com um representante, o presidente do conselho da comunidade e que pode ser o presidente da Câmara, um vereador, ou outra qualquer pessoa nomeada pela autarquia. No entanto, estando prevista a inclusão do Centro de Saúde de Espinho no Agrupamento Gaia II, tudo indica que a Câmara Municipal de Espinho não participará na gestão do agrupamento.

Objectivo: poupar dinheiro
Esta recente reestruturação pode ainda ter causas financeiras, visto que já o anterior ministro da Saúde, Correia de Campos, tinha previsto poupanças na ordem dos 20 milhões de euros, devido ao desaparecimento de funções de direcção e à redução de efectivos.
Segundo uma nota do Conselho de Ministros depois da aprovação do documento, o decreto de lei pretende dar estabilidade à organização da prestação de Cuidados de Saúde Primários, permitindo uma gestão rigorosa e equilibrada, de acordo com as necessidades da população, visando a melhoria do acesso aos cuidados de saúde.

Maria João Magalhães

terça-feira, 11 de Março de 2008

Notícias editadas pelo SCE

Grupo JE abre dois novos jornais

O Jornal de Espinho (JE) vai apresentar aos seus leitores novas apostas editoriais, no seguimento da política de expansão que este grupo tem vindo a desenvolver nos últimos tempos.
Depois dos suplementos de S. Paio de Oleiros e Nogueira da Regedoura, que registam um enorme sucesso junto destas comunidades, preparámo-nos para lançar, já no próximo número, duas edições direccionadas para as freguesias de Santa Maria de Lamas e Mozelos, ambas do concelho de Santa Maria da Feira.
Assim a próxima edição terá uma tiragem de 10 mil exempolares, com um raio de distribuição que cobre a totalidade do concelho de Espinho e ainda as freguesias do topo Norte de Santa Maria da Feira, como sejam Nogueira da Regedoura, S. Paio de Oleiros, Santa Maria de Lamas e Mozelos.
Paralelamente, é também nossa aposta continuar a melhorar o conteúdo das publicações e a aumentar as páginas de informação, especialmente no que respeita ao Jornal de Espinho, dando assim resposta ao apelo de leitores e anunciantes e procurando um espaço crítico e informativo cada vez mais amplo e aberto a todas as correntes de opinião.
Por esse motivo, a próxima edição do JE, que sai para as bancas no dia 19 deste mês, vai incluir os jornais de Oleiros e um segundo caderno de 20 páginas com os jornais de Lamas e Mozelos. A tiragem que assinala esta nova aposta vai ser de 10 mil exemplares.

segunda-feira, 10 de Março de 2008

Centro Social de Paramos sem Direcção

A exploração de um lar de idosos em Esmoriz pelo presidente da Direcção e pelo tesoureiro fez com que Lucas e Luís Miguel Vieira se demitissem dos cargos de vice-presidente do Conselho Fiscal e vice-presidente da Direcção do Centro Social de Paramos, respectivamente. O primeiro acredita que é uma “falta de lealdade” para com a instituição, mas desconhecia que a sua saída iria provocar eleições antecipadas.

A Direcção do Centro Social de Paramos caiu por falta de quórum. Um dos elementos do Conselho Fiscal já não tinha tomado posse, aquando das últimas eleições e agora o segundo elemento daquele órgão pediu a demissão. Por solidariedade e por comungar da mesma opinião, o vice-presidente da Direcção acabou também por se demitir. As demissões provocaram a falta de quórum.
Entretanto, outros sócios, para além dos elementos da Direcção que estão demissionários, contactados pelo Jornal de Espinho admitem também que a razão das demissões possa estar relacionada com o facto de os actuais presidente e tesoureiro da Direcção terem aberto um lar para idosos na vizinha cidade de Esmoriz, onde antes funcionava um hotel.
Por sua vez, o Centro Social de Paramos já convocou os seus associados para uma Assembleia Geral Extraordinária, a realizar no próximo dia 12, quarta-feira, com o intuito de deliberar acerca de uma proposta apresentada por um grupo de associados com o objectivo de autorizar associados com mais de dois mandatos consecutivos a recandidatar-se.

“É uma falta de lealdade à instituição”
Entretanto, Ernesto Lucas Vieira, ex-vice-presidente do Conselho Fiscal do Centro Social de Paramos, explicou ao Jornal de Espinho o que levou à sua demissão. “Fui convocado para uma reunião no dia 22 de Janeiro pelo presidente da Direcção. Aí, o presidente explicou que queria saber a opinião de todos sobre o facto de ele e o tesoureiro da colectividade explorarem um lar de idosos num antigo Hotel em Esmoriz”, explica. Foi quando Ernesto Lucas achou que “os dois cargos eram incompatíveis”. O ex-vice-presidente adianta que discordou da atitude por considerar “que o lar em Esmoriz constitui concorrência desleal com o Centro Social”. “É uma falta de lealdade à instituição”, observa, acrescentando que não devia conciliar os dois negócios porque “pode haver interesses antagónicos”.
E foram estas as razões explícitas na carta de demissão que Ernesto Lucas Vieira apresentou ao Centro Social de Paramos. Ernesto Lucas não concorda com a actuação do presidente da Direcção, até porque, tal como explica, “é um indivíduo que nem sempre consegue consenso entre” as pessoas de Paramos e muitas vezes ameaçou ir-se embora”. Os mandatos, tal como explica, são de dois anos, e só se pode cumprir dois mandatos, mas o presidente “acaba sempre por pedir à Assembleia para ficar”. E fica sempre, porque, tal como desabafa Ernesto, “como os sócios são todos funcionários do Centro votam sempre a favor”. “Uma pessoa credível, quando diz que sai, sai mesmo”, conclui.
O Jornal de Espinho tentou ainda contactar Costa e Silva, presidente da Direcção, mas este responsável recusou-se a responder a qualquer questão.
Ao Jornal de Espinho, Luís Miguel Vieira, vice-presidente do Centro Social de Paramos, afirmou não querer prestar declarações antes da Assembleia Geral de sócios, agendada para o próximo dia 12, na salvaguarda dos interesses da associação.

Maria João Magalhães

domingo, 9 de Março de 2008

Bombeiros escolhem órgãos sociais

No próximo dia 17 de Março, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Espinho vai reunir-se em Assembleia-geral Ordinária, pelas 20h30. Na ordem de trabalhos consta a apresentação do relatório de contas respeitante ao exercício de 2007 e o parecer do Conselho Fiscal para discussão e aprovação. Podem ainda ser discutidos outros assuntos de interesse para a associação.
De seguida, pelas 21h30, realiza-se uma segundaAssembleia-geral Ordinária para a eleição dos Órgãos Sociais para o triénio 2008/2010, sendo que o acto eleitoral decorre das 22h00 às 23h00 no Salão Nobre da Associação.

BE aponta soluções contra a pobreza

Numa das muitas jornadas de protesto do BE contra o desemprego, o aumento dos preços e a desigualdade social, o núcleo espinhense visitou algumas das zonas mais carenciadas do concelho, o Bairro da Ponte de Anta, da Quinta de Paramos e da Marinha, em Silvalde. Consideradas das zonas mais carenciadas e pautadas pelo abandono, o Bloco de Esquerda constatou a pobreza a que se assiste nestes bairros. Segundo um comunicado de imprensa, a situação é mais grave no Bairro da Marinha, em Silvalde, devido à política municipal “de menosprezo e ostracismo social” que resulta, segundo o núcleo do Bloco, da opção das obras de enterramento da linha-férrea isolarem ainda mais, tanto social como fisicamente, o já referido núcleo urbano.
Como armas contra as injustiças sociais a que todos os dias assistimos, não só em Espinho, mas um pouco por todo o país, o Bloco de Esquerda propõe a formação profissional e o emprego efectivo. A defesa do Serviço Nacional de Saúde e da rede de serviços de proximidade são outras das soluções que o BE apresenta para a melhoria da situação social e económica das populações mais carenciadas.
Nas medidas económicas, o BE defende que a pensão mínima deve ser igual ao salário mínimo e que deve ser dado complemento de solidariedade a todos os idosos necessitados, apoiando ainda o carácter público dos serviços sociais como a água e a electricidade.

Banda de Música de Espinho no Europarque

A Banda Música de Espinho foi premiada pelo destaque que tem vindo a conquistar, tendo sido convidada para a abertura do II Festival de Bandas “Filarmonia ao mais alto nível”, no Europarque.
O grupo musical começou a sua actuação com uma homenagem ao músico João Sá, pelos 75 anos de ligação à colectividade. Numa homenagem a todos os portugueses que partiram à aventura e que foram e são embaixadores da nossa cultura, a Banda executou “O Caminho para a Índia”, de Samuel Pascoal.
Para finalizar, a colectividade apresentou a obra Paris Montmartre, em homenagem aos emigrantes portugueses.
A actuação da banda mereceu os aplausos dos cerca de 1300 espectadores, assim como as críticas favoráveis dos comentadores do festival.

Tribunal e ATL marcam Assembleia Municipal

Numa noite de contestação, onde foi sentida a falta dos principais elementos do PS, José Luís Peralta e Graça Guedes, a Assembleia Municipal de Espinho pautou-se por duras críticas ao Governo por parte da oposição. No rescaldo de mais uma reunião autárquica, os vogais aprovaram duas saudações ao Dia Internacional da Mulher, dois documentos do PSD, um da CDU, tendo apenas rejeitado uma moção do PSD, apresentada por Carvalho e Sá.

Depois da intervenção de um elemento do público que tentou chamar a atenção da autarquia para as mais recentes necessidades da população, os trabalhos da Assembleia Municipal começaram com a apresentação de dois requerimentos por parte do PSD. No primeiro, Carvalho e Sá queixava-se da constante falta de documentos patente nas reuniões da autarquia. Segundo o vogal, há casos em que os documentos chegam tão em cima da hora que nem há tempo de serem analisados pelos próprios membros da Assembleia. Assim, Carvalho e Sá, no seu requerimento, adianta que “é necessário cumprir com a lei e o regimento”, que diz que “a ordem do dia é entregue a todos os membros com antecedência necessária”.
O segundo requerimento, também apresentado pelo PSD, desta vez por José Carlos Santos, referia-se ao “escândalo no licenciamento de obras no concelho” e focava “os enormes atrasos no processamento das informações técnicas e dos respectivos despachos” (ver caixa).

Perda de competências do tribunal em discussão
Na abertura do período da ordem do dia, Gabriela Cierco, pelo PS, e Alexandre Silva, pela CDU, apresentaram ambos duas saudações ao Dia Internacional da Mulher e a todas as mulheres, principalmente as espinhenses. Como é hábito em todas as saudações apresentadas na Assembleia Municipal, foram ambas aprovadas por unanimidade.
Mas a discussão na Assembleia da passada quinta-feira começou com uma moção sobre o Tribunal de Espinho, pela voz do jurista Jorge Carvalho. Em causa está o novo mapa judicial e a promessa quebrada por sucessivos Governos para a criação de um terceiro juízo no Tribunal da Comarca de Espinho. O vogal da CDU receia a perda de competências por parte do tribunal, e que “Espinho seja reduzido a um simples tribunal de primeira instância”. Além da perda de competências, o vogal alega ainda que a reforma judicial “vai aumentar o custo dos utentes, pois, no caso específico de Espinho, estes terão de se deslocar a Gaia” para resolução de certos processos. Assim, Jorge Carvalho recomendou à Assembleia Municipal que discorde “com o novo mapa judicial se ele retirar competências a Espinho”.
Criando um paralelo com o novo mapa dos centros de saúde, Jorge Carvalho acredita que “Espinho está no caminho de ser uma freguesia de Gaia”.
Depois de Carlos Loureiro, do PSD, ter apoiado a implementação de um Julgado de Paz em Espinho, por considerar que “os processos pequenos eram mais rapidamente resolvidos”, foi a vez de Ricardo Sousa apoiar o documento da CDU: O líder da bancada social-democrata não deixou, no entanto, de afirmar que “o documento poderia ser mais pragmático” e acrescentou que “o novo mapa judicial é um cheque em branco passado ao PS”.
No final da discussão, João Passos, do PSD, solicitou a participação do vice-presidente Rolando Sousa na discussão, mas o vice apenas garantiu que o “assunto foi apresentado à Câmara e está agendado em reunião”.
Apesar da controvérsia à sua volta, o documento acabou por ser aprovado por unanimidade.

Governo destrói serviços de proximidade
O único documento não aprovado da noite foi da autoria do social-democrata Carvalho e Sá e pretendia apelar à Assembleia Municipal para que se solidarizasse com as IPSS do concelho, que estão actualmente em crise devido ao Decreto de Lei sobre o prolongamento escolar. Para o vogal, “o Governo está a destruir o que de melhor se fez no país: os serviços de proximidade”. Esta nova lei tem, como consequências directas, o fecho de ATL’s e o despedimento de funcionários, devido ao corte de subsídios.
Apesar de uma aparente unanimidade na discussão do assunto, Jorge Pina, do PS, achou que o documento estava “extremamente mal feito e não corresponde à verdade”, porque considera que o Governo quer apenas “dar actividades extracurriculares”, sem mais encargos para os pais.
Na continuidade da discussão, Jorge Pina considerou que aquilo que as várias Câmaras espinhenses têm feito em termos de actividades extracurriculares é muito bom. No entanto, Vicente Pinto, do PSD, não concordou com o seu colega socialista e atirou: “O que a Câmara tem feito neste sentido é zero”. O social-democrata considera ainda que o Estado deveria subsidiar as instituições privadas nos casos em que não tem capacidade.
Apesar do apoio de vários vogais, Carvalho e Sá viu a sua moção rejeitada com 14 votos contra, 11 a favor e uma abstenção, por parte do presidente da Junta de Freguesia de Guetim, Alfredo Rocha.
O último documento da noite, que foi aprovado por unanimidade, partiu de Alexandre Silva, da CDU. O vogal pedia à Assembleia Municipal que solicitasse ao Governo “a suspensão da reforma artística e a anulação dos estudos que foram feitos devido à falta de rigor”. Segundo o vogal, que posteriormente foi apoiado pela maioria dos membros da Assembleia, a intromissão do Governo no ensino musical só tem trazido desvantagens para esta área.

Maria João Magalhães

sexta-feira, 7 de Março de 2008

Opinião: Aqui Remato Eu

Depois da vitória sobre o Fonte do Bastardo, no primeiro jogo da meia-final, o Espinho está a um curto passo da quarta final consecutiva, do Nacional de voleibol. No próximo fim-de-semana, o apuramento deve ficar consumado, pois os tigres, totalmente favoritos, devem ganhar o jogo dos Açores, com maior ou menor dificuldade. No outro jogo da meia-final, o Benfica foi ganhar a Guimarães e, por isso, está também muito perto de se apurar para a final. Deste modo, é muito provável que, este ano, iremos ter uma reedição da final do campeonato de 2004/2005. Ora, aqui está a oportunidade ideal para o Espinho se vingar da derrota, de há três anos. Ideal, porque agora a situação é bem diferente. O factor casa, desta vez, vai pertencer ao Espinho, por ter acabado a fase regular em primeiro lugar, e, além disso, a equipa de Miguel Maia parece-me bem mais forte que a de José Jardim. A comprová-lo, estão os resultados desta época: em três jogos, três vitórias para os tigres. Assim, o Espinho agora é favorito, ao contrário de 2005.
As finais para os espinhenses já são uma “banalidade”: seis seguidas no final do século passado; a caminho da quarta na actualidade. No entanto, de ano para ano, têm surgido motivações novas: a final de 2005 significou o regresso à ribalta, depois de quatro anos de ausência; a de 2006 serviu para quebrar o jejum de títulos; a de 2007 deu o prazer de ganhar em Guimarães; e agora a de 2008 contra o Benfica, o outro grande do voleibol nacional que falta derrotar numa final, até porque a Taça de Portugal de, há dois anos, ainda está gravada na memória. Uma motivação especial para os jogadores do espinho, sobretudo para os resistentes de 2005: Kibinho, Sandro Correia, José Pedrosa, João Brenha, Miguel Costa e Paulo Brenha

AO POSTE
No futebol de formação, os juvenis já desceram e os juniores vão a caminho do mesmo. É pena, mas, naquelas condições, era impossível fazer melhor.

GOLO
No domingo, na Nave, Vítor Sá ganhou mais um combate, desta vez frente a um uruguaio. Brevemente, lutará na Albânia para o título mundial da sua categoria. Boa sorte!

Bruno Cabral

Rio Largo reacende a chama

Depois das dificuldades vividas nas duas épocas anteriores, o Rio Largo está em grande na presente temporada. Tó Zé, o treinador, Vítor Gato, o capitão, e Bruno Moreira, um dos jogadores mais recentes na equipa, realçam a união de grupo como o factor fundamental para a obtenção de bons resultados.

O Rio Largo é a única equipa que ainda não perdeu, esta época, no futebol popular. A equipa lidera a II Divisão, com sete pontos de avanço para o terceiro classificado, e está ainda presente na Taça Associação e na Taça Cidade de Espinho. Perante este quadro, o clube parece lançado para recuperar a chama de outros tempos. Tó Zé foi o homem chamado para treinar a equipa esta temporada e, por isso, tem sido um dos principais responsáveis por esta assinalável campanha. O técnico não tem mesmo duvidas em afirmar que actualmente “o Rio Largo é uma da melhores equipas do futebol popular espinhense”. Para argumentar esta afirmação, Tó Zé salienta os “19 jogos oficiais sem derrotas” e o facto de o “Rio Largo ser provavelmente o clube que tem mais publico a ver os seus jogos”. Assim sendo, o antigo treinador dos juvenis do Espinho diz que “vai ser muito difícil derrotar” a sua equipa, “se esta mantiver o espírito e a mentalidade que tem vindo a demonstrar”. No entanto, Tó Zé quer se manter consciente que ainda nada está ganho e, dessa forma, recorda “que faltam seis jornadas para o fim do campeonato, num total de 18 pontos em disputa, e muito caminho a percorrer”. “Manter a humildade” é fundamental, na opinião do técnico, que, apesar de considerar a subida como meta prioritária, não enjeita a possibilidade de pensar em outros voos. “Enquanto estivermos envolvidos nas outras competições, vamos até onde nos deixarem. Sabemos que há equipas mais favoritas do que nós, mas também temos noção das nossas capacidades”, refere. Tó Zé deixa também um elogio ao momento que se vive no cômputo geral do clube. “O safanão, que falei no início de época, está dado. Esta época, a mentalidade de todos os que estão no Rio Largo tem sido excelente. Estão todos a puxar para o mesmo lado, cientes das suas respectivas funções dentro da instituição. Além disto, existe também uma união de grupo espectacular. Penso até, que já conquistámos os adeptos que estavam com dúvidas no início da época”, assevera.

Vítor Gato: “Há males que vêm por bem”
Aos 36 anos, Vítor Gato é um dos históricos do Rio Largo. O capitão lamenta ainda a descida de há dois anos, mas, sem rodeios, afirma que “por vezes há males que vêm por bem”. Segundo Vítor Gato, “todos os clubes passam por momentos difíceis”, admitindo que a descida aconteceu porque “algo estava mal”, mas ressalvando que se “exagerou um pouco nas críticas”. “Estamos a provar que não somos velhos, que não somos indisciplinados e que temos ainda condições para servir o clube da melhor maneira”, acrescenta. Vítor Gato sente-se bastante satisfeito com “as pessoas novas e espectaculares” que o Rio Largo tem esta temporada, destacando o “grupo” como sendo “fantástico”.

Bruno Moreira: “Melhor grupo em 20 anos”
Se Vítor Gato é um dos mais antigos no Rio Largo, Bruno Moreira é um dos novatos. Na primeira época no clube, depois de ter representado o Bairro da Ponte d’Anta, o médio-ofensivo não podia estar mais satisfeito com o balneário que encontrou nos auri-negros. “Jogo futebol, há cerca de 20 anos, e posso dizer que este é o plantel mais unido que alguma vez encontrei”, afirma, adiantando que “este tem sido um factor importante para a obtenção de bons resultados”. Com efeito, o Rio Largo “não tem só bons jogadores, mas sobretudo uma boa equipa”. Numa opinião também partilhada pelo capitão e pelo treinador, Moreira garante que “o objectivo principal é a subida”, mas que “a equipa vai também tentar ganhar as taças”. No plano individual, faz uma análise “positiva” ao seu desempenho – é um dos melhores marcadores da equipa, com cinco golos -, mas considera que pode “fazer mais”.

Bruno Cabral

quarta-feira, 5 de Março de 2008

Oito detidos em operações de fiscalização

A madrugada do último domingo foi marcada por duas operações de fiscalização, nas cidades de Espinho e de Aveiro. As forças de segurança fiscalizaram o trânsito e os estabelecimentos de restauração e bebidas. Dessas operações, resultaram oito detidos por infringirem as leis do Código da Estrada.
No passado fim-de-semana, das 23h00 do dia 1 até às 07h00 do dia 2, a PSP de Espinho e a Divisão Policial de Aveiro realizaram duas fiscalizações, a nível de trânsito e administrativo, nas cidades de Espinho e de Aveiro.
Nas operações de trânsito foram fiscalizados cerca de 340 condutores e, desses, foram detidos oito indivíduos: cinco apresentavam uma taxa de alcoolemia superior ao permitido por lei; dois conduziam viaturas que se encontravam apreendidas e um não tinha a habilitação legal para o exercício da condução.
Foram ainda detectados mais dez condutores com taxas de álcool no sangue ilegais, entre os 0,62 e os 0,96 gramas de álcool por litro. A estes condutores foram aplicadas as coimas adequadas, que podem ir dos 250 aos 2500 euros, dependendo da taxa.
A nível do trânsito, as forças de segurança também levantaram 16 autos de contra-ordenação: por falta de uso do cinto de segurança; de utilização do triângulo de pré-sinalização de perigo e falta de inspecção periódica obriga­tória; e ainda por condução sob influência de álcool. Além disso, passaram seis avisos de apresentação de documentos e apreenderam quatro docu­mentos, por não pagamento voluntário das coimas, assim como dois veículos por situação irregular.
Nas operações de fiscalização administrativa, vários estabe­leci­mentos de restauração e bebidas das duas cidades foram fiscalizados.
As forças de segurança detectaram cinco infracções em três dos estabeleci­mentos: uma por funciona­mento com alvará caducado, outra por falta de extintor e três por violação da lei do tabaco (duas infracções pela falta de sistema de extracção e outra pela área de fumadores ser superior ao legalmente estabelecido).
Nas operações de fiscali­zação, estiveram envolvidos 42 polícias e 12 viaturas.

Fogo em fábrica abandonada

Um incêndio deflagrou, no passado sábado, num armazém/fábrica de alcatifas abandonado, junto ao apeadeiro de Silvalde Vouga, causando apenas danos materiais, para além de um grande susto na população local. Segundo afirmou ao Jornal de Espinho o adjunto Comando Artur Silva, dos Bombeiros Voluntários de Espinho, o sinistro ocorreu cerca das 18h00 e “o alarme foi dado pelos populares”, que disseram que o fogo era “numa casa abandonada”.
Quando os bombeiros chegaram ao local, “as chamas estavam muito grandes, o que assustou um pouco a população”, explicou Artur Silva. Mas meia hora depois o incêndio estava já controlado. O trabalho dos bombeiros, a partir daí, “consistiu apenas em fazer o rescaldo e a prevenção”.
Para o local, dirigiram-se cerca de 25 bombeiros e seis viaturas: quatro pesados (entre os quais estava um carro com auto-escada), um carro de comando e uma ambulância. A maioria dos meios que esteve no combate ao incêndio pertencia aos Bombeiros Voluntários de Espinho.
O combate ao incêndio gerou um grande aparato na zona. A PSP de Espinho esteve também presente para regular o trânsito na Estada Nacional 109. A estrada foi cortada para que as operações pudessem decorrer sem problemas.

Incêndio consome mato em Silvalde
No fecho deste edição, as duas corporações de Bombeiros de Espinho estavam envolvidos no combate a um incêndio em mato, junto ao Campo sa Seara, em Silvalde. Dois carros e 24 homens dos Bombeiros Voluntários Espinhenses e 6 viaturas com 24 viaturas dos Voluntários de Espinho lutavam, contra as chamas desde o final da tarde de ontem.

Março dedicado à etnia cigana

No próximo sábado, a Biblioteca Municipal de Espinho acolhe, a partir das 15h30, uma tarde de convívio multicultural.
Em primeiro lugar, vai realizar-se um colóquio, com a participação de Arcelina Santiago, directora do Centro de Formação das Escolas de Espinho, do Agente Ferreira, responsável na PSP de Espinho pela Escola Segura e de Orquídea Mendes, coordenadora do projecto “Vivências Multiculturais” da Cerciespinho. Seguem-se a actuação do grupo de “Danças Ciganas”, orientado por Marlisa Maia Marques, da ADCE e um porto de honra.
A iniciativa insere-se no projecto “Ano Europeu do Diálogo Intercultural”, que vai dedicar o mês de Março à etnia cigana.