A Assembleia Municipal de Espinho reuniu-se ontem à noite para discutir e votar o Relatório de Contas da Autarquia referente ao ano de 2007. Sem surpresas, e porque o Partido Socialista detém a maioria na assembleia, o documento foi aprovado, mas foi preciso Graça Guedes usar do seu voto de qualidade para que tal acontecesse. À parte da discussão, os vogais aprovaram ainda duas saudações relativas à comemoração do 1º de Maio, Dia do Trabalhador.
No cumprimento do ponto dois da ordem de trabalhos da reunião inaugural da segunda sessão de 2008 a autarquia levou à assembleia municipal o Relatório de Contas de 2007. Apesar de a aprovação do documento ser, à partida, uma garantia, os vogais da oposição não quiseram deixar de analisar o seu conteúdo. Simplício Guimarães, do CDS/PP foi um dos primeiros a questionar a autarquia, representada por Rolando Sousa, o vice-presidente. De entre várias questões, o vogal sublinhou o lucro de cerca de meio milhão de euros com a água e ainda aquilo que considerou, um elevado gasto de combustível, de cerca de 500 mil euros. O vogal sublinhou ainda o elevado gasto da câmara no pagamento de horas extraordinárias.
Em resposta ao vogal do CDS/PP, Rolando Sousa garantiu que é uma preocupação da Câmara “tentar restringir as horas extraordinárias”. No entanto, explicou, “há serviços em que tal não é possível”, como é o caso das “pessoas com vencimentos mais baixos que estão habituadas a ganhar as horas extraordinárias”. Rolando Sousa lembrou ainda aos vogais que “os sectores que criam horas extraordinárias criam também receitas”.
Quanto ao suposto lucro resultante da cobrança da água, Rolando Sousa explicou que o que está retratado no Relatório de Contas “é aquilo que recebemos da água e aquilo que pagamos às Águas do Douro e Paiva apenas”. No entanto, o vice-presidente lembra que as despesas com a manutenção do fornecimento da água vão muito além disso e que, mesmo assim, este suposto lucro ajuda a equilibrar as despesas com o saneamento.
CDU critica “má gestão autárquica”
Vicente Pinto abriu a segunda parte da discussão acerca do Relatório de Contas e deixou logo o aviso de que o PSD iria “votar contra a prestação de contas”. Em primeiro lugar, porque o vogal considerou que “a Câmara tem sempre nota negativa na avaliação”. E foi ainda mais longe: “É como na escola, apesar de serem maus alunos passam de ano na mesma”. Vicente Pinto que o relatório é uma consequência da “falta de capacidade para gerir a coisa pública” e de uma má gestão da própria Câmara Municipal.
Para António Regedor, representante do Bloco de Esquerda, “há uma permanente divida a terceiros que é preocupante” e ainda “uma dificuldade em fazer investimento porque há uma grande necessidade de manutenção das infra-estruturas espinhenses”.
Jorge Carvalho, líder de bancada da CDU, considera que “há uma má gestão de 2007” e que o ano passado “foi um mau ano de relação da Câmara com a Assembleia Municipal”. “Não há respeito pela assembleia. A Câmara não procura o apoio da Assembleia”, atirou.
No final o Relatório de Contas relativo a 2007 foi, apesar das críticas dos vogais da oposição, aprovado, com o voto de qualidade de Graça Guedes. Ainda antes da votação, Rolando Sousa anunciou que a autarquia está a estudar a hipótese de participar no programa “A Tempo e Horas” que vai permitir à Câmara solucionar dividas que, actualmente, não tem capacidade para solver.
No cumprimento do ponto dois da ordem de trabalhos da reunião inaugural da segunda sessão de 2008 a autarquia levou à assembleia municipal o Relatório de Contas de 2007. Apesar de a aprovação do documento ser, à partida, uma garantia, os vogais da oposição não quiseram deixar de analisar o seu conteúdo. Simplício Guimarães, do CDS/PP foi um dos primeiros a questionar a autarquia, representada por Rolando Sousa, o vice-presidente. De entre várias questões, o vogal sublinhou o lucro de cerca de meio milhão de euros com a água e ainda aquilo que considerou, um elevado gasto de combustível, de cerca de 500 mil euros. O vogal sublinhou ainda o elevado gasto da câmara no pagamento de horas extraordinárias.
Em resposta ao vogal do CDS/PP, Rolando Sousa garantiu que é uma preocupação da Câmara “tentar restringir as horas extraordinárias”. No entanto, explicou, “há serviços em que tal não é possível”, como é o caso das “pessoas com vencimentos mais baixos que estão habituadas a ganhar as horas extraordinárias”. Rolando Sousa lembrou ainda aos vogais que “os sectores que criam horas extraordinárias criam também receitas”.
Quanto ao suposto lucro resultante da cobrança da água, Rolando Sousa explicou que o que está retratado no Relatório de Contas “é aquilo que recebemos da água e aquilo que pagamos às Águas do Douro e Paiva apenas”. No entanto, o vice-presidente lembra que as despesas com a manutenção do fornecimento da água vão muito além disso e que, mesmo assim, este suposto lucro ajuda a equilibrar as despesas com o saneamento.
CDU critica “má gestão autárquica”
Vicente Pinto abriu a segunda parte da discussão acerca do Relatório de Contas e deixou logo o aviso de que o PSD iria “votar contra a prestação de contas”. Em primeiro lugar, porque o vogal considerou que “a Câmara tem sempre nota negativa na avaliação”. E foi ainda mais longe: “É como na escola, apesar de serem maus alunos passam de ano na mesma”. Vicente Pinto que o relatório é uma consequência da “falta de capacidade para gerir a coisa pública” e de uma má gestão da própria Câmara Municipal.
Para António Regedor, representante do Bloco de Esquerda, “há uma permanente divida a terceiros que é preocupante” e ainda “uma dificuldade em fazer investimento porque há uma grande necessidade de manutenção das infra-estruturas espinhenses”.
Jorge Carvalho, líder de bancada da CDU, considera que “há uma má gestão de 2007” e que o ano passado “foi um mau ano de relação da Câmara com a Assembleia Municipal”. “Não há respeito pela assembleia. A Câmara não procura o apoio da Assembleia”, atirou.
No final o Relatório de Contas relativo a 2007 foi, apesar das críticas dos vogais da oposição, aprovado, com o voto de qualidade de Graça Guedes. Ainda antes da votação, Rolando Sousa anunciou que a autarquia está a estudar a hipótese de participar no programa “A Tempo e Horas” que vai permitir à Câmara solucionar dividas que, actualmente, não tem capacidade para solver.
