terça-feira, 30 de Junho de 2009

Opinião Dia da Cidade: Filipe Barbot

Espinho, que Futuro?

Na sequência das comemorações do Dia da Cidade, não vejo momento mais oportuno para ser feito um balanço sobre o rumo que o nosso Concelho tem tomado nos últimos tempos.
Espinho, outrora Rainha da Costa Verde, e com um passado que nos orgulha, cedo (a partir das últimas décadas do séc. XIX) se impôs no mapa nacional das zonas balneares procuradas, como um dos destinos turísticos de excelência, fruto das condições que oferecia a quem cá viesse.
Não sou desse tempo – tempo das tertúlias, com Manuel Laranjeira, Amadeu Sousa Cardoso e outros…; tempo do Picadeiro, que proporcionava excelentes condições para as pessoas passearem e fazerem do local um centro de convívio...; tempo do Cinema S. Pedro, excelente sala de espectáculos onde eram propiciados óptimos eventos culturais às gentes da terra...
Na minha infância, no entanto, Espinho era uma cidade onde as crianças e os jovens gostavam de viver e de usufruir de uma época balnear especial… Quem não se lembra do Passeio da Avenida com os seus bares, da Spinus, do Caffe del Mar, etc? Íamos e vínhamos, de casa para a avenida e da avenida para casa, a qualquer hora da noite, encontrando sempre gente conhecida, numa ou noutra esquina. Como era bom e agradável viver em Espinho, aos olhos da juventude, que tal como eu, se sentia sempre em casa!...
Hoje em dia, para tristeza minha e de muitos e muitos mais, com quem contacto diariamente, tudo mudou… Há quem diga que a cidade parou, não evoluiu… De forma sincera e convicta, penso que evoluiu num sentido diferente, em alguns aspectos, e, sem dúvida alguma, regrediu noutros…
Actualmente, Espinho podia e merecia estar melhor… Se olharmos para os concelhos limítrofes, não precisando de fazer comparações com destinos longínquos, verificamos que, quer Vila Nova de Gaia, quer Santa Maria da Feira nos ultrapassaram significativamente, nos últimos anos, sobretudo em termos de oferta cultural.
Assim, Santa Maria da Feira, desde os eventos que ocorrem no Europarque até à famosa Feira Medieval, leva, cada ano, às terras da Feira, milhares e milhares de pessoas. Os nossos vizinhos a norte, para além de todo o tipo de ofertas que possibilitam aos seus munícipes, têm uma frente de praia com 15 km de excelência – agradável, limpa e com bons acessos. Diria que, aos olhos do povo, se sente ter havido um plano estudado para tudo ser como é.
Espinho, nos dias que correm, é uma cidade pouco limpa, com falta de iluminação em algumas artérias da cidade, com uma noite morta, sem ofertas culturais de excelência, o que leva a que, cada vez mais, os seus habitantes procurem os concelhos que referi, para usufruírem de todas essas ofertas e, o que é mais grave, para residirem, fugindo assim aos exorbitantes preços das habitações praticados neste concelho. Já a maioria dos que cá acabam por ficar fazem dela, única e exclusivamente um dormitório do Porto.
Além disso, Espinho cada vez mais se torna uma cidade menos segura. Dir-me-ão que tal se verifica na generalidade do país, uma vez que o índice de criminalidade tem aumentado em todo o lado, fruto da elevada taxa de desemprego, o que leva as pessoas ao desespero. Subscrevo esta ideia, o que me preocupa profundamente, uma vez que Espinho, em matéria de desemprego se situa nos lugares cimeiros, no que toca aos concelhos do distrito de Aveiro.
Por todos estes motivos e muitos mais, que poderia enumerar, sinto que Espinho está a tornar-se uma cidade velha e pouco ou nada atractiva. Cada vez mais os jovens que cá nasceram são obrigados a sair da cidade.
Não posso referir, evidentemente, que tudo foi mau. Mas o factor mais preocupante, que se “sente” na edilidade, (veja-se o que os especialistas dizem do Plano Director Municipal) é a falta de perspectiva para o futuro. Para onde cresce, evolui e progride a nossa Cidade? Tenho medo de responder, não vislumbro um futuro risonho.
Assim sendo, é premente dar um novo impulso e rumo à nossa terra. Tal, já não é conseguido em quatro anos... É necessário estudar, planear e desenvolver com sustentabilidade todo o Concelho. O tempo urge…
Essa viragem tem que ser feita com sangue novo, com pessoas que tenham um projecto para um concelho de Espinho diferente… Este “projecto socialista”, já gasto e envelhecido, teve mais que tempo para ser diferente, mais precisamente dezasseis anos…
É tempo de mudar, é tempo de ressuscitar Espinho, a Rainha da Costa Verde, o que dará alento a todos e, muito especialmente, às gerações futuras.
Por tudo isto, tal vontade poderá e deverá ser expressa pelo povo Espinhense lá mais para o fim do ano…
Caso não surja a Mudança, teremos um Futuro Hipotecado…

19 comentários:

Anónimo disse...

Mas quem é este? Ouitro a querer tacho?

Anónimo disse...

...e o cagaço de perder a gamela, "talibã"?

Anónimo disse...

Mas quem são estes comentadores anonimos que não têm coragem de assinar os seus comentarios? Porra são homens com coragem ou cobardia?

Manuel Dias Pereira

Anónimo disse...

baixinhos... baixinhos!

Eu assino:

Maria Dias Laranjeira

Anónimo disse...

Força Doutor... dê-lhes com força...
temos presidente.... arrume com os seus lideres laranjas e assuma a camara...

Anónimo disse...

Doutor, conte comigo..
às laranjas podres... atire-as fora do cesto...

Paulo Silva disse...

"Essa viragem tem que ser feita com sangue novo"...

Quando diz sangue novo diz "juventude" ou pretende dizer "sangue novo, assim como eu próprio, a quem a minha família arranjou um tacho para dirigir o Centro Novas Oportunidades apesar de não perceber nada do assunto"?

Se calhar era melhor esclarecer.

Anónimo disse...

Afinal é mesmo verdade, José Mota increveu-se nas NOVAS OPORTUNIDADES, para conseguir concluir o ensino secundário.
VIVA O FACILITISMO DO PARTIDO XULIALISTA!

Anónimo disse...

Na minha opinião o estágio que o Mota, vai efectuar em Vila do Conde com o Eng. Mário de Almeida, só lhe vai fazer bem. Não só para crescer em todos os sentidos, nomeadamente, politicamente, mas também a aprendizagem que vai conseguir obter em termos de gestão e visão autárquica.
Mas não sei se ainda vai a tempo de se safar. Pois andam por aí a dizer, que ele já calçou os patins a pensar no dia 11 de Outubro próximo.

Anónimo disse...

ESPINHO = Cidade Marasmo.
Tudo graças a José Mota e Comitiva do Partido Xulialista

Anónimo disse...

ó doutor, você que é psicólogo trate da cabecinha do fanático que passa a vida a escrever sempre os mesmos comentários.
Está mentalmente doente... coitado!

Anónimo disse...

Este Paulo Silva está a precisar de uma Nova Oportunidade.... a ver se faz a 1ª classe...

ó Doutor trate do homem...

Paulo Silva disse...

A todos os anónimos e mais alguns:

Meus senhores, assumam que o "doutor" (será também "um doutor de Coimbra, meu Deus!"?) está no cargo graças ao tacho familiar.

Se começarem por aí, pode ser que se revelem os restantes tachos e panelas que por aí pululam.

Anónimo disse...

Ilustres Espinhenses, afinal o José Mota, já só anda com um patim calçado. Segundo dizem por aí ele já cedeu o outro patim ao Sócrates porque ele vai precisar em 27/SETEMBRO/2009.

Anónimo disse...

O MARASMO E O ATRASO A QUE A CIDADE E O CONCELHO DE ESPINHO CHEGARAM, TEM ROSTO. DÁ PELO NOME DE...JOSÉ MOTA!

Anónimo disse...

Colados a este tal Paulo Silva, que deve ter algum problema mental, e até fisico dada a dificuldade da escrita, existem uns anónimos repetitivos e ignorantes... talvez esses precisem mesmo de uma oportunidade...
Ó Doutor, não lhes dê, pois nem o Mota caiu nessa...

Anónimo disse...

Espinho, hoje é considerada por especialistas na matéria a maior ETAR a céu aberto da U.E., tal é o número de indivíduos que sobrevivem com o rendimento mínimo de inserção social que invadem esta cidade.
PARABENS JOSÉ MOTA, você é um génio, Espinho deixou de ser a Rainha da Costa Verde e transformou-se na capital de pé de chinelo, o mérito é todo seu.

Anónimo disse...

Os Apoiantes do Mota, são os velhos caquéticos, que proliferam pelas ruas da cidade de Espinho (Capital do Reumático!

Paulo Silva disse...

Os anónimos insultam-me, dizem que não sei escrever (será por causa do "pululam"?), afirmam mesmo que sou deficiente físico e mental. Louvo a sua capacidade de argumentação, portanto.

Enfim, isto até parece a cassete comunista: "Se não estás comigo, estás contra mim". E, só porque faço questão de chamar as coisas pelos nomes, isso significa que defendo o sr. Mota? Claro que não.

Quando se assume - como aqui fazem os anónimos - a defesa cega dos "doutores de coimbra, meu deus!", é isto o que acontece.

Já agora, tendo 29 anos. Não sou caquético. Muito obrigado.