O grupo espinhense Recarga lançou no passado dia 25 de Abril o seu videoclip da música "Liberdade". O videoclip realizado por Filipe Couto e protagonizada pelos Recarga (Alpha, Hugo, NTS, Silvano e Sara) é todo ele filmado em Espinho e esteve na gaveta à espera de ser lançado no Dia da Liberdade. As filmagens foram feitas em Setembro 2008, tendo algum pormenores do vídeo sido gravados este ano. Em três dias mais de 1000 pessoas visualizaram o vídeo no endereço: HTTP://LIBERDADE.ESPINHO.TV e a partir de agora a promoção ao mesmo vai ser ainda maior. Para além do videoclip a EspinhoTV disponibiliza também o "Making Of..." com entrevistas, imagens das gravações e algumas imagens que não foram usadas no videoclip.
segunda-feira, 27 de Abril de 2009
Coleccionador da história espinhense
A edição de hoje do Jornal de Notícias publicou uma reportagem sobre Carlos Salvador, o fotógrafo cujo acervo fotográfico conta com 80 mil fotografias. Através das suas películas, o espinhense de 60 anos retratou, ao longo dos anos, os principais momentos da história da cidade, mas a sua colecção está ameaçada. Tudo porque, sem descendentes directos e sem um eventual interesse por parte da autarquia, a sua colecção corra o risco de se dispersar pelas mãos dos diversos interessados.
Para ler a reportagem completa clique aqui.
Três décadas de completa dedicação
Desde Dezembro de 1981, José Oliveira é o primeiro secretário da direcção da Santa Casa da Misericórdia de Espinho. Ao longo destes 28 anos, o espinhense tem uma história de dedicação total à instituição, na qual já fez de tudo, desde chefe de compras até agricultor e responsável pelo gado.
José Oliveira tem 83 anos e há 28 que pertence à direcção da Santa Casa da Misericórdia de Espinho, ocupando o cargo de primeiro secretário. Pode-se afirmar, sem dúvida, que o espinhense de gema é um exemplo vivo da dedicação à instituição, onde empenhou já quase três décadas da sua vida.
Antes dessa ligação, José Oliveira começou por trabalhar na Garagem Abel, onde esteve nove anos e onde se tornou mecânico. Depois de regressar da tropa, trabalhou mais de cinco anos na Fosforeira Portuguesa e daí rumou para a Venezuela para trabalhar para a mesma empresa. Ao fim de nove anos regressou a Portugal, mas não foi de vez.
O espinhense voltou a emigrar, desta vez, para o Peru por 11 meses, onde não ficou mais tempo porque teria que se nacionalizar e José Oliveira não quis “vender a pátria”. Voltou para a Venezuela, onde ficou mais três anos e meio. Regressando definitivamente a Portugal, trabalhou numa tipografia e estava na administração do Nosso Café há quatro anos quando surgiu, na sua vida, a Santa Casa da Misericórdia.
Foi em Dezembro de 1981 que tudo começou. Saído da administração do estabelecimento comercial espinhense, José Oliveira foi abordado para formar uma direcção para a instituição. Após uma manhã à procura, sem resultados, de elementos para a mesa, foi contactado o pai do actual provedor da Misericórdia, também ele chamado de Amadeu Morais, que, com meia dúzia de telefonemas, conseguiu formar uma nova direcção. José Oliveira ficou com o cargo de primeiro secretário, lugar que ocupa até hoje em dia.
Dedicação total à Santa Casa
Foi nessa altura também que o espinhense esteve envolvido na negociação do terreno na Idanha onde agora se situa a instituição. Esse local foi doado à Santa Casa da Misericórdia de Espinho por José Carvalho, tio do advogado e membro da Assembleia Municipal Jorge Carvalho. No dia seguinte, lembrou José Oliveira, a direcção tomou posse nos Bombeiros Voluntários Espinhenses. Dessa equipa, explicou, poucos são os que ainda se mantêm na direcção da instituição, como é o seu caso.
Depois da doação de alguns terrenos e da compra de outros, a construção do edifício da Santa Casa arrancou rapidamente. “O projecto estava feito, falou-se com o empreiteiro e começaram a construir as fundações”, recordou o espinhense. As obras foram evoluindo sob o olhar atento de José Oliveira, que permanecia no local durante uma parte do dia (na outra, dedicava-se a cobrar as quotas dos sócios da instituição). Dessa altura, lembrou um episódio caricato: “uma vez, estava a Junta de Freguesia a pôr terra no terreno, quando o encarregado da autarquia me disse que mais tarde o pessoal e a máquina iam ser precisos noutro local. Eu pus-me a pensar como poderia pôr as pessoas a trabalhar e conclui que só indo buscar uma pá e começando eu a trabalhar. Antes da hora de eles irem embora, já estava tudo pronto”.
Depois da conclusão do edifício, José Oliveira assumiu um papel maior dentro da Santa Casa da Misericórdia e a sua dedicação era total. O espinhense, além de primeiro secretário, fazia de tudo dentro da instituição. “Eu fui serralheiro, chefe de compras, mecânico, condutor. Plantava o quintal, criei galinhas e porcos”, lembrou. E acrescentou: “passava tanto tempo cá que a minha mulher até dizia se eu não queria mudar a cama para aqui”. Apesar de lhe custar, o trabalho tinha que ser feito e José Oliveira encarregava-se disso. “Levantava-me às cinco da manhã para ir buscar peixe gratuito a Matosinhos, ia ao supermercado aos Carvalhos, à feira a Espinho. Na lota, trazia dois cabazes de peixe pelo preço mais barato”. O importante era trazer sempre os produtos, senão de borla, aos preços mais baratos possíveis para não pesar no orçamento da Santa Casa.
Título de benemérito
Passados 28 anos, José Oliveira olha para trás com carinho, afirmando que tudo correu bem e que a obra vê-se, sentindo-se muito orgulhoso. No entanto, confessou ao JE que nunca sonhou que “nada disto se ia fazer”. O espinhense fez também questão de vincar que nunca levou “um tostão” pelo seu trabalho e dedicação. “Um dia, ofereceram-me 100 contos para meter uma pessoa aqui na Santa Casa. Meti cá a pessoa e, passado um mês, entregaram o dinheiro, mas fui logo passar um recibo da Misericórdia”. José Oliveira garante que não lhe pesa nada na consciência, nunca aceitou nenhum dinheiro porque, nas suas palavras, “não precisava e gostava muito disto”.
Pela sua dedicação, José Oliveira já recebeu, por parte da instituição, medalhas de bronze e de ouro, já deu nome a uma sala e recebeu o título de irmão benemérito. Garante estar satisfeito e sente que cumpriu o seu dever, mas gostaria de ainda poder ajudar. Aos 83 anos, o espinhense vive há dois na suite que comprou na Santa Casa da Misericórdia e que pensava não usufruir. Por motivos de saúde, mudou-se para a instituição, juntamente com a sua esposa, mas afirmou sentir-se bem, com saúde e com o desejo de querer viver até aos 100 anos.
Amadeu Morais, provedor da Santa Casa da Misericórdia
“José Oliveira foi, para muita gente e durante muitos anos, a Santa Casa da Misericórdia de Espinho. Quando as instalações eram mais pequenas, era ele que fazia tudo e as pessoas viam nele o representante da Misericórdia. Tudo o que fez, fez sempre de uma forma desinteressada.”.
Carlos Padrão, elemento da direcção
“Apesar de não ter um papel tão activo, José Oliveira continua a ser uma pessoa muito estimada pelos seus colegas de mesa da direcção”.
José Oliveira tem 83 anos e há 28 que pertence à direcção da Santa Casa da Misericórdia de Espinho, ocupando o cargo de primeiro secretário. Pode-se afirmar, sem dúvida, que o espinhense de gema é um exemplo vivo da dedicação à instituição, onde empenhou já quase três décadas da sua vida.
Antes dessa ligação, José Oliveira começou por trabalhar na Garagem Abel, onde esteve nove anos e onde se tornou mecânico. Depois de regressar da tropa, trabalhou mais de cinco anos na Fosforeira Portuguesa e daí rumou para a Venezuela para trabalhar para a mesma empresa. Ao fim de nove anos regressou a Portugal, mas não foi de vez.
O espinhense voltou a emigrar, desta vez, para o Peru por 11 meses, onde não ficou mais tempo porque teria que se nacionalizar e José Oliveira não quis “vender a pátria”. Voltou para a Venezuela, onde ficou mais três anos e meio. Regressando definitivamente a Portugal, trabalhou numa tipografia e estava na administração do Nosso Café há quatro anos quando surgiu, na sua vida, a Santa Casa da Misericórdia.
Foi em Dezembro de 1981 que tudo começou. Saído da administração do estabelecimento comercial espinhense, José Oliveira foi abordado para formar uma direcção para a instituição. Após uma manhã à procura, sem resultados, de elementos para a mesa, foi contactado o pai do actual provedor da Misericórdia, também ele chamado de Amadeu Morais, que, com meia dúzia de telefonemas, conseguiu formar uma nova direcção. José Oliveira ficou com o cargo de primeiro secretário, lugar que ocupa até hoje em dia.
Dedicação total à Santa Casa
Foi nessa altura também que o espinhense esteve envolvido na negociação do terreno na Idanha onde agora se situa a instituição. Esse local foi doado à Santa Casa da Misericórdia de Espinho por José Carvalho, tio do advogado e membro da Assembleia Municipal Jorge Carvalho. No dia seguinte, lembrou José Oliveira, a direcção tomou posse nos Bombeiros Voluntários Espinhenses. Dessa equipa, explicou, poucos são os que ainda se mantêm na direcção da instituição, como é o seu caso.
Depois da doação de alguns terrenos e da compra de outros, a construção do edifício da Santa Casa arrancou rapidamente. “O projecto estava feito, falou-se com o empreiteiro e começaram a construir as fundações”, recordou o espinhense. As obras foram evoluindo sob o olhar atento de José Oliveira, que permanecia no local durante uma parte do dia (na outra, dedicava-se a cobrar as quotas dos sócios da instituição). Dessa altura, lembrou um episódio caricato: “uma vez, estava a Junta de Freguesia a pôr terra no terreno, quando o encarregado da autarquia me disse que mais tarde o pessoal e a máquina iam ser precisos noutro local. Eu pus-me a pensar como poderia pôr as pessoas a trabalhar e conclui que só indo buscar uma pá e começando eu a trabalhar. Antes da hora de eles irem embora, já estava tudo pronto”.
Depois da conclusão do edifício, José Oliveira assumiu um papel maior dentro da Santa Casa da Misericórdia e a sua dedicação era total. O espinhense, além de primeiro secretário, fazia de tudo dentro da instituição. “Eu fui serralheiro, chefe de compras, mecânico, condutor. Plantava o quintal, criei galinhas e porcos”, lembrou. E acrescentou: “passava tanto tempo cá que a minha mulher até dizia se eu não queria mudar a cama para aqui”. Apesar de lhe custar, o trabalho tinha que ser feito e José Oliveira encarregava-se disso. “Levantava-me às cinco da manhã para ir buscar peixe gratuito a Matosinhos, ia ao supermercado aos Carvalhos, à feira a Espinho. Na lota, trazia dois cabazes de peixe pelo preço mais barato”. O importante era trazer sempre os produtos, senão de borla, aos preços mais baratos possíveis para não pesar no orçamento da Santa Casa.
Título de benemérito
Passados 28 anos, José Oliveira olha para trás com carinho, afirmando que tudo correu bem e que a obra vê-se, sentindo-se muito orgulhoso. No entanto, confessou ao JE que nunca sonhou que “nada disto se ia fazer”. O espinhense fez também questão de vincar que nunca levou “um tostão” pelo seu trabalho e dedicação. “Um dia, ofereceram-me 100 contos para meter uma pessoa aqui na Santa Casa. Meti cá a pessoa e, passado um mês, entregaram o dinheiro, mas fui logo passar um recibo da Misericórdia”. José Oliveira garante que não lhe pesa nada na consciência, nunca aceitou nenhum dinheiro porque, nas suas palavras, “não precisava e gostava muito disto”.
Pela sua dedicação, José Oliveira já recebeu, por parte da instituição, medalhas de bronze e de ouro, já deu nome a uma sala e recebeu o título de irmão benemérito. Garante estar satisfeito e sente que cumpriu o seu dever, mas gostaria de ainda poder ajudar. Aos 83 anos, o espinhense vive há dois na suite que comprou na Santa Casa da Misericórdia e que pensava não usufruir. Por motivos de saúde, mudou-se para a instituição, juntamente com a sua esposa, mas afirmou sentir-se bem, com saúde e com o desejo de querer viver até aos 100 anos.
Amadeu Morais, provedor da Santa Casa da Misericórdia
“José Oliveira foi, para muita gente e durante muitos anos, a Santa Casa da Misericórdia de Espinho. Quando as instalações eram mais pequenas, era ele que fazia tudo e as pessoas viam nele o representante da Misericórdia. Tudo o que fez, fez sempre de uma forma desinteressada.”.
Carlos Padrão, elemento da direcção
“Apesar de não ter um papel tão activo, José Oliveira continua a ser uma pessoa muito estimada pelos seus colegas de mesa da direcção”.
170 espinhenses a caminho de Fátima
Foi a pensar no bem-estar dos peregrinos que, há seis anos, António Pais e alguns espinhenses começaram a organizar uma caminhada repleta de fé e devoção. É já no próximo dia 6 de Maio que um grupo de cerca de 170 pessoas parte de Espinho, em direcção ao Santuário de Fátima.
No próximo dia 6 de Maio, à meia-noite em ponto, cerca de 170 pessoas devem partir de Espinho rumo a Fátima. Esses peregrinos percorrerão, tal como outros de toda a parte do país, os muitos quilómetros que os levarão até ao Santuário, numa caminhada de fé e de devoção por Maria.
Houve, em tempos, um grupo de fiéis espinhenses que se organizavam e partiam das traseiras do estádio de futebol, sem saberem onde iriam fazer as refeições, tomar banho ou dormir. Há seis anos, e para acabar com a falta de organização, António Pais e mais alguns elementos, como Manuel Gomes, Quintino Barros e Luís Maia, decidiram pôr mãos à obra e planear a peregrinação desde o início até ao fim.
Agora, os peregrinos que ingressam o grupo do coordenador António Pais, partem para Fátima sabendo, pormenorizadamente, onde e a que horas vão parar para almoçar, jantar e dormir. Além disso, o grupo tem, nos cinco dias de viagem, um ritual religioso, seja a recitação de um terço ou a realização de uma eucaristia. Para isso, António Pais conta com o apoio das diversas paróquias onde ficam pernoitados durante o percurso. “É uma alimentação espiritual fundamental para quem crê e procura Maria”, afirmou.
Também, pelo terceiro ano consecutivo, os fiéis têm, logo à saída de Espinho, contacto com a religião, através da mensagem do envio. “Nós, peregrinos, somos enviados não só para fazer uma catequese pelo caminho, como também para mostrar às outras localidades essa catequese”, explicou o coordenador do grupo.
Preparação começou em Setembro
António Pais afirmou que a ideia da organização de uma peregrinação teve como objectivo acabar, de certa forma, com a exploração que os peregrinos sofrem até chegar a Fátima. “Quer queiramos quer não, as pessoas são muito exploradas ao longo do percurso nos bares onde entram para tomar um café, à beira da estrada para comprar água”.
Ao sair de Espinho com uma programação já definida e com o apoio de diversas empresas, a Solverde, a Unicer ou a Caçarola, o peregrino faz a caminhada sem grandes encargos financeiros e ainda com a certeza de que tudo correrá bem. A acompanhar o grupo, vai, voluntariamente, uma equipa de enfermagem e os organizadores pretendem fazer um esforço para arranjar também um médico. Além disso, a peregrinação conta também com sete viaturas de apoio e um camião que transporta só a bagagem. De acordo com António Pais, o bem-estar dos peregrinos é a maior preocupação da organização, porque “eles, estando bem, participam e transmitem a mensagem de Maria”, através da oração e da recitação do terço.
O coordenador do grupo afirmou ao JE que, ao longo destes seis anos, as portas lhes têm sido abertas devido à sua organização e ao rigor com que lidam com a caminhada. Por exemplo, antes dos peregrinos chegarem aos locais de descanso, um dos organizadores antecipa-se para os receber e ver as instalações. No dia seguinte, quando eles voltam a partir, António Pais certifica-se ele próprio que está tudo em condições. Ao todo, desde Setembro, 13 pessoas começaram a preparar internamente a peregrinação do próximo mês. Já em Janeiro, os organizadores começam a deslocar-se até aos locais escolhidos para as paragens para fazer contactos directos, onde costumam ser sempre recebidos carinhosamente, segundo o coordenador.
Peregrinos de Portimão e Braga
Subordinada ao tema “Os puros de coração verão a Deus”, a peregrinação de Espinho até Fátima faz-se, maioritariamente, durante a noite. Além das temperaturas serem inferiores, de madrugada, os fiéis vêem o perigo, ou seja, os veículos, de frente e têm a vantagem de haver menos trânsito que ao longo do dia.
A fazer uma média de 45 quilómetros por dia, o cansaço físico e mental apodera-se muitas vezes dos peregrinos. Segundo António Pais, a organização tem sempre elementos que, durante o percurso, acompanha, as pessoas com maiores dificuldades para lhes tentar elevar a moral e o estímulo. As horas das refeições são também momentos de descontracção e de ânimo para o grupo. O facto de os almoços serem oferecidos pela organização graças aos apoios que conseguem angariar cria facilidades para que os peregrinos se reúnam num mesmo local e confraternizem uns com os outros.
O coordenador lamenta, no entanto, a falta de apoios que as causas deste género têm, já que as empresas não parecem ter interesse em associar-se a assuntos religiosos, além de que, na sua opinião, “há também desconfiança de que o dinheiro seja utilizado para outras coisas”. Esse não é o caso da organização desta peregrinação que, segundo António Pais, “se porta condignamente e que tem sempre as portas abertas”. E acrescentou: “as pessoas vêem que a nossa peregrinação tem um princípio, meio e fim. O fim é chegarmos com a consciência liberta e com o dever espiritual cumprido”.
Apesar de um ser um número grande, António Pais não considera que um grupo de 170 pessoas signifique dificuldades. “Se as pessoas tiverem noção do que é uma peregrinação e se respeitarem uns aos outros, não é difícil”, explicou. Além de habitantes de Espinho e dos concelhos vizinhos, a caminhada conta com alguns peregrinos de bem longe. O coordenador deu o exemplo de um senhor que vem de Portimão de comboio até Espinho e que depois vai a pé com o grupo e de alguns elementos cuja origem é Vila Verde, em Braga.
Peregrinação passo a passo
A peregrinação tem início no dia 3 de Maio, data em que, durante a eucaristia das 19h00 na Igreja Matriz da cidade, o grupo recebe o estandarte paroquial e decorrerá um convívio para que as pessoas se conheçam umas às outras. Já a caminhada de cinco dias tem início no dia 6, à meia-noite. Durante essa noite, os peregrinos, abençoados à partida pelo padre José Pedro, vão caminhar até Albergaria, onde ficarão “hospedados” no quartel dos Bombeiros Voluntários.
No dia seguinte, a viagem far-se-á até Antes, na Mealhada, onde o local de descanso e de banhos será o pavilhão desportivo da freguesia. Retemperados, os peregrinos seguem-se, a partir das três da madrugada, em direcção a Condeixa, onde descansarão no Salão de Festas da Associação da Senhora das Dores. No penúltimo dia, a caminhada parará na paróquia de S. Miguel das Colmeias, e daí segue viagem, no dia 10, até Fátima.
Tal como o ano passado, a organização está, em conjunto com o padre José Pedro, a fazer tudo para ver há a possibilidade de celebrar uma eucaristia quando o grupo chegue ao Santuário. Este ano, por calhar ao domingo o dia da chegada, ainda não há certezas. O que há sim é a certeza de que a peregrinação é algo inesquecível. “A dor e o sofrimento sentido ao longo do percurso é grande, mas é recompensada com a chegada, onde se esquece a dor e se fica saciado”, afirmou António Pais.
No próximo dia 6 de Maio, à meia-noite em ponto, cerca de 170 pessoas devem partir de Espinho rumo a Fátima. Esses peregrinos percorrerão, tal como outros de toda a parte do país, os muitos quilómetros que os levarão até ao Santuário, numa caminhada de fé e de devoção por Maria.
Houve, em tempos, um grupo de fiéis espinhenses que se organizavam e partiam das traseiras do estádio de futebol, sem saberem onde iriam fazer as refeições, tomar banho ou dormir. Há seis anos, e para acabar com a falta de organização, António Pais e mais alguns elementos, como Manuel Gomes, Quintino Barros e Luís Maia, decidiram pôr mãos à obra e planear a peregrinação desde o início até ao fim.
Agora, os peregrinos que ingressam o grupo do coordenador António Pais, partem para Fátima sabendo, pormenorizadamente, onde e a que horas vão parar para almoçar, jantar e dormir. Além disso, o grupo tem, nos cinco dias de viagem, um ritual religioso, seja a recitação de um terço ou a realização de uma eucaristia. Para isso, António Pais conta com o apoio das diversas paróquias onde ficam pernoitados durante o percurso. “É uma alimentação espiritual fundamental para quem crê e procura Maria”, afirmou.
Também, pelo terceiro ano consecutivo, os fiéis têm, logo à saída de Espinho, contacto com a religião, através da mensagem do envio. “Nós, peregrinos, somos enviados não só para fazer uma catequese pelo caminho, como também para mostrar às outras localidades essa catequese”, explicou o coordenador do grupo.
Preparação começou em Setembro
António Pais afirmou que a ideia da organização de uma peregrinação teve como objectivo acabar, de certa forma, com a exploração que os peregrinos sofrem até chegar a Fátima. “Quer queiramos quer não, as pessoas são muito exploradas ao longo do percurso nos bares onde entram para tomar um café, à beira da estrada para comprar água”.
Ao sair de Espinho com uma programação já definida e com o apoio de diversas empresas, a Solverde, a Unicer ou a Caçarola, o peregrino faz a caminhada sem grandes encargos financeiros e ainda com a certeza de que tudo correrá bem. A acompanhar o grupo, vai, voluntariamente, uma equipa de enfermagem e os organizadores pretendem fazer um esforço para arranjar também um médico. Além disso, a peregrinação conta também com sete viaturas de apoio e um camião que transporta só a bagagem. De acordo com António Pais, o bem-estar dos peregrinos é a maior preocupação da organização, porque “eles, estando bem, participam e transmitem a mensagem de Maria”, através da oração e da recitação do terço.
O coordenador do grupo afirmou ao JE que, ao longo destes seis anos, as portas lhes têm sido abertas devido à sua organização e ao rigor com que lidam com a caminhada. Por exemplo, antes dos peregrinos chegarem aos locais de descanso, um dos organizadores antecipa-se para os receber e ver as instalações. No dia seguinte, quando eles voltam a partir, António Pais certifica-se ele próprio que está tudo em condições. Ao todo, desde Setembro, 13 pessoas começaram a preparar internamente a peregrinação do próximo mês. Já em Janeiro, os organizadores começam a deslocar-se até aos locais escolhidos para as paragens para fazer contactos directos, onde costumam ser sempre recebidos carinhosamente, segundo o coordenador.
Peregrinos de Portimão e Braga
Subordinada ao tema “Os puros de coração verão a Deus”, a peregrinação de Espinho até Fátima faz-se, maioritariamente, durante a noite. Além das temperaturas serem inferiores, de madrugada, os fiéis vêem o perigo, ou seja, os veículos, de frente e têm a vantagem de haver menos trânsito que ao longo do dia.
A fazer uma média de 45 quilómetros por dia, o cansaço físico e mental apodera-se muitas vezes dos peregrinos. Segundo António Pais, a organização tem sempre elementos que, durante o percurso, acompanha, as pessoas com maiores dificuldades para lhes tentar elevar a moral e o estímulo. As horas das refeições são também momentos de descontracção e de ânimo para o grupo. O facto de os almoços serem oferecidos pela organização graças aos apoios que conseguem angariar cria facilidades para que os peregrinos se reúnam num mesmo local e confraternizem uns com os outros.
O coordenador lamenta, no entanto, a falta de apoios que as causas deste género têm, já que as empresas não parecem ter interesse em associar-se a assuntos religiosos, além de que, na sua opinião, “há também desconfiança de que o dinheiro seja utilizado para outras coisas”. Esse não é o caso da organização desta peregrinação que, segundo António Pais, “se porta condignamente e que tem sempre as portas abertas”. E acrescentou: “as pessoas vêem que a nossa peregrinação tem um princípio, meio e fim. O fim é chegarmos com a consciência liberta e com o dever espiritual cumprido”.
Apesar de um ser um número grande, António Pais não considera que um grupo de 170 pessoas signifique dificuldades. “Se as pessoas tiverem noção do que é uma peregrinação e se respeitarem uns aos outros, não é difícil”, explicou. Além de habitantes de Espinho e dos concelhos vizinhos, a caminhada conta com alguns peregrinos de bem longe. O coordenador deu o exemplo de um senhor que vem de Portimão de comboio até Espinho e que depois vai a pé com o grupo e de alguns elementos cuja origem é Vila Verde, em Braga.
Peregrinação passo a passo
A peregrinação tem início no dia 3 de Maio, data em que, durante a eucaristia das 19h00 na Igreja Matriz da cidade, o grupo recebe o estandarte paroquial e decorrerá um convívio para que as pessoas se conheçam umas às outras. Já a caminhada de cinco dias tem início no dia 6, à meia-noite. Durante essa noite, os peregrinos, abençoados à partida pelo padre José Pedro, vão caminhar até Albergaria, onde ficarão “hospedados” no quartel dos Bombeiros Voluntários.
No dia seguinte, a viagem far-se-á até Antes, na Mealhada, onde o local de descanso e de banhos será o pavilhão desportivo da freguesia. Retemperados, os peregrinos seguem-se, a partir das três da madrugada, em direcção a Condeixa, onde descansarão no Salão de Festas da Associação da Senhora das Dores. No penúltimo dia, a caminhada parará na paróquia de S. Miguel das Colmeias, e daí segue viagem, no dia 10, até Fátima.
Tal como o ano passado, a organização está, em conjunto com o padre José Pedro, a fazer tudo para ver há a possibilidade de celebrar uma eucaristia quando o grupo chegue ao Santuário. Este ano, por calhar ao domingo o dia da chegada, ainda não há certezas. O que há sim é a certeza de que a peregrinação é algo inesquecível. “A dor e o sofrimento sentido ao longo do percurso é grande, mas é recompensada com a chegada, onde se esquece a dor e se fica saciado”, afirmou António Pais.
sexta-feira, 24 de Abril de 2009
segunda-feira, 20 de Abril de 2009
Planos de ordenamento da orla costeira
Segundo o JN de hoje "Metade dos investimentos feitos, no ano passado, no âmbito dos planos de ordenamento da orla costeira, foi para obras de requalificação de praias e mais de um quinto foram gastos na protecção contra a erosão e o ataque do mar.
Segundo o relatório da execução de 2008, cerca de 80% dos 7,57 milhões de euros investidos em defesa costeira foram gastos no "esforço de estabilização" da erosão da praia da Caparica, consumindo a totalidade do investimento do plano Sintra-Sado.
Dos gastos restantes em defesa costeira, quase 16% foram aplicados na protecção do Bairro de Silvalde, em Espinho (plano Caminha-Espinho), e o sobrante nos POOC alentejanos e algarvios e no troço Alcobaça-Mafra."
Segundo o relatório da execução de 2008, cerca de 80% dos 7,57 milhões de euros investidos em defesa costeira foram gastos no "esforço de estabilização" da erosão da praia da Caparica, consumindo a totalidade do investimento do plano Sintra-Sado.
Dos gastos restantes em defesa costeira, quase 16% foram aplicados na protecção do Bairro de Silvalde, em Espinho (plano Caminha-Espinho), e o sobrante nos POOC alentejanos e algarvios e no troço Alcobaça-Mafra."
Começaram as obras no Canal Ferroviário
A edição de hoje do JN faz referência ao início das obras de requalificação do espaço que foi libertado pelo enterramento da linha férrea. As obras já começaram e deverão prolongar-se por cerca de dois anos. Muitos dos comerciantes não acreditam no prazo anunciado e temem, entretanto, a morte dos negócios, nomeadamente aqueles que ainda restam, porque muitos são os que têm fechado ao longo destes últimos penosos anos.
Para ler a reportagem completa clique aqui.
quinta-feira, 16 de Abril de 2009
Comissão Municipal chumba loja na rua 19
Numa altura em que o comércio tradicional enfrenta grave crise, o JE sabe que foi recusada a autorização para a instalação de loja de roupa para crianças, na Rua 19. A marca, Kiddy’s Class, pertence ao grupo espanhol Inditex, que viu o seu pedido inviabilizado pela Comissão Municipal.
O pedido de autorização de instalação do estabelecimento foi apresentado na Direcção Regional da Economia do Norte (DRE-Norte) a 30 de Outubro de 2007. De acordo com a proposta de deliberação a que o JE teve acesso, esse pedido foi submetido à apreciação da Direcção-geral das Actividades e Económicas (DGAE) e da Câmara Municipal de Espinho a 14 de Novembro do mesmo ano.
Em 5 de Dezembro de 2007, a DGAE atribuiu ao pedido de instalação uma pontuação de 2,89, superior a 50% do valor máximo aplicável, que é 5 pontos. No dia 18 do mesmo mês, entrou na DRE-Norte a decisão desfavorável da Câmara Municipal de Espinho.
O município fundamentou a sua discordância no não cumprimento, por parte do espaço em questão, de duas alíneas do nº 2 do artigo 9 da Lei 12/2004, de Março. Mais concretamente, a Comissão municipal entendeu que não havia “garantia de um correcto enquadramento em matéria de protecção ambiental, respeito pelas regras de ordenamento do território, de urbanismo e de inserção na paisagem” nem “disponibilidade de áreas adequadas para estacionamento e para cargas e descargas”. É bom lembrar que a Rua 19 é uma artéria pedonal, onde nenhuma das lojas tem estacionamento próprio.
A Comissão Municipal é constituída pelo presidente da Câmara ou alguém designado por ele, um representante da Assembleia Municipal, o director regional de Economia, um representante da Associação comercial e um representante da Associação de Consumidores indicado pelo Instituto do Consumidor.
As lojas Kiddy’s Class são reconhecidas pelo seu grande sucesso, podendo constituir uma alavanca importante para captar clientes para a zona em questão onde são implementadas. Aliás, vários comerciantes da cidade manifestaram ao JE o seu desagrado com a decisão da autarquia, pois consideram que a nova loja seria uma mais-valia para o comércio tradicional em Espinho.
O JE tentou ouvir o presidente da Câmara Municipal de Espinho, através da sua Chefe de Gabinete, mas até ao fecho desta edição não foi possível falar com José Mota para obter mais esclarecimentos sobre o assunto. Da mesma forma, o JE entrou em contacto com José Aleixo, presidente da Associação comercial de Espinho, que não atendeu o telemóvel até ao fecho da edição.
O pedido de autorização de instalação do estabelecimento foi apresentado na Direcção Regional da Economia do Norte (DRE-Norte) a 30 de Outubro de 2007. De acordo com a proposta de deliberação a que o JE teve acesso, esse pedido foi submetido à apreciação da Direcção-geral das Actividades e Económicas (DGAE) e da Câmara Municipal de Espinho a 14 de Novembro do mesmo ano.
Em 5 de Dezembro de 2007, a DGAE atribuiu ao pedido de instalação uma pontuação de 2,89, superior a 50% do valor máximo aplicável, que é 5 pontos. No dia 18 do mesmo mês, entrou na DRE-Norte a decisão desfavorável da Câmara Municipal de Espinho.
O município fundamentou a sua discordância no não cumprimento, por parte do espaço em questão, de duas alíneas do nº 2 do artigo 9 da Lei 12/2004, de Março. Mais concretamente, a Comissão municipal entendeu que não havia “garantia de um correcto enquadramento em matéria de protecção ambiental, respeito pelas regras de ordenamento do território, de urbanismo e de inserção na paisagem” nem “disponibilidade de áreas adequadas para estacionamento e para cargas e descargas”. É bom lembrar que a Rua 19 é uma artéria pedonal, onde nenhuma das lojas tem estacionamento próprio.
A Comissão Municipal é constituída pelo presidente da Câmara ou alguém designado por ele, um representante da Assembleia Municipal, o director regional de Economia, um representante da Associação comercial e um representante da Associação de Consumidores indicado pelo Instituto do Consumidor.
As lojas Kiddy’s Class são reconhecidas pelo seu grande sucesso, podendo constituir uma alavanca importante para captar clientes para a zona em questão onde são implementadas. Aliás, vários comerciantes da cidade manifestaram ao JE o seu desagrado com a decisão da autarquia, pois consideram que a nova loja seria uma mais-valia para o comércio tradicional em Espinho.
O JE tentou ouvir o presidente da Câmara Municipal de Espinho, através da sua Chefe de Gabinete, mas até ao fecho desta edição não foi possível falar com José Mota para obter mais esclarecimentos sobre o assunto. Da mesma forma, o JE entrou em contacto com José Aleixo, presidente da Associação comercial de Espinho, que não atendeu o telemóvel até ao fecho da edição.
Comerciantes pagam estacionamento
Em vez de se lamentarem com a crise, um grupo de comerciantes da Rua 23 decidiu agir para dinamizar o comércio tradicional. Aproveitando o facto de os parcómetros terem libertado estacionamento na cidade, esses proprietários tiveram a ideia de pagar o estacionamento aos seus clientes. Por 40 euros de compras, os comerciantes reembolsam às pessoas o valor de uma hora de estacionamento.
Os parcómetros estão em funcionamento desde o passado dia 19 de Março e, desde então, os lugares de estacionamento abundam no centro da cidade. Um grupo de comerciantes da Rua 23 decidiu aproveitar essa realidade em favor do comércio tradicional e da carteira dos seus clientes, a quem vão pagar uma hora de estacionamento por cada 40 euros de compras que efectuem.
A ideia foi apresentada, na passada sexta-feira, em conferência de imprensa realizada na Junta de Freguesia de Espinho. Henrique Rodrigues falou em nome do grupo de comerciantes e explicou a origem da iniciativa. “Era uma preocupação para nós ver que, de dia para dia, os clientes não vinham a Espinho por causa do estacionamento. Agora, com os parcómetros, há lugares para estacionar e temos que tirar proveito dessa situação porque a maioria dos nossos clientes são de fora”.
Para que a clientela não se iniba de vir à cidade fazer compras por causa de terem que pagar para estacionar, alguns comerciantes da Rua 23 decidiram retribuir o valor desse estacionamento aos clientes que façam compras, no mínimo de 40 euros, nos seus estabelecimentos, desde que apresentem o comprovativo do pagamento. As lojas que aderiram à iniciativa estão identificadas com um autocolante e já começaram a pôr a ideia em acção.
Tickets têm validade de 15 dias
Imagine, por exemplo, que necessitou de estacionar na área abrangida pelos parcómetros para fazer uma compra e teve que meter a “moedinha” na máquina. De acordo com o que explicou aos jornalistas Henrique Rodrigues, os clientes não são reembolsados nesse dia, até porque o ticket que compra o pagamento do estacionamento tem que ficar no carro para não haver multas.
O grupo de comerciantes decidiu atribuir uma validade de 15 dias a esses tickets. Durante esse período, os clientes poderão efectuar compras em qualquer loja aderente e, apresentando o papel comprovativo do estacionamento, o valor de uma hora de estacionamento (ou seja, oitenta cêntimos) ser-lhes-á reembolsado. No entanto, esse reembolso tem um requisito: o cliente tem que fazer uma despesa mínima de 40 euros. Durante a conferência de imprensa, foi ainda dito que esse valor poderá ser mais baixo, dependendo de cada comerciante decidir.
Neste momento, a ideia já arrancou na Rua 23, em todas as lojas situadas entre a 14 e a 16. No entanto, o objectivo é que as lojas aderentes à iniciativa se disseminem por toda a cidade, mesmo por aqueles estabelecimentos que já não ficam situados dentro da área dos parcómetros. Neste momento, já são 20 as lojas que têm o autocolante identificativo, mas Henrique Rodrigues garante que os pedidos já começam a chegar: “até os comerciantes da Rua 19 mostraram interesse e pediram autocolantes para colocarem nos vidros dos seus estabelecimentos”.
No fundo, a iniciativa reveste-se de um “cariz de fidelização de compras em Espinho”, já que, apesar de ser só uma loja a reembolsar o valor pago no estacionamento, o cliente pode numa loja fazer compras em diversos estabelecimentos do centro da cidade.
Autocolantes na Junta de Freguesia
Por ser uma iniciativa que estimula o comércio tradicional, o conjunto de comerciantes pede ajuda à empresa responsável pelos parcómetros, a Estacionamento à Superfície e Subterrâneo em Espinho (ESSE), para a divulgação da iniciativa nas próprias máquinas. “Acreditamos que só irá trazer benefícios porque os clientes vão meter moeda, evitando as multas”, esclareceu Henrique Rodrigues.
Parceira na divulgação da ideia foi também a Junta de Freguesia de Espinho. Rui Torres não teve dúvidas na altura em que decidiu apadrinhar a iniciativa, que considera ser importantíssima para a sustentabilidade da freguesia, já que “vai atrair investimento exterior para o comércio tradicional, permitindo assim que este se torne pujante e vença as dificuldades”. A partir de agora, e por ser um local central na cidade, vai ser na autarquia que os interessados poderão dirigir-se para obter mais informações sobre a iniciativa e pedir os autocolantes identificativos para as lojas.
Os parcómetros estão em funcionamento desde o passado dia 19 de Março e, desde então, os lugares de estacionamento abundam no centro da cidade. Um grupo de comerciantes da Rua 23 decidiu aproveitar essa realidade em favor do comércio tradicional e da carteira dos seus clientes, a quem vão pagar uma hora de estacionamento por cada 40 euros de compras que efectuem.
A ideia foi apresentada, na passada sexta-feira, em conferência de imprensa realizada na Junta de Freguesia de Espinho. Henrique Rodrigues falou em nome do grupo de comerciantes e explicou a origem da iniciativa. “Era uma preocupação para nós ver que, de dia para dia, os clientes não vinham a Espinho por causa do estacionamento. Agora, com os parcómetros, há lugares para estacionar e temos que tirar proveito dessa situação porque a maioria dos nossos clientes são de fora”.
Para que a clientela não se iniba de vir à cidade fazer compras por causa de terem que pagar para estacionar, alguns comerciantes da Rua 23 decidiram retribuir o valor desse estacionamento aos clientes que façam compras, no mínimo de 40 euros, nos seus estabelecimentos, desde que apresentem o comprovativo do pagamento. As lojas que aderiram à iniciativa estão identificadas com um autocolante e já começaram a pôr a ideia em acção.
Tickets têm validade de 15 dias
Imagine, por exemplo, que necessitou de estacionar na área abrangida pelos parcómetros para fazer uma compra e teve que meter a “moedinha” na máquina. De acordo com o que explicou aos jornalistas Henrique Rodrigues, os clientes não são reembolsados nesse dia, até porque o ticket que compra o pagamento do estacionamento tem que ficar no carro para não haver multas.
O grupo de comerciantes decidiu atribuir uma validade de 15 dias a esses tickets. Durante esse período, os clientes poderão efectuar compras em qualquer loja aderente e, apresentando o papel comprovativo do estacionamento, o valor de uma hora de estacionamento (ou seja, oitenta cêntimos) ser-lhes-á reembolsado. No entanto, esse reembolso tem um requisito: o cliente tem que fazer uma despesa mínima de 40 euros. Durante a conferência de imprensa, foi ainda dito que esse valor poderá ser mais baixo, dependendo de cada comerciante decidir.
Neste momento, a ideia já arrancou na Rua 23, em todas as lojas situadas entre a 14 e a 16. No entanto, o objectivo é que as lojas aderentes à iniciativa se disseminem por toda a cidade, mesmo por aqueles estabelecimentos que já não ficam situados dentro da área dos parcómetros. Neste momento, já são 20 as lojas que têm o autocolante identificativo, mas Henrique Rodrigues garante que os pedidos já começam a chegar: “até os comerciantes da Rua 19 mostraram interesse e pediram autocolantes para colocarem nos vidros dos seus estabelecimentos”.
No fundo, a iniciativa reveste-se de um “cariz de fidelização de compras em Espinho”, já que, apesar de ser só uma loja a reembolsar o valor pago no estacionamento, o cliente pode numa loja fazer compras em diversos estabelecimentos do centro da cidade.
Autocolantes na Junta de Freguesia
Por ser uma iniciativa que estimula o comércio tradicional, o conjunto de comerciantes pede ajuda à empresa responsável pelos parcómetros, a Estacionamento à Superfície e Subterrâneo em Espinho (ESSE), para a divulgação da iniciativa nas próprias máquinas. “Acreditamos que só irá trazer benefícios porque os clientes vão meter moeda, evitando as multas”, esclareceu Henrique Rodrigues.
Parceira na divulgação da ideia foi também a Junta de Freguesia de Espinho. Rui Torres não teve dúvidas na altura em que decidiu apadrinhar a iniciativa, que considera ser importantíssima para a sustentabilidade da freguesia, já que “vai atrair investimento exterior para o comércio tradicional, permitindo assim que este se torne pujante e vença as dificuldades”. A partir de agora, e por ser um local central na cidade, vai ser na autarquia que os interessados poderão dirigir-se para obter mais informações sobre a iniciativa e pedir os autocolantes identificativos para as lojas.
segunda-feira, 13 de Abril de 2009
Nuno Lacerda pode ser o candidato do PSD
Fonte próxima da Concelhia do PSD de Espinho avança que um dos nomes mais falados para encabeçar a lista social-democrata à Câmara é o do arquitecto Nuno Lacerda, autor de vários projectos reconhecidos na cidade, tais como o Centro Multimeios, ex-fábrica Brandão Gomes e esplanada Maia-Brenha.
A fonte adiantou ao Jornal de Espinho que o arquitecto reúne as condições necessárias para uma candidatura forte e ganhadora, salientando que é um dos nomes que agrega mais consenso junto dos militantes e simpatizantes do PSD/Espinho.
A mesma ao fonte, que pediu anonimato, garantiu que há cerca de um ano atrás já terá havido pressões junto de Nuno Lacerda para a constituição de uma lista independente, em forma de plataforma - que nada tem a ver com a Associação Cívica - abrangendo vários partidos, de forma a enfrentar a candidatura socialista, que tudo indica seja encabeçada, mais uma vez, por José Mota.
O JE sabe que o arquitecto Nuno Lacerda manifestou por várias vezes, publicamente, a necessidade de haver uma mudança no rumo político do concelho, mostrando-se sempre disponível para colaborar nessa solução. A nossa fonte está convencida, por outro lado, de que ele será a alternativa mais forte para enfrentar José Mota.
Entretanto, corre também nos meios sociais-democratas o nome de Guilherme Aguiar, actual vereador da Câmara de Gaia, como um dos possíveis candidatos à autarquia de Espinho, embora esta opção não reúna grande força, já que ele poderá ser o vice-presidente da autarquia de Gaia, caso se confirme a candidatura de Marco António a outra Câmara do distrito do Porto.
Refira-se que Nuno Lacerda trabalhou já com o Executivo de José Mota, na área do Urbanismo, e foi sempre um trunfo
O Jornal de Espinho tentou obter uma reacção do arquitecto, mas tal não foi possível até à hora de fecho desta edição.
A fonte adiantou ao Jornal de Espinho que o arquitecto reúne as condições necessárias para uma candidatura forte e ganhadora, salientando que é um dos nomes que agrega mais consenso junto dos militantes e simpatizantes do PSD/Espinho.
A mesma ao fonte, que pediu anonimato, garantiu que há cerca de um ano atrás já terá havido pressões junto de Nuno Lacerda para a constituição de uma lista independente, em forma de plataforma - que nada tem a ver com a Associação Cívica - abrangendo vários partidos, de forma a enfrentar a candidatura socialista, que tudo indica seja encabeçada, mais uma vez, por José Mota.
O JE sabe que o arquitecto Nuno Lacerda manifestou por várias vezes, publicamente, a necessidade de haver uma mudança no rumo político do concelho, mostrando-se sempre disponível para colaborar nessa solução. A nossa fonte está convencida, por outro lado, de que ele será a alternativa mais forte para enfrentar José Mota.
Entretanto, corre também nos meios sociais-democratas o nome de Guilherme Aguiar, actual vereador da Câmara de Gaia, como um dos possíveis candidatos à autarquia de Espinho, embora esta opção não reúna grande força, já que ele poderá ser o vice-presidente da autarquia de Gaia, caso se confirme a candidatura de Marco António a outra Câmara do distrito do Porto.
Refira-se que Nuno Lacerda trabalhou já com o Executivo de José Mota, na área do Urbanismo, e foi sempre um trunfo
O Jornal de Espinho tentou obter uma reacção do arquitecto, mas tal não foi possível até à hora de fecho desta edição.
domingo, 12 de Abril de 2009
quinta-feira, 9 de Abril de 2009
José Mota visita Limoeiro do Norte
Depois de, em Janeiro, o concelho ter recebido a visita de uma delegação do Limoeiro do Norte, agora é a vez dos espinhenses visitarem o município brasileiro. No próximo dia 26 de Abril, uma delegação constituída pelo presidente da Câmara Municipal e por representantes das Juntas de Freguesia do concelho parte para o Brasil. A visita oficial demorará cerca de 12 dias.
No passado mês de Janeiro, uma delegação do município brasileiro de Limoeiro do Norte visitou o concelho de Espinho para ratificar o acordo de geminação entre as duas autarquias. Na altura, a delegação brasileira incluiu o prefeito de Limoeiro do Norte, Dilmar Chaves, a técnica do Centro de Atendimento Psico Social – CAPS, Fátima Barroso, e o secretário da Cultura e do Turismo, o escritor Gilmar Chaves. Agora, é a vez dos espinhenses visitaram o município brasileiro.
No próximo dia 26 de Abril, uma delegação constituída pelo presidente da Câmara Municipal, José Mota, e pelos representantes das Juntas de Freguesia do concelho parte para Limoeiro do Norte, após convite dos autarcas brasileiros, numa estadia que vai durar cerca de 12 dias.
Abel Gonçalves, presidente da Junta de Freguesia de Silvalde, explicou ao JE que o convite para esta viagem já lhe tinha sido feito em Janeiro, aquando da visita dos brasileiros ao concelho e a Silvalde, em concreto. Entretanto, esse convite foi reafirmado por intermédio de José Mota, e o autarca aceitou. O chefe do executivo silvaldense garantiu ao JE que ainda não está nada definido sobre quem iria arcar com as despesas da viagem.
Visita no âmbito da geminação
Também Américo Castro afirmou o mesmo, não sabendo nada sobre as despesas. O presidente da Junta de Freguesia de Paramos aceitou também o convite feito pelo prefeito de Limoeiro do Norte ao presidente de Câmara Municipal e aos restantes autarcas espinhenses. O chefe do executivo paramense explicou que a visita se insere nos objectivos da geminação e, por isso, decidiu ir.
Alfredo Rocha ainda está a ponderar se fará parte da comitiva espinhense ou não. Contactado pelo JE, o autarca de Guetim explicou que teria ainda que ver se conseguiria conjugar a viagem com a sua vida profissional, mas, em princípio, deverá fazer integrar a delegação.
Agenda impede viagem
Napoleão Guerra não vai integrar a comitiva que partirá de Espinho rumo ao Brasil. O presidente da Junta de Freguesia de Anta confirmou essa decisão ao JE, explicando ser impossível se deslocar de Espinho por motivos profissionais e pessoais. No entanto, garantiu que “gostava muito de ir” e manifestou o seu apoio aos restantes elementos da delegação.
Também Rui Torres se viu impedido de aceitar o convite do prefeito do Limoeiro do Norte devido ao facto de a visita ser tão prolongada. “Não me posso ausentar tanto tempo por causa da minha agenda pessoal e profissional”, afirmou ao JE. No entanto, a Junta de Freguesia de Espinho vai estar representada pelo seu secretário, António Manuel Oliveira.
De acordo com Rui Torres, as despesas da viagem vão ser suportadas pelas autarquias, quer pela Câmara Municipal, quer pelas juntas de Freguesia e prefeitura de Limoeiro do Norte.
O JE tentou contactar José Mota, através da sua Chefe de Gabinete, mas, até ao fecho desta edição, não tivemos qualquer tipo de resposta por parte do presidente da Câmara Municipal de Espinho sobre o assunto.
No passado mês de Janeiro, uma delegação do município brasileiro de Limoeiro do Norte visitou o concelho de Espinho para ratificar o acordo de geminação entre as duas autarquias. Na altura, a delegação brasileira incluiu o prefeito de Limoeiro do Norte, Dilmar Chaves, a técnica do Centro de Atendimento Psico Social – CAPS, Fátima Barroso, e o secretário da Cultura e do Turismo, o escritor Gilmar Chaves. Agora, é a vez dos espinhenses visitaram o município brasileiro.
No próximo dia 26 de Abril, uma delegação constituída pelo presidente da Câmara Municipal, José Mota, e pelos representantes das Juntas de Freguesia do concelho parte para Limoeiro do Norte, após convite dos autarcas brasileiros, numa estadia que vai durar cerca de 12 dias.
Abel Gonçalves, presidente da Junta de Freguesia de Silvalde, explicou ao JE que o convite para esta viagem já lhe tinha sido feito em Janeiro, aquando da visita dos brasileiros ao concelho e a Silvalde, em concreto. Entretanto, esse convite foi reafirmado por intermédio de José Mota, e o autarca aceitou. O chefe do executivo silvaldense garantiu ao JE que ainda não está nada definido sobre quem iria arcar com as despesas da viagem.
Visita no âmbito da geminação
Também Américo Castro afirmou o mesmo, não sabendo nada sobre as despesas. O presidente da Junta de Freguesia de Paramos aceitou também o convite feito pelo prefeito de Limoeiro do Norte ao presidente de Câmara Municipal e aos restantes autarcas espinhenses. O chefe do executivo paramense explicou que a visita se insere nos objectivos da geminação e, por isso, decidiu ir.
Alfredo Rocha ainda está a ponderar se fará parte da comitiva espinhense ou não. Contactado pelo JE, o autarca de Guetim explicou que teria ainda que ver se conseguiria conjugar a viagem com a sua vida profissional, mas, em princípio, deverá fazer integrar a delegação.
Agenda impede viagem
Napoleão Guerra não vai integrar a comitiva que partirá de Espinho rumo ao Brasil. O presidente da Junta de Freguesia de Anta confirmou essa decisão ao JE, explicando ser impossível se deslocar de Espinho por motivos profissionais e pessoais. No entanto, garantiu que “gostava muito de ir” e manifestou o seu apoio aos restantes elementos da delegação.
Também Rui Torres se viu impedido de aceitar o convite do prefeito do Limoeiro do Norte devido ao facto de a visita ser tão prolongada. “Não me posso ausentar tanto tempo por causa da minha agenda pessoal e profissional”, afirmou ao JE. No entanto, a Junta de Freguesia de Espinho vai estar representada pelo seu secretário, António Manuel Oliveira.
De acordo com Rui Torres, as despesas da viagem vão ser suportadas pelas autarquias, quer pela Câmara Municipal, quer pelas juntas de Freguesia e prefeitura de Limoeiro do Norte.
O JE tentou contactar José Mota, através da sua Chefe de Gabinete, mas, até ao fecho desta edição, não tivemos qualquer tipo de resposta por parte do presidente da Câmara Municipal de Espinho sobre o assunto.
Lília Marques
Prefeito de Limoeiro do Norte em tribunal
Acusado de compra de votos, o prefeito de Limoeiro do Norte, município com o qual Espinho tem um protocolo de geminação, viu o seu mandato cassado pela Justiça Eleitoral, mas em menos de 24 horas recuperou o cargo. João Dilmar da Silva era acusado de abuso do poder económico na eleição.
O juiz do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Jorge Luís Girão Barreto, decidiu que os dois podem aguardar recurso nos cargos.
O prefeito João Dilmar da Silva foi reeleito com 38% dos votos válidos. Venceu o ex-deputado estadual Paulo Duarte e a ex-prefeita Arivan Lucena.
O juiz do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Jorge Luís Girão Barreto, decidiu que os dois podem aguardar recurso nos cargos.
O prefeito João Dilmar da Silva foi reeleito com 38% dos votos válidos. Venceu o ex-deputado estadual Paulo Duarte e a ex-prefeita Arivan Lucena.
Mais abaixo pode ver a entrevista com o perfeito de Limoeiro do Norte, através de um link para http://www.videolog.tv/ .
Links relacionados:
Sobre a geminação de Limoeiro do Norte com Espinho pode ler no mesmo blog: Limoeirodonorte.blogspot.


