terça-feira, 30 de Dezembro de 2008

Editorial

Por via da minha profissão de jornalista tenho acompanhado com atenção a actividade policial do nosso concelho. Não são raras as vezes que sobre os agentes da autoridade recaem as mais variadas acusações, fruto do carácter justiceiro do povo português, que, ao menor sinal de drama social, trata logo de atribuir culpas a alguém. Em momentos de aflição ninguém gosta de carregar o peso da culpa e, para que ela não morra solteira, lá vamos dizendo que foi assim e assado, por culpa de todos, menos nossa. Mas não há regra sem excepção. Nalguns casos o povo sabe o que diz, embora nem sempre reconheça a verdadeira raiz dos problemas. Serve isto para enquadras um certo mal-estar generalizado que se vive em Espinho relativamente à actividade de dois dos agentes da PSP da nossa cidade. Perfeitamente identificados pelos munícipes, os agentes Neves e Santos encarregam-se de multar tudo o que esteja em situação de infracção, sem contemplações, sem ligar ao apelo de quem vê, por exemplo, o seu carro multado por parar uns minutos em local impróprio. Cumprem a sua obrigação, é certo, mas para todos é evidente que enquadram um cenário de autêntica caça à multa. Certamente que estes dois agentes nunca pensaram vir um dia a ser reconhecidos publicamente, mas, dada a sua espinhosa missão de fazer aumentar as estatísticas das multas de trânsito, como convém ao Governo, são temidos e indesejados por todos. E a verdade é que eles, no fundo, não têm culpa, pois estão apenas a cumprir o seu dever. A raiz do problema reside, tão só, nos regulamentos que o Governo aplicou às forças de segurança: quanto mais multas, mais subsídios, mais reconhecimento interno. Ao estipular até no Orçamento de Estado objectivos no capítulo das multas, o Governo diz claramente que é preciso multar mais e mais. E onde estão, sr. primeiro-ministro, as tão sonantes e apregoadas palavras prevenção, conselho, ajuda, informação, sensibilização, solidariedade, que devem fazer parte do dia a dia dos agentes da autoridade. Não, agora o lema é: multa e bico calado. Sr. primeiro-ministro, sabemos da importância que o aumento de receitas para os cofres do Estado quando se preparam obras de milhões como TGV, especialmente entre Lisboa e Porto, mas não ponha os agentes da ordem numa perseguição constante às situações de infracção, por pequenas que sejam. Estamos pela legalidade, mas não exageremos. Por favor, Sr. primeiro-ministro, mande estes dois agentes cumprir os objectivos do Governo para outro lado. Aqui, já estamos fartos.

José António Moreira
Director do JE

Funeral da jovem Soraia é hoje pelas 16 horas

Soraia Vinheiras, a menina de 14 anos que foi atropelada na noite de sexta-feira, em Paramos (Espinho) e que se encontrava em coma desde então, morreu. A jovem, que teve, anteontem, perda definitiva e irreversível das funções cerebrais, irá a enterrar hoje, estando marcada a celebração fúnebre para as 16 horas, na igreja paroquial de Paramos.
A notícia está na edição de hoje do Jornal de Notícias.

Oposição questiona serviço de socorro local

A morte de um professor da Escola Secundária Dr. Gomes de Almeida, em Espinho, ocorrida no passado dia 12, por alegada falta de assistência médica, levou a Oposição na Assembleia Municipal a questionar o serviço de socorro a casos urgentes e emergentes implementado no concelho há cerca de um ano.
Nesse sentido, PSD, CDU, CDS e BE reclamaram pela imediata rescisão do protocolo assinado entre a Câmara e o Ministério da Saúde que ditou o fim do Serviço de Atendimento Permanente (SAP). Os socialistas, em maioria, votaram contra.
Pode ler esta notícia no Jornal de Notícias .

segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008

Soraia Vinheiras faleceu ontem

A menina Soraia Vinheiras, de 13 anos, vitima de acidente ocorrido sexta-feira à noite, em Paramos, faleceu. Infelizmente não conseguiu resistir aos danos cránio-encefálicos irreversíveis que o acidente lhe terá provocado.
A notícia também chegopu ao nosso jornal através de umam mensagem que podem ler num comentário à notícia anterior e que dizia o seguinte: "Venho por este meio comunicar o falecimento da menina Soraia Vinheiras. Que esteja bem nas maõs de Deus. Com muitas saudades de amigos da Quinta de Paramos. Descansa em Paz".
O Jornal de Espinho apresenta de igual modo o pesar à família agora enlutada.
A edição de hoje Jornal de Notícias dá mais peromenores.

sábado, 27 de Dezembro de 2008

Acidente grave na EN 109 faz cinco feridos

Uma adolescente de 14 anos ficou em estado coma depois de ter sido atropelada por um automóvel que se envolveu num acidente que aconteceu na EN109, em Paramos, Espinho, cerca das 23h de anteontem. A vítima que tem prognóstico reservado seguia no passeio com a irmã e dois amigos com idades entre os 15 e 16 anos, também estes hospitalizados. Por sua vez o condutor, de 21 anos de idade, também ficou ferido, sendo igualmente transportado para o Hospital Santos Silva, em Gaia.
Segundo a versão de alguns populares no local o condutor do Seat Ibiza “vinha ao picanço com um Volvo", que também se viu envolvido no acidente juntamente com outros dois carros”. Bruno Silva era o condutor do Volvo e nega esta versão, afirmando que o amigo Helder Pinheiro “vinha devagar”. Seguiam os dois no sentido Esmoriz / Espinho, quando um carro se terá atravessado na via para mudar de direcção e "ele não conseguiu evitar o embate”, garantiu.
“Eles aperceberam-se do carro na direcção deles e começaram a gritar tentando encostar-se ao muro”, conta uma outra testemunha aos jornalistas. De nada lhes valeu, porque o Seat Ibiza avançou para eles e atropelou-os. Soraia Vinheiras de 14 anos ficou logo inconsciente. A irmã fracturou um braço e sofreu várias escoriações. A amiga Vanessa, com o maxilar partido e uma fractura exposta numa perna ainda arranjou forças para ir pedir socorro ao café. “Ela entrou, agarrou-me nas mãos e pediu para ligar aos bombeiros porque tinham sido atropelados e desfaleceu logo a seguir nos meus braços”, contou uma outra testemunha.
Ontem o Hospital S. João, onde Soraia Vinheiras estava internada nos Cuidados Intensivos, mantinha o prognóstico “muito reservado”, disse uma prima, acrescentando que idependentemente da evolução do estado de saúde da menina, a família vai até ás últimas consequências para responsabilizar o condutor que segundo alguns populares é conhecido por “acelera”.
A menina órfã de pai, tem lesões no cérebro, baço e pulmões, segundo a fonte. A irmã, Marisa também se encontra hospitalizada. Tal como o condutor e o ocupante também feridos no acidente, foram transportados para o Hospital Santos Silva em Gaia. “Ele sabe bem o que fez, e, por isso, nem sequer saiu do hospital enquanto nós lá estivemos porque não tem coragem para assumir esta tragédia”.
No Bairro Social da Quinta de Paramos, onde residem as duas irmãs, o acidente era o tema de todas as conversas durante o dia de hoje.
Pode ler mais sobre este acidente nos jornais Correio da Manhã ; Jornal de Notícias e Diário Regional de Aveiro.

quarta-feira, 24 de Dezembro de 2008

O Jornal de Espinho deseja a todos Feliz Natal

domingo, 21 de Dezembro de 2008

Acidentes para enganar seguradoras

O JN de ontem, domingo, noticiava que dois donos de oficinas de automóveis e um empregado de stand, de Santa Maria da Feira, são acusados de ter simulado pelos menos 138 acidentes rodoviários, entre 2000 e 2006, para enganar seguradoras. Na sequência, o Ministério Público de Espinho acusou 46 pessoas por burlas que renderam 750 mil euros.
Os dois alegados cérebros do "esquema organizado" são, segundo a acusação do Ministério Público (MP) do tribunal de Espinho, dois proprietários de oficinas de reparação de automóveis, em Lobão e Caldas de S. Jorge, Feira. Esta sexta-feira, deveriam ter sido interrogados em tribunal, mas faltaram alegando doença. Sorte diferente teve o funcionário de um stande de automóveis, também arguido, que foi preso preventivamente, no mesmo dia.
As burlas, que terão provocado 750 mil euros de prejuízos às seguradoras, passavam por duas modalidades de acidentes: alguns eram previamente combinados entre os intervenientes e noutros os condutores dos carros atingidos desconheciam a verdadeira intenção do embate. Os arguidos "não se preocupavam minimamente com as consequências", "nomeadamente com a integridade física dos condutores dos outros veículos e dos respectivos passageiros" acusa o MP.
Pode ler a versão inegral da noticia no Jornal de Notícias de domingo.

Sequestrado e amarrado mais de doze horas

Um sexagenário de Espinho esteve sequestrado e “embrulhado” em película autocolante anteontem durante doze horas até que a mulher chegou e o encontrou caído, quase inanimado, no quarto de banho. A vítima, de 69 anos, foi atacada à porta de casa por três encapuzados, armados de pistola e navalha, que roubaram 2.500 dólares, deixando, no entanto, todo o ouro da esposa. Este é o segundo caso de roubo e sequestro na cidade em apenas 48 horas. “Esta gente, que faz uma coisa destas, devia ser castigada pela divina mão de Deus”, desabafa a vizinha, Maria Cândida, que não se apercebeu de nada, apesar de viver por baixo da casa da vítima. Garante que “ele não morreu por acaso, porque muitas vezes a mulher acompanha os patrões para o estrangeiro e ausenta-se durante alguns dias”. Segundo Maria Cândida, o seu vizinho, Alexandrino Costa, contou que quando chegou a casa, cerca das 22.30 horas de quinta-feira, os assaltantes, um deles com sotaque brasileiro, estavam escondidos no patamar de entrada. “Apontaram-lhe a arma à cabeça e empurraram-no para dentro de casa, onde o embrulharam com a película da cabeça aos pés”, explica. A mulher de Alexandrino Costa, que presta cuidados de saúde durante a noite a um idoso, chegou a casa cerca 10.30 horas de ontem e encontrou-o deitado no quarto de banho. “Só lhe deixaram um buraco no nariz para ele respirar”, conta. Quando a mulher e a vizinha conseguiram cortar a película (usada para embalar grandes electrodomésticos) ele só chorava e suplicava: “Tirem-me daqui...”. Só depois de assistido pelo INEM é que conseguiu explicar que os assaltantes o ameaçaram de morte. “Apanhou o susto da vida dele. Esteve tantos anos na Venezuela e Estados Unidos e nunca lhe aconteceu nada e agora, que veio para Portugal, só por pouco não o mataram...”, refere Maria Cândida, que também está “cheia de medo”, porque nunca pensou viver tamanha violência à porta de casa. Este é o segundo caso semelhante na cidade em apenas dois dias, embora as autoridades policiais não estabeleçam qualquer ligação entre os dois crimes.
Comerciante da Av. 24 Roubada
Recorde-se que na terça-feira passada uma comerciante de Espinho viveu os momentos mais aterradores da sua vida quando foi roubada, amarrada e sequestrada dentro da sua loja por um casal armado de pistola. À saída, os criminosos ainda abriram a porta para o marido da comerciante entrar. Os dois casos estão agora a ser investigados pela PJ do Porto, que já tem identificado um dos suspeitos do roubo e sequestro da comerciante. Trata-se de um cadastrado de 23 anos.

Espinho acolhe congresso do PS

A Comissão Organizadora do Congresso (COC) PS decidiu, por unanimidade, realizar o seu congresso nacional na Nave Polivalente de Espinho, nos dias 27, 28 de Fevereiro e 01 de Março.
Em declarações à agência Lusa, o presidente da COC, o eurodeputado socialista Capoulas Santos, frisou que a decisão teve como primeiros critérios "a centralidade e a existência de boas vias de acesso".
"Espinho é uma cidade que garante centralidade em relação à maioria dos militantes. É preciso referir que 86 por cento dos actuais militantes do partido vivem acima da linha do rio Tejo", justificou o ex-ministro da Agricultura de António Guterres.
Com a escolha de Espinho, Capoulas Santos acredita que na presente época de dificuldades financeiras "muitos militantes vão conseguir poupar em combustível e poderão dormir em sua casa".
Capoulas Santos disse ainda que Espinho se destaca no panorama nacional "pela sua boa capacidade hoteleira".
PMF/Lusa

quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

Alunos do Curso de Animação Sóciocultural da Escola Secundária Dr. Manuel Laranjeira

Estes são os alunos do Curso Profissional de Animação Sóciocultural da Escola Secundária Dr. Manuel Laranjeira, em Espinho. Foram eles que durante o dia de ontem e hoje animaram uma parte da festa de Natal que decorreu na Nave Polivalente de Espinho destinada a todos os alunos do nosso concelho.
Aos "Pais e Mães" Natal, alargado a todos os nosso leitores e amigos votos de um Feliz Natal e Próspero Ano Novo.

sábado, 13 de Dezembro de 2008

Professor morre à espera do INEM

quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008

Clarificação de questões de poder

Durante dois dias, o Centro Multimeios de Espinho acolheu o Encontro sobre Empowerment e Inclusão Social, promovido pela Associação Nacional de Oficinas de Projectos (ANOP). Com as conferências e os debates dados por especialistas portugueses e estrangeiros, foi possível calrificar diversas questões como a inclusão social, o exercício do poder e o empowerment.

Na passada semana, durante a tarde de quinta e todo o dia de sexta-feira, o Centro Multimeios de Espinho foi o palco do Encontro sobre Empowerment e Inclusão Social. A iniciativa, que teve como entidade promotora foi a Associação Nacional de Oficinas de Projectos (ANOP), trouxe à cidade diversos especialistas portugueses e estrangeiros nas áreas das competências, da inclusão social e do empowerment que participaram em conferências, debates e mesas redondas.
De acordo com Carlos Ribeiro, presidente da direcção da ANOP, o encontrou enquadrou-se no encerramento do projecto Automonus, no qual “um conjunto de parceiros liderados pela ANOP desenvolveu, durante um período alargado, uma nova solução para a reinserção profissional”. Com a conclusão do estudo, que se inseriu na iniciativa comunitária da EQUAL (cujo objectivo principal é a prevenção e o combate ao desemprego e ao desenvolvimento de recursos humanos, promovendo a igualdade de oportunidades para todos no acesso ao mercado de trabalho), o grupo decidiu realizar este encontro para divulgar e reflectir sobre o trabalho elaborado.

Clarificar conceito de empowerment
Para Carlos Ribeiro, o evento acabou por clarificar o conceito de empowerment (abordagem a projectos de trabalho que se baseiem na delegação de poderes de decisão, autonomia e participação dos funcionários na administração das empresas), que “é muito utilizado, mas à volta do qual existe um grande nevoeiro conceptual”. O presidente da direcção da ANOP explicou ao Jornal de Espinho que, “pelas experiências retratadas e trabalhadas, ficou mais claro em que é que se deve traduzir este sentido do empowerment na sociedade e nas suas dinâmicas mais concretas”.
De certa forma, o encontro acabou por permitir “uma clarificação relacionada com as questões do poder”, e ficou assim “mais claro que a dinâmica de empowerment é uma dinâmica sobre as condições para o exercício, mas também da estruturação do processo do poder”. Carlos Ribeiro passou a contextualizar: “um adulto fragilizado precisa de criar novas condições para exercer formas de poder, mas ele também tem que as adquirir exercendo-as. A lógica de trabalhar muito as competências das pessoas, capacitá-las por diversas vias é, no fundo, um processo preparatório para uma maior capacidade”. Com o evento realizado no Multimeios, percebeu-se que “é preciso fazer este processo ao mesmo tempo que se fornecem novas condições do exercício do poder”. Por exemplo, “quando se fala em oficinas de projecto auto geridas pelos participantes ou de cooperativas de técnicos, fica mais claro que é possível organizar formas concretas para que as pessoas exerçam o poder e se auto capacitem simultaneamente”.
Apesar de ter sede em Santa Maria da Feira, a Associação Nacional de Oficinas de Projectos (ANOP) tem uma orientação para as actividades na Área Metropolitana do Porto. Com esta presença em Espinho, Carlos Ribeiro afirmou ao JE quererem sinalizar “uma maior colaboração com a própria Câmara Municipal, com a rede social e com os próprios autores da intervenção social de Espinho e da área”.

Lília Marques

Fernando Menezes homenageado

No passado sábado, os novos órgãos sociais da Federação Portuguesa de Hóquei tomaram pose na Câmara Municipal de Espinho. A sessão solene foi ainda mais especial para os espinhenses quando Fernando Menezes, natural da cidade, foi homenageado pela sua dedicação de 60 anos ao hóquei. No momento de receber a distinção, o espinhense pediu a José Mota e a Rolando Sousa para libertarem um terreno onde a Académica possa construir o campo da modalidade, esperado há 25 anos.

No passado sábado ao final da tarde, a Câmara Municipal de Espinho acolheu a tomada de posse dos novos órgãos sociais da Federação Portuguesa de Hóquei. A cerimónia, que reuniu cerca de meia centena de pessoas nas instalações do município, ficou ainda marcada pela homenagem a um cidadão espinhense, Fernando Menezes, que dedicou a sua vida à modalidade.
A sessão solene começou com as palavras do presidente da mesa da Assembleia-geral da federação, Pinto da Costa. O dirigente, que ocupou o cargo durante os últimos quatro anos e para o qual voltou a ser reeleito, não deixou de afirmar que a homenagem que iria ser feira a Fernando Menezes era apenas a constatação pública do “passado de uma pessoa que vimos nos campos a jogar hóquei” e cujas “qualidades morais, vivência de espírito e rectidão de personalidade” eram inegáveis. Pinto da Costa lembrou a todos os presentes que já conhece o espinhense há muitos anos e que o galardão que lhe seria entregue servia como “reconhecimento do esforço que sempre fez como pessoa, como atleta e como dirigente”. A todos os presentes, o presidente da mesa da Assembleia-geral desejou as maiores felicidades e acabou a sua intervenção, brincando e intitulando-se de um “embalsamado do hóquei”, devido à sua ligação de mais de 30 anos à modalidade.
Seguiu-se o discurso de Graça Guedes, representante da Câmara e da Assembleia Municipal. A espinhense congratulou-se pelo facto de a Federação Portuguesa de Hóquei ter escolhido a cidade e a sede do município em particular para a tomada de posse, para as homenagens e para a apresentação do livro “Experiência de Dirigismo Desportivo – LPH 2004/2008”. Para a presidente da Assembleia Municipal, “é uma honra e privilégio para os espinhenses” a distinção dada pela federação ao concelho. Graça Guedes lembrou-se também da Associação Académica de Espinho, a qual implicitamente ligou à “justificada homenagem a Fernando Menezes”.
Para Sílvio Rafael, representante da Academia Olímpica de Portugal, o hóquei, modalidade olímpica, “tem mostrado um excelente desenvolvimento” e a sessão de sábado foi “no fundo, a expressão mais visível da vitalidade do movimento associativo” onde a modalidade se insere.

Hóquei está a modernizar-se
Coube a Pedro Sarmento, presidente reeleito da direcção da Federação Portuguesa de Hóquei, encerrar a parte protocolar dos discursos. O dirigente começou por agradecer a disponibilidade de todos para acompanhar o acto e todo o apoio demonstrado pela Câmara Municipal de Espinho à modalidade hoquista. Aliás, Pedro Sarmento lembrou que “o concelho de Espinho foi e continua a ser uma terra de hóquei”.
O presidente da direcção, eleito para mais quatro anos, explicou aos presentes na sala que a modalidade deu “passos importantes na modernização”. Num país com a vincada tradição do futebol, o hóquei tem que “acompanhar as lógicas do século XXI”. Pedro Sarmento não esqueceu as dificuldades por que passou ao longo destes quatro anos e o que mais lhe chocou foi haver “clubes que acabam por ser inimigos da modalidade se os seus interesses não forem acautelados”. Por isso mesmo, assumir o cargo foi “a actividade mais complexa” que enfrentou na vida profissional e associativa. Mesmo assim, voltou a recandidatar-se, até porque “após uma tempestade, vêm sempre marés mais calmas”.
Pedro Sarmento afirmou, no seu discurso, que “estão criadas as condições para o hóquei ter mais atleta e clubes”, para se constituir “um porto seguro para o desenvolvimento de jovens”. Por isso, o desafio é criar uma “estrutura credível e inovadora”, uma vez que os objectivos traçados em 2004 ainda não estão todos alcançados. Este mandato vai, assim, servir para “alcançar novos patamares”, como criar novos núcleos no Minho e no Algarve, tornar o desporto escolar como impulsionador da modalidade e inaugurar dois campos sintéticos, um em Espinho e outro no Porto. A complementaridade entre os clubes e a federação deverá ser, na opinião do dirigente, maior e as politicas de comunicação da instituição vão tornar-se no próximo ano mais agressivas, para alcançar novos públicos.

Uma vida dedicada ao hóquei
Depois dos discursos, seguiu-se a parte da tomada de posse dos novos órgãos sociais da Federação Portuguesa de Hóquei. Quando todos os elementos assumiram as suas funções, passou-se para o momento das homenagens.
O primeiro a ser chamado para receber o galardão máximo atribuído pela federação foi Fernando Menezes. O espinhense e vice-presidente eleito da mesa da Assembleia-geral da instituição foram distinguidos pelos 60 anos em que esteve ligado ao hóquei, modalidade para a qual contribuiu de “forma desinteressada e continuada”. Foi das mãos do seu amigo Pinto da Costa e perante uma salva de palmas que Fernando Menezes recebeu o seu galardão. No momento de dizer algumas palavras, o espinhense não escondeu a sua satisfação, mas aproveitou a ocasião para deixar um apelo à autarquia relativamente à Académica de Espinho. “Em Dezembro, perfaz 25 anos do primeiro projecto para o campo da modalidade do clube”, explicou. Por isso, o dirigente espinhense fez um apelo pessoal a José Mota e Rolando Sousa para que esqueçam todas as promessas que fizeram e que libertem “um terreno onde a Académica possa construir e concretizar o sonho de centenas de atletas”.
Todos agradeceram a honra de serem homenageados pelo seu empenho à modalidade hoquista.
Depois das homenagens, seguiu-se a apresentação do livro “Experiência de Dirigismo Desportivo – LPH 2004/2008”, feita por Graça Guedes. Para a espinhense, a obra é “uma magna carta orientadora de todos os que aceitam o desafio da liderança desportiva em todas as modalidades”. O seu autor, Pedro Sarmento, é o presidente da direcção da federação e foi aluno e colega da espinhense. Por isso mesmo, Graça Guedes apresentou a receita para o êxito que o seu pupilo alcançou e que se baseia na competência.
Lília Marques