sexta-feira, 29 de Maio de 2009

USE encerra semana de muita cultura


Grupo de Cultura Inglesa que encerrou a Semana Cultural da USE

Esta semana foi, para a Universidade Sénior de Espinho (USE), uma semana cultural. Depois das tardes dedicadas às artes, à poesia e ao ioga, coube à cultura inglesa fazer ontem o encerramento da iniciativa. De acordo com Maria de Lurdes Pinto Correia, o objectivo desta semana cultural foi promover o convívio entre associados e convidados, incentivando a alegria num ambiente de muita confraternização.
Na cerimónia de encerramento, que contou com a presença de José Mota, presidente da Câmara Municipal, Maria José Vieira, vereadora da Cultura e de Rui Torres, presidente da Junta de Freguesia de Espinho, as 12 alunas da disciplina de Cultura Inglesa proporcionaram um belo espectáculo.
A tarde começou com a recitação de 12 poemas tipicamente britânicos, chamados de “Limericks”, que se pautam pela ironia e pela crítica. Depois, houve uma tradução desses mesmos poemas para português e, no final, foi realizado um pequeno jogo. O vencedor, que levou para casa um pequeno prémio, tinha que conjugar as obras lidas com algumas ilustrações. Houve ainda tempo para uns fados cantados por uma aluna da USE, para um lanche e para cantar uma música dedicada à universidade.

quinta-feira, 28 de Maio de 2009

Recriar a época de Eça de Queirós

Juntamente com a turma de 11º ano, Nelma Patela prepara a recriação de um serão queirosiano
Na sexta-feira, a Escola Básica e Secundária Domingos Capela vai organizar um serão queirosiano. O objectivo é voltar ao tempo que Eça de Queirós viveu, aquele que o inspirou a escrever uma das suas obras mais conhecidas, Os Maias.

Ainda neste mês, a Domingos Capela volta a abrir as suas portas à população. Um serão queirosiano, inspirado na época de Eça de Queirós, está programado para a noite de sexta-feira. A iniciativa surgiu após a turma de 11º ano ter dado a obra do autor, mais concretamente Os Maias, durante as aulas de português de Nelma Patela. Ao Jornal de Espinho, a professora explicou que “os alunos ficaram surpreendidos com a actualidade dos temas abordados e perceberam como a história era tão bonita, mas simples”.
Inspirados pela obra, a turma e a docente decidiram recriar um serão queirosiano, tal como aqueles serões e saraus descritos na época em que Os Maias foram escritos, pretendendo “desmistificar a figura do Eça de Queirós”, afirmou a professora. “Queremos mostrar que não há tanta diferença assim entre hoje e a época de Eça, mesmo já tendo feito mais de 100 anos da morte do autor”, acrescentou.
A recriação histórica está a ser levada muito a sério pela organização e todos os pormenores foram pensados. De acordo com Nelma Patela, a iniciativa contará com verdadeiros figurinos vestidos a rigor tal como na época e terá patente duas exposições, uma sobre a biografia e bibliografia feita por duas professoras da escola e outra itinerante, vinda directamente da Fundação Eça de Queirós. Além disso, haverá ainda lugar para um momento musical, onde não faltará a valsa.
Embora tenha começado numa aula de português, a ideia do serão foi um sucesso tal que, agora, a preparação da iniciativa já está alargada a toda a comunidade escolar. Com início às 21h30, o serão queirosiano decorrerá no átrio do estabelecimento de ensino e estará aberta a todos os interessados. O objectivo, segundo a docente, passa pela “divulgação de Eça de Queirós, a sua época, a geração de 70, os Vencidos da vida e a vida do homem”, motivando os alunos para o estudo das obras do autor.

Bichinho pela leitura
Nelma Patela não se queixa do desinteresse dos seus alunos pelo português ou pela leitura., garantindo ao JE que a Domingos Capela “tem remado contra a maré” e incutido nos estudantes o gosto por ler. A professora recordou o caso de uma aluna que, no início do sétimo ano, não lia, soletrava o texto. Perante este problema, a docente decidiu fazer um desafio à estudante, mandando-a começar a ler. O entusiasmo foi tão grande que, em apenas um período, a menina leu um vasto leque de obras e, já no terceiro período, durante uma aula, pôs a mão no ar para ler e espantou todo os presentes na sala de aulas. A evolução dessa aluna fez com que Nelma Patela pudesse comprovar que “leitura faz muito bem”. Aliás, segundo a própria, é já uma moda no estabelecimento de ensino os professores porem os seus estudantes a lerem para lhes criar o bichinho pela leitura.
Esse gosto é fomentado também pela biblioteca da escola, que a docente disse ser apelidada de mágica por muitos dos alunos. Essa empatia pelo espaço dedicado aos livros é tal que Nelma Patela garante que “um dos piores castigos para os alunos da Domingos Capela quando eles se portam mal é proibi-los de entrar na biblioteca”.

quarta-feira, 27 de Maio de 2009

Pescador agradece ao JE pela casa nova

António Cântara exibe as suas canas de pesca na sala de estar

Depois de o Jornal de Espinho ter publicado a história de António Cântara na sua edição de 12 de Novembro do ano passado, a vida do pescador mudou de rumo. O sonho de ter uma casa nova concretizou-se e o silvaldense não poderia estar mais feliz. Segundo o próprio, finalmente tem uma habitação com condições dignas. Por isso mesmo, não deixa de agradecer ao JE e ao delegado de saúde de Espinho, Guilhermino Ribeiro, pela ajuda que lhe deram.

A 12 de Novembro do ano passado, o Jornal de Espinho publicou a história de António Cântara, um pescador de 57 anos que vivia num autêntico barraco em pleno Bairro Piscatório, num espaço exíguo que “dividia” com ratos, pulgas e outros insectos e que o próprio delegado de saúde da cidade, Guilhermino Ribeiro, declarou insalubre. Agora, passados poucos meses, os 20 anos que lá viveu são, para o silvaldense, apenas recordações. O seu desejo que lhe fosse atribuída uma casa onde ele tivesse condições dignas para viver foi finalmente concretizado.
De um momento para o outro, a vida de António Cântara deu uma volta completa. Foi em Dezembro, cerca de um mês depois da publicação da reportagem do JE, que o pescador recebeu naquilo a que chamava de lar a visita de um funcionário da Associação de Desenvolvimento da Cidade de Espinho (ADCE). “Disse-me para eu passar pela associação para saber em que dia é que me iam dar a chave”, contou, cheio de felicidade. O silvaldense não perdeu tempo e cumpriu o que lhe foi dito. Nesse dia, ficou a saber que iria morar para as habitações sociais novas na Rua Manuel d’Areia, teve ordem para ir levantar as chaves do seu apartamento à Câmara Municipal e foi informado de que iria pagar 30 euros por mês.
António Cântara foi o primeiro morador do seu bloco a receber as chaves directamente das mãos de Rolando Sousa, vice-presidente da autarquia, numa cerimónia onde estiveram os restantes moradores do bloco e André Duarte, responsável pela ADCE. No momento em que sentiu que a sua vida mudara, o pescador não se conteve e, segundo o que o próprio contou ao JE, começou a chorar de alegria. Nesse mesmo dia, o silvaldense deixou a sua antiga casa, agarrou num colchão e estreou o seu apartamento. “Nunca mais dormi mais naquele barraco”, lembrou.

Despesas todas em dia
A mudança foi feita gradualmente. António Cântara pediu às suas irmãs para lhe lavarem toda a sua roupa, transportou os poucos electrodomésticos que tinha para a nova casa e comprou, em segunda mão, algum mobiliário para os quartos. Tudo o resto que tinha no espaço a que chamou lar durante 20 anos foi para o lixo.
Agora, o pescador garante estar muito feliz por finalmente viver “numa casa com condições”, com uma verdadeira cozinha, hall de entrada, sala de estar, dois quartos e uma casa de banho, divisão que, no seu antigo lar, não existia. A sua roupa está guardada em dois guarda-fatos embutidos; a suja, manda lavar a uma lavandaria da cidade, onde o conhecem já há muityos anos e lhe fazem um “preço muito em conta”. Já a limpeza continua a ser muito importante para o silvaldense. Se na sua antiga casa, era necessário desinfectar todo espaço por causa dos animais que lá andavam, também agora, António Cântara mantém essa rotina. Ao JE, confidenciou limpar sempre a sua casa e mudar de lençóis todas as semanas e nunca ir dormir sem tomar banho e mudar de roupa interior.
As paredes do seu quarto estão cobertas por posters. “São a minha companhia”, explicou António Cântara. À noite, o pescador já não necessita de tapar a cabeça para dormir, como fazia antigamente por causa dos ratos, mas ainda acorda, muitas vezes, sobressaltado após ter sonhado que ainda vivia no barraco.
Com a casa, o silvaldense começou também a receber também 55 euros do Rendimento Social de Inserção (RSI), valor que gasta por completo com os pagamentos da renda, da água e da luz, que estão todos em dia. No entanto, despesas pagas, sobra pouco para as restantes necessidades básicas, como a alimentação. Resta-lhe os amigos, a quem recorreu na altura do Inverno para conseguir pagar a renda, e os parcos rendimentos que retira da pesca. Por isso mesmo, o sonho de mobilar toda a casa vai sendo adiado. “Quando comprar, quero pagar logo de uma vez e não ficar a dever nada”, afirmou convicto.
Por tudo isto, António Cântara quis agradecer publicamente toda a ajuda que teve. “Quero agradecer ao Jornal de Espinho por ter divulgado a história da minha vida e ao delegado de saúde, que viu que eu não podia viver naquele local insalubre, sem condições nenhumas. Foi com estas ajudas que eu consegui ter a minha casa nova”. O pescador deixou ainda um agradecimento especial a Rolando Sousa. Segundo o silvaldense, o vice-presidente da Câmara Municipal interessou-se pelo seu caso e fez pressão para que lhe fosse entregue uma habitação condigna o mais rápido possível. “É um homem que eu admiro muito”, declarou.

Crachás "Mais perto do coração"

No âmbito da Campanha da Bandeira Azul da Europa, cujo tema para 2009 são "As Energias Renováveis no âmbito da Educação para o Desenvolvimento Sustentável", a Câmara Municipal de Espinho está a promover uma iniciativa para aumentar o envolvimento dos cidadãos.
Dessa forma, a autarquia propõe a todos os artistas plásticos e aos jovens do concelho a criação de um crachá com uma mensagem visual e/ou escrita que apele a comportamentos que se reflictam positivamente na qualidade ambiental de agora e do futuro.
Os trabalhos, que poderão abranger áreas como a ultilização de energias renováveis, a reutilização e a reciclgaem, o uso eficiente de energia entre outras, serão depois seleccionados. Ogrupo final constituirá a colecção de crachás "Mais perto do coração", que será distribuída durante as actividades de educação ambiental que a Câmara Municipal promoverá durante os meses de Julho e Agosto. Os projectos têm que ser entregues na Divisão de Acção Cultural da autarquia até ao dia 19 de Junho.

Domingos Capela mostra os seus "Rumos"

No passado sábado, dia 23 de Maio, a Escola Básica e Secundária Domingos Capela tornou a dar a cara por mais uma boa causa. Apostando mais uma vez na mostra formativa, o estabelecimento de ensino encheu-se de actividades levadas a cabo pelos cursos existentes na escola. Na iniciativa “Rumos”, todos os alunos participaram e mostraram o que melhor sabem fazer, o que vêm aprendendo ao longo do ano lectivo.
Uma das actividades presentes na mostra formativa foi o projecto “Coisas Nossas”, da responsabilidade da turma de Técnicos de Turismo (10ºA) e que tentou acima de tudo demonstrar à comunidade o que é tradicionalmente português. A turma responsável pelo “Coisas Nossas” pôde contar com a ajuda de vários professores e funcionários da instituição escolar, assim como de várias empresas e estabelecimentos comerciais, que contribuíram naquilo que era necessário e pedido pelos alunos.
Apostando na divulgação dos produtos tradicionais, as pessoas tiveram oportunidade de provar doçaria conventual, chocolates, queijos, fumeiros, azeites, especiarias, pratos típicos, vinhos do Porto e vinhos portugueses. Não faltaram também as danças e cantares, com trajes típicos, a guitarra portuguesa e o fado. As porcelanas, cerâmicas, cortiças e azulejos do nosso país também não foram esquecidos, havendo várias exposições acerca destes temas e ainda pinturas de azulejos. As termas de Portugal, as áreas protegidas e animais portugueses também tiveram um lugar cativo, enriquecendo a actividade. Decorreram exposições de bordados de vários pontos do país e o evento teve a colaboração de tapeteiras que se disponibilizaram a estarem presentes para a demonstração da execução dos tapetes de Arraiolos.
Por sua vez, o curso de fotografia organizou uma exposição na biblioteca do estabelecimento de ensino, com as várias fotos que tiraram ao longo do ano lectivo. Os cursos de bar e mesa e restauração também andaram muito atarefados, a servir a população e a mostrar as suas especialidades. Os jardineiros montaram um pequeno jardim com um lago e várias exposições com todo o tipo de flores e plantas, plantadas e tratadas por eles. O curso de assistente comercial também preparou alguns brindes para o público, demonstrando o seu talento.

Vera Alves (estagiária)

terça-feira, 26 de Maio de 2009

Comemorações da elevação de Anta a vila

As comemorações do 16º aniversário da Vila de Anta, que começaram no passado fim-de-semana com as duas primeiras jornadas do IV Torneio de Natação da Vila de Anta, continuam já hoje à noite. A partir das 21h30, a Igreja Paroquial da freguesia vai ser palco do Concerto Coral e Instrumental, realizado pelo Coro da Sé Catedral do Porto.
Amanhã, dia 27, pelas 21h00, terá início o Torneio Inter-Instituições de Ténis de Mesa, promovido pelo CATME e que decorrerá na Nave Polivalente de Espinho. A competição continuará já na sexta-feira, dia em que será apresentado, no Salão da Junta de Freguesia, o livro do escritor antense José Alberto Sá, intitulado “Fonte da Mentira”.
Sábado, dia 30, será um dia muito preenchido e dedicado à animação popular. O torneio de ténis de mesa vai ter continuação logo pelas 09h00. À mesma horam no Complexo Desportivo de Cassufas, terá início o jogo das escolas do ADFA contra a equipa do Fiães e, mais tarde, contra a Oliveirense. Já da parte de tarde, entre as 16h00 e as 18h00, os antenses poderão desfrutar de uma sandes de porco no espeto no Largo do Souto, que acolherá, a partir das 21h00, o concerto do Duo Miguel e Miguel.
No domingo, dia 31, as comemorações têm o seu ponto alto. Para as 09h30, está marcada a largada de pombos no largo da Igreja Paroquial e, meia hora depois, realizar-se-á o hastear da bandeira na Junta de Freguesia de Anta. Às 11h00, começa uma missa solene, à qual se seguirá uma romagem ao cemitério. Por volta das 12h30, terá início a sessão solene onde serão homenageadas as seguintes personalidades e colectividades da vila:
  • Rosa Couto, directora da Cerciespinho;
  • Mário Lucas, fundador e até há pouco tempo chefe do Agrupamento de Escuteiros de Anta;
  • Equipa de esgrima da Novasemente que foi campeã de cadetes;
  • Senhor António da Farmácia, como é tão bem conhecido o funcionário da farmácia local;
  • Lino Rodrigues, do Centro Comunitário do Bairro da Ponte de Anta;
  • José Rodrigues, nadador do SCE que foi campeão regional.

segunda-feira, 25 de Maio de 2009

Recusa de Aguiar surpreende PSD

De acordo com a edição de hoje do JN, vários elementos da Comissão Política Concelhia do PSD de Espinho mostraram-se muito surpresos com as notícias de que José Guilherme Aguiar pondera candidatar-se à Câmara Municipal de Matosinhos, após terem sido informados de que o vereador do município de Vila Nova de Gaia já tinha aceite o convite para concorrer à liderança da autarquia espinhense.
Em declarações ao JN, José Guilherme Aguiar afirmou nunca ter aceite tal convite, tendo-o recusando desde o primeiro momento.
Para ler a reportagem completa, clique aqui.

"Anta é agora uma terra muito melhor"

Aproveitando o facto de as comemorações do 16º aniversário de elevação de Anta a vila começarem no sábado, o Jornal de Espinho esteve à conversa com Napoleão Guerra. O autarca afirmou, sem dúvidas, que Anta se desenvolveu muito ao longo dos oito anos em que está no poder e que agora é uma terra melhor.

No passado sábado, tiveram início as comemorações do 16º aniversário da elevação de Anta a vila. Durante uma semana, a freguesia estará em festa e os habitantes terão a oportunidade de desfrutar de muitas actividades desportivas e culturais, aliás como é já um hábito desde que Napoleão Guerra e a sua equipa decidiram, há cerca de oito anos, instituir o Dia da Vila.
Na altura, tal como recordou o presidente da Junta de Freguesia, um dos objectivos por detrás dessa ideia foi dar “a maior dignidade às comemorações, divulgando e prestigiando a imagem de Anta”. Além disso, as comemorações pretendiam, segundo o autarca, “incentivar o orgulho de ser antense”, não só para os naturais da vila, como também para aqueles que a escolheram para viver, e “fazer uma homenagem a todos os que mais se têm distinguido em prol do desenvolvimento da freguesia”.
Para este ano, a Junta de Freguesia preparou um “programa muito digno e recheado”, na opinião de Napoleão Guerra. Tal como já é tradicional, a Igreja Matriz da vila recebe, já amanhã, um concerto coral e instrumental, protagonizado pelo Coro da Sé Catedral do Porto. Os torneios de natação, ténis de mesa e de futebol não são novidade, mas prometem ser um atractivo para os amantes do desporto. Na sexta-feira, a cultura estará em destaque com a apresentação do livro do escritor antense José Alberto Sá, intitulado “Fonte da Mentira”, no salão da autarquia. O dia seguinte vai ser dedicado à população que, durante a tarde, poderá comer uma sandes de porco no espeto e à noite dançar ao ritmo da música do Duo Miguel e Miguel.
O momento mais importante de toda a semana acontecerá no domingo, dia 31, com a realização da missa e da sessão solene. É, durante esta cerimónia, que a Junta de Freguesia vai homenagear seis personalidades ou colectividades antenses que se distinguiram nas mais diversas áreas. Ao Jornal de Espinho, Napoleão Guerra deu em primeira-mão o nome dos seis homenageados deste ano.
Pelo trabalho que têm desenvolvido, a autarca decidiu prestar homenagem a Rosa Couto, directora da Cerciespinho; a Mário Lucas, fundador e até há pouco tempo chefe do Agrupamento de Escuteiros de Anta; à equipa de esgrima da Novasemente que foi campeã de cadetes; ao popular senhor António da Farmácia, como é tão bem conhecido o funcionário da farmácia local; a Lino Rodrigues, do Centro Comunitário do Bairro da Ponte de Anta, e a José Rodrigues, nadador do SCE que foi campeão regional.

Aposta numa política de proximidade
Napoleão Guerra faz um balanço muito positivo dos oito anos que já passaram desde que assumiu a liderança da Junta de Freguesia de Anta. O autarca não teve dúvidas ao afirmar ao JE que o trabalho desenvolvido está à vista de todos e que, desde que ele e a sua equipa entraram para o executivo, “Anta está muito melhor agora, progrediu, desenvolveu-se e tornou-se mais conhecida”. Com orgulho e sem papas na língua, repetiu: “Anta é agora uma terra muito melhor”.
O presidente da Junta de Freguesia recordou, de uma vasta lista de obras executadas ao longo destes oito anos, algumas mais importantes para o crescimento da vila. Logo no início do seu primeiro mandato, a autarquia acabou as obras do novo cemitério que se prolongavam há mais de 10 anos e cumpriu uma promessa eleitoral, instalando uma caixa multibanco bem no centro da freguesia. A melhoria da rede viária de Anta foi uma luta constante e muito trabalho foi feito nesse campo. Como lembrou Napoleão Guerra, foram feitas novas estradas, como aquela que liga o Carvalhal à Guimbra; máquinas foram adquiridas e muitos quilómetros foram asfaltados. A iluminação pública foi alvo de trabalhos de melhoramentos. Exemplo disso é a Rua da Portela e o próprio largo do Souto, junto ao edifício da autarquia. O embelezamento dos locais públicos da vila foi outra das preocupações da equipa autárquica e, devido a isso, a rotunda de Esmojães recebeu “um bonito espigueiro”, as fontes do Pereiro e de Cassufas e o Largo Fernando Padeiro sofreram obras de requalificação e melhoramentos.
Mas não foi a nível físico que a Junta de Freguesia se empenhou. Segundo o autarca antense, o executivo apostou “numa política de proximidade e de solidariedade”, sendo que cada cidadão tem direito a um atendimento personalizado e que, por vezes, até foge das competências da própria autarquia. Devido à sua natureza solidária, Napoleão Guerra procura resolver os problemas da população junto da Câmara Municipal ou da Segurança Social. Também no Natal, e consciente da crise económica, o executivo ofereceu cabazes às famílias mais necessitadas. Os passeios para os idosos foram outra das novidades implementadas há oito anos, importantes, segundo o autarca, para cuidar do espírito daqueles que acabam por ficar mais solitários naquela idade.

Falta relvado sintético
Outra das obras importantes para a vila é o Pavilhão de Cassufas que será inaugurado brevemente. Para Napoleão Guerra, e apesar de não ser da responsabilidade da Junta de Freguesia, mas sim da Câmara Municipal, a infra-estrutura “vai servir para espalhar o nome e a imagem de Anta, atraindo muitas pessoas de fora”, sendo um local onde as colectividades antenses terão prioridade. Agora, para completar o Complexo Desportivo de Cassufas, o chefe do executivo gostaria que o município o contemplasse com um relvado sintético. “Temos um excelente complexo, mas falta colocar-lhe o piso sintético que será a cereja no topo do bolo. Quem faz um pavilhão de um milhão e 360 mil euros, não vai deixar de fazer um relvado de 300 mil. Não tenho a mínima dúvida de que a câmara o vai fazer”, afirmou ao JE.
Neste momento, Napoleão Guerra é um homem satisfeito com a obra realizada pela Junta de Freguesia: “tenho consciência absoluta de que nós fizemos em dois mandatos muito mais do que se fez em três ou quatro, mesmo tendo que fazer muita ginástica orçamental”.
Por último, o autarca não quis deixar “uma palavra de grande saudade, de grande estima por um grande vulto, um amigo e camarada socialista que era o Carlos Gaio”. O antense também não se esqueceu do seu amigo João Félix, que faleceu recentemente. “Fomos adversários políticos mas nunca deixamos de ser amigos”, afirmou.

Futuro político por decidir
A poucos meses das eleições, Napoleão Guerra ainda não tomou nenhuma decisão acerca do seu futuro político. “São oito anos de trabalho intenso, de devoção total à Junta de Freguesia e à população de Anta, portanto, tenho que pensar muito seriamente no meu futuro político e pessoal”. Questionado sobre a eventual possibilidade de ocupar um cargo de vereação na Câmara Municipal, o autarca respondeu que “mentiria se dissesse que não gostaria”.
Napoleão Guerra garantiu que gosta de servir a sua terra e tem a plena noção de que cumpriu “além do dever” e que se entregou de “alma e coração às tarefas da junta”. No entanto, afirmou, de imediato, que ainda tem muito que pensar sobre a eventual candidatura ao município ou a recandidatura à Junta de Anta.

Lília Marques

Professora da Sá Couto suspensa

Uma professora de História da Escola EB 2/3 Sá Couto foi suspensa preventivamente após ter sido tornado público o teor sexual de algumas conversas que decorriam durante as suas aulas. A docente foi “desmascarada” através de uma gravação feita por uma das alunas e onde a professora fala de virgindade e da vida sexual dos adolescentes.

Nos últimos dois dias, Espinho anda na boca do povo, como diz o ditado popular, mas pelos piores motivos. Tudo devido à suspensão preventiva de uma professora de História da Escola EB 2/3 Sá Couto após esta ter, alegadamente, mantido conversas de cariz sexual, utilizando palavras obscenas, nas aulas de uma turma de 7º ano.
Tudo foi tornado público através de uma gravação “clandestina” feita por uma aluna da turma que quis provar a todos o que se vinha passando ao longo do ano. Ao que o Jornal de Espinho conseguiu apurar, os alunos vinham mantendo o teor das aulas, em que a professora os inquiria sobre a sua vida sexual e falava sobre a sua própria experiência com o marido, em segredo.
No entanto, tudo mudou quando a turma participou numa viagem de estudo a Salamanca realizada entre 30 de Abril e 1 de Maio. Segundo dois pais que não quiseram ser identificados, a sua filha deu como certa a presença na visita de estudo mas depois não teve autorização para ir. Ao saber, a professora em questão terá dito à menina que ela iria “pagar a bem ou a mal”. Sabendo destas palavras, a mãe da aluna foi pedir explicações à docente e comunicou o incidente à directora de turma. A partir desse momento, e devido à pressão da professora, a adolescente acabou por contar as conversas menos apropriadas aos pais.
Também Emília Marques, cujo filho participou na viagem a Espanha, percebeu que algo não estava bem quando o seu menino lhe disse que a visita não tinha corrido às mil maravilhas. Intrigada, começou a conversar com o seu educando até ele também confessar o teor das aulas de História, que pouco de história tinham.

Gravação desmascarou docente
As queixas dos encarregados de educação não demoraram a fazer-se sentir junto do Conselho Executivo da Sá Couto e a chegar aos ouvidos da professora, que confrontou os alunos de 12,13 anos na aula seguinte, que coincidiu com a gravação feita por uma aluna.
Durante cerca de uma hora, a docente questionou os adolescentes sobre a virgindade: “já agora, podem contar-me quando é que perderam a virgindade, que é para os vossos pais também ficarem a saber tudo". Quando uma das alunas disse ser virgem, a professora contraria-a, afirmando que iria ter uma conversa com ela e que lhe mostrava as provas. Nem as mudanças biológicas próprias da adolescência escaparam. Aos rapazes, disse que eles “sonham com experiências sexuais e desde cedo”. E continuou: “Já vos expliquei que vocês se levantam com as cuecas molhadas. Já aconteceu a toda a gente. E não estou a dizer nada de errado; se os vossos pais ainda não vos disseram nada é porque não sabem educar".
De acordo com a gravação tornada pública, a docente continuou com as palavras obscenas e com os comentários depreciativos, desta vez, visando os pais dos alunos. Questionando uma aluna sobre o grau de escolaridade da mãe, que respondeu ter o 12º ano, a professora respondeu: “a tua mãe estudou 12 anos, eu andei doze anos na escola, mais quatro na faculdade, dois no estágio, dois numa pós-graduação e um numa especialização, por isso, quando ela se dirigir a mim tem de dizer ‘senhora doutora’".
Durante a gravação, é perceptível que, quando alguns alunos tentam reagir à atitude de arrogância da adulta presente na sala, a professora passa às ameaças, intimidando os alunos com as notas. “"Quem faz os testes sou eu. Quem corrige os testes sou eu. Tu nem sabes no que te meteste. Sabes porquê? Porque é comigo que vais ter de te ver", afirmou, exaltada.

Alunos não apontam defeitos
Munidas da gravação, duas mães voltaram ao Conselho Executivo há cerca de 15 dias e confrontaram a sua presidente e a professora que, depois de a ouvir, disse que ia pedir desculpa às alunas que insinuou não serem virgens. No entanto, segundo as encarregadas de educação, tal não aconteceu. Num encontro fora das instalações escolares, mas com a autorização do conselho executivo, a docente ameaçou que, se a história fosse para a frente, punha um processo contra os pais para poder “comprar um jipe novo”.
Depois desse encontro, as duas mães apresentaram uma queixa-crime na PSP contra a professora por calúnia, injúria e ameaças. Entretanto, o Conselho Executivo da Escola EB 2,3 Sá Couto decidiu instaurar um processo disciplinar, com efeitos suspensivo, à docente. Noémia Brogueira afirmou ao JE que “está a decorrer uma investigação interna e que, até todos os factos estarem averiguados, não haverá esclarecimentos”.
Também a Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) está ao corrente dos factos e confirmou a suspensão da professora. A própria ministra da Educação já comentou o caso, afirmando, em declarações à Agencia Lusa, que o comportamento da professora “não é corrente, nem normal, nem de regra”.
Já o presidente da Associação de Pais do estabelecimento de ensino, José Carvalhinho, em declarações à Antena 1, saudou a suspensão da professora, uma atitude que, na sua opinião, “foi tomada no sentido de tranquilizar os pais e encarregados de educação da escola”. Para José Carvalhinho, quer o Conselho Executivo quer a DREN tiveram uma actuação que nada tem a apontar e, por isso, as duas entidades terão o apoio da associação de pais. Além disso, o dirigente associativo explicou que a associação de pais não foi informada nem abordada pelos pais que denunciaram o caso e lembrou para que ninguém tome a parte pelo todo, já que se tratou de um caso isolado.
No seio da comunidade escolar, a professora de História era bem vista. De acordo com alguns alunos a quem dava aulas, a docente preocupava-se com os seus problemas pessoais, apoiando-os e ajudando-os sempre que necessário, sem deixar de dar a matéria prevista. Esses garantiram também que, nas suas aulas, nunca se falou em sexo. Em declarações à Agencia Lusa, alguns desses alunos apelidaram até a docente como “a professora mais espectacular da escola”.

“A verdade virá ao de cima”
Em declarações ao Jornal de Notícias, a professora em questão afirmou que “a verdade virá ao de cima e que à escola caberá apurar a verdade”. A docente disse ainda não prestar mais declarações enquanto o processo estiver a decorrer.

JE | Edição nº 215 | 20 de Maio de 2009

domingo, 24 de Maio de 2009

Gravação completa disponibilizada pelo CM

quarta-feira, 20 de Maio de 2009

Pais continuam acreditar na escola

terça-feira, 19 de Maio de 2009

Professora suspensa na Sá Couto - Parte II

segunda-feira, 18 de Maio de 2009

Professora suspensa na Sá Couto - Parte I

quarta-feira, 13 de Maio de 2009

Opinião: Espinho perdeu o comboio

Longe vão os tempos em que todos os caminhos davam a Espinho. Não só em dias de feira - que continua a ser, ainda hoje, o evento que atrai à cidade o maior número de forasteiros - mas, sobre tudo aos fins-de-semana. Espinho atraía muita gente à cidade. Chegavam como em bandos de pardais, vindos de todas as terras vizinhas, como por exemplo: Sandim, Sanguedo, Canedo, Fiães, Lourosa, Argoncilhe, Rio Meão, S. João de Ver, Mozelos, Paços de Brandão, Oleiros, Nogueira da Regedoura e, e de muitas outras localidades. Então, dava gosto sentir a cidade viver numa roda-viva de gente, de comércio e de entreteni­mento. Os meios de transporte eram os mais básicos, chegavam a pé, de bicicleta, de motorizada, ou de comboio mas, mesmo assim, as pessoas vinham, sentiam-se bem, porque a cidade e os espinhenses sabiam receber. Actualmente já não é mais assim e é uma pena. Não é mais assim porque Espinho perdeu o comboio. Não é preciso ir a Coimbra - nem tantas vezes ao Brasil - para se constatar que Espinho perdeu o comboio. Não se trata do actual que passa pelas «entranhas» de uma pequena parte da cidade… pequena mas, pelos vistos, o suficiente para trazer aos munícipes espinhenses uma enorme dor de cabeça, pela discórdia que veio suscitar entre eles mas, sim, de um outro: O comboio do êxito, do progresso, do desenvolvimento, do futuro e da melhor qualidade de vida dos seus concidadãos. Mas já não é de hoje - nem de ontem - que Espinho tem vindo sucessivamente a ficar apeado… ou seja: «a ver os comboios a passar»! Então na última década do século XX, e já nesta em pleno século XXI, é mais visível essa apetência que Espinho tem para «ficar em terra», como que à espera que as coisas lhe caiam do céu por obra e graça de uma divindade qualquer. Infelizmente a era dos milagres já lá vai e quem fica em terra tarde ou nunca chega a algum lado. Cau­sas?!... Não sei!... Talvez por opções provincianas? Visão tacanha? Incompetência genética? Défice de neurónios activos? É muito provável que possa ter sido derivado a tudo isso junto… a não ser - digo eu – que os responsáveis espinhenses privilegiem o “fazer mal” e o “receber pior” como, por exemplo, o estaciona­mento pago! Onde já se viu implantar na cidade este sistema pago numa altura de crise profunda, afastando as pessoas da cidades, quando se devia era inventar tudo e mais alguma coisa para as atrair o mais possível? Assim vamos de mal a pior! Já perdemos o comboio e choca-me imenso que fiquemos à espera da desertificação total.

Henrique Sá Couto

terça-feira, 12 de Maio de 2009

Regimento de Engenharia fez 33 anos

Autarca de Cabeceiras de Basto entregou Medalha de Mérito Público ao comandante do RE3

No dia 4 de Maio, o Regimento de Engenharia Nº3, situado em Paramos, comemorou o seu 33º aniversário. Como prenda, a unidade militar recebeu, por parte da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, a medalha de mérito público pelo trabalho desenvolvido na zona da Serra da Cabreira.

A atribuição da medalha de mérito público ao Regimento de Engenharia Nº3 por parte da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto foi o ponto alto das comemorações dos 33 anos da unidade militar que decorreram no passado dia 4. Segundo Joaquim Barreto, presidente do município do interior norte, a condecoração foi uma forma de agradecer ao regimento situado em Paramos os serviços que tem prestado ao país e, nomeadamente, aos habitantes do seu concelho. “O RE3 tem aberto caminhos e estradas municipais que beneficiam as populações mais isoladas nas zonas florestais na Serra da Cabreira e fez a pista de aeronave que, além de infra-estrutura importante para o combate aos incêndios na serra, vai permitir actividades desportivas como as corridas de cavalos jockey”, explicou ao Jornal de Espinho o autarca. Por isso mesmo, Joaquim Barreto afirmou que o município de Cabeceiras de Basto está reconhecido e grato ao Regimento de Engenharia “não só pelo trabalho que estão a fazer, mas também, pela dedicação, colaboração, respeito e promoção do desenvolvimento do país, nomeadamente em zonas mais desfavorecidas no interior”.

Empenho no cumprimento das missões
As cerimónias do 33º aniversário do RE3 começaram logo pela manhã com a recepção dos convidados militares e civis. Manuel Rocha, em representação da Câmara Municipal de Espinho, Graça Guedes, presidente da Assembleia Municipal, Napoleão Guerra, presidente da Junta de Freguesia de Anta e representantes das autarquias de Silvalde, de Guetim e de Paramos foram algumas das individualidades espinhenses presentes. A cerimónia contou também com a presença do General Pina Monteiro, Comandante Operacional do Exército, e do General Martins Ferreira, Comandante da Brigada de Intervenção.
Depois da guarda de honra, seguiu-se a cerimónia militar, onde discursou o Comandante do Regimento de Engenharia Nº3, Coronel Hermínio Teodoro Maio. O responsável pela unidade começou por afirmar que a presença do Comandante Operacional do Exército teve um significado especial por ser “um testemunho de confiança” nas capacidades dos militares do RE3 e também de “forte estímulo” à vontade que têm de fazer o melhor pelo exército e por Portugal. Às entidades civis presentes, Hermínio Teodoro Maio não deixou de dizer que continuam empenhados no cumprimento da sua missão, “no apoio à melhoria das condições de vida das populações, abrindo caminhos para o desenvolvimento económico, apoiando instituições, respondendo em situações de emergência ou contribuindo simplesmente com o conforto e a segurança” da sua presença.
O Comandante do RE3 continuou, lembrando o início do regimento em 1976 e afirmando que é o “fiel depositário das tradições e património histórico do Batalhão de Engenharia 3”, do qual herdou a divisa “Não menos no engenho que na espada”. De 2008, Hermínio Teodoro Maio lembrou o desafio de “mobilização, aprontamento, projecção e cumprimento da missão das Unidades de Engenharia 3 e 4, como forças nacionais destacadas no Líbano”. “O cumprimento destas missões proporcionou condições para o desenvolvimento das nossas capacidades de actuação em ambiente multinacional, em missões e teatros de operações exigentes. Melhorámos os nossos níveis de informação e de conhecimento, podendo afirmar-se que os militares que hoje aqui servem são mais capazes, porque mais experientes e auto-confiantes”, afirmou.

Partida para o Líbano em Novembro
Para 2009, o regimento tem as missões de mobilizar e aprontar uma Companhia de Engenharia para o Battle Group da União Europeia e de integrar a Unidade de Engenharia 7 para a Força da Nações Unidas no Líbano, que tem partida prevista para finais de Novembro. Para os desafios que irão encontrar no Líbano, os militares do RE3 têm desenvolvido treinos através dos Destacamentos de Engenharia de Cabeceiras de Basto e do Sabugal, onde, “desenvolvem uma acção de grande significado para as populações dos dois concelhos”.
No final das cerimónias, decorreu ainda uma visita ao regimento, incluindo às instalações remodeladas do edifício de comando e à caserna feminina. Os festejos terminaram com um almoço de confraternização.

segunda-feira, 11 de Maio de 2009

Dia do Bombeiro celebrado em Espinho

Gomes da Costa (à esquerda) apresentou o programa do Dia do Bombeiro Português

Nos próximos dias 30 e 31 de Maio, espinho vai ser a capital de todos os soldados da paz do país. A cidade vai ser palco das comemorações do Dia do Bombeiro Português 2009. o anuncio foi feito na passada quinta-feira por Gomes da Costa, ex-comandante dos BVE e actual vice-presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses.

A cidade de Espinho foi escolhida para o local das comemorações do Dia do Bombeiro Português 2009, que vão decorrer nos próximos dias 30 e 31 deste mês. O anúncio foi feito na passada quinta-feira nos Bombeiros Voluntários de Espinho por Gomes da Costa, ex-comandante da corporação e actual vice-presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP). A instituição, que terá a colaboração da Federação dos Bombeiros do Distrito de Aveiro, preparou diversas actividades para os dois dias, em que as cerimónias oficiais não faltarão.
A festa começa no dia 30 logo pela manhã. O Estádio Comendador Manuel Violas vai acolher a final da Taça da Liga dos Bombeiros 2009 e o jogo de apuramento do terceiro e quarto classificados. Já da parte de tarde, por volta das 15h00, terá lugar, no Largo da câmara Municipal, o acendimento da pira, feito por um pára-quedista que aterrará junto ao Centro Multimeios e que trará consigo o facho para acender a pira e a bandeira da Federação dos Bombeiros da Região Autónoma da Madeira. Uma hora depois, o Multimeios será o palco da entrega do Prémio Bombeiro de Mérito de 2008. Terminada a cerimónia, seguir-se-á uma animação patrocinada pela Câmara Municipal de Espinho.
Já no dia 31, domingo, terão lugar as cerimónias mais solenes. Às 10h00, realizar-se-á uma recepção na autarquia, com o hastear das bandeiras e a sessão solene de boas vindas. Para o meio-dia, está programada uma missa na Igreja Matriz da cidade. Às 15h30, começará a formatura geral com a concentração de bombeiros na Rua 19 e de viaturas na Avenida 24, recepção à Alta Entidade, passagem em revista às forças em parada e intervenções da Alta Entidade e do presidente do Conselho executivo da LBP. Para as 17h00, está previsto um desfile apeado e motorizado dos bombeiros e viaturas das associações e corpos de bombeiros do distrito de Aveiro, que decorrerá na Avenida 24.

Acabaram as desculpas para infractores

Chefe Henriques e Comissário Cristina Marques

Durante o mês de Abril, os agentes da PSP responsáveis pela fiscalização dos parcómetros registaram uma média de 25 infracções por dia. Os dados são da própria Polícia de Segurança Pública. Também sobre os parcómetros, Rui Torres, presidente da Junta de Freguesia de Espinho, defende que a má colocação das máquinas de estacionamento junto à autarquia induz as pessoas em erro.

Os parcómetros no centro da cidade entraram em funcionamento há quase dois meses e há muito que o período de experiência dada pela empresa concessionária, Estacionamento à Superfície e Subterrâneo de Espinho (ESSE), terminou. Agora, as infracções não são perdoadas e quem decidir não pagar o estacionamento, arrisca-se a ter uma multa quando voltar para o automóvel.
Essa fiscalização e respectiva autuação, se necessária, estão a cargo de agentes da PSP local, que fazem esse serviço remunerado pela ESSE nas suas horas de folga e em regime de voluntariado. De acordo com o Comissário Cristina Marques, comandante da Divisão Policial de Espinho, o procedimento é muito simples: “se for detectada infracção, é levantada o auto pelos nossos agentes”.
Os elementos da Polícia de Segurança Pública são os únicos que podem efectivamente multar os infractores, enquanto que os funcionários da ESSE apenas têm o “poder” de alertar os cidadãos para situações de não cumprimento. Neste momento, e segundo explicou o Comissário Cristina Marques, têm acontecido duas situações na fiscalização: ou o agente policial funciona em colaboração com o funcionário da concessionária, situação mais habitual, ou então faz a fiscalização sozinho.
Segundo o Chefe Carlos Henriques, da Esquadra de Trânsito, o valor da coima aplicada num caso de infracção são 30 euros, tal como está previsto no Código da Estrada. No entanto, como explicou ao JE, não é só o facto de estar estacionado num parque pago sem ter efectivamente feito esse pagamento que leva à coima. Ocupar mais que um lugar pode ser motivo para estar em infracção.

“Máquinas estão todas a menos de 50 metros”
Na edição nº 207, publicada a 28 de Janeiro de 2009, o Jornal de Espinho denunciou alguns dos erros e contradições que se destacaram aquando da marcação dos lugares de estacionamento e da instalação dos parcómetros.
Um desses exemplos é o facto de os lugares de estacionamento estarem situados mesmo junto às passadeiras e, em algumas situações, pintados em cima delas. De acordo com o Comissário Cristina Marques, alguns desses casos foram já reportados pela PSP à empresa concessionária, até que os condutores podem ser induzidos em erro. Como explicou o Chefe Henriques, o automóvel não fica estacionado a uma distância superior a cinco metros da passadeira, tal como prevê o Código da Estrada, e as pessoas podem, eventualmente, ser autuadas. É obvio que, se os condutores estiveram a pagar o estacionamento, não devem ser multadas e os agentes que fazem a fiscalização devem ter isso em conta. “Se a pessoa tem ali o lugar para estacionar e, se está marcado, não deverá ser multado”, afirmou o Comissário Cristina Marques.
Na eventualidade de isso acontecer, o comandante da PSP aconselha as pessoas a reclamar, mas recorda que a distância de cinco metros em relação à passadeira só deve sempre cumprida no sentido da marcha, ou seja, antes das marcações devido à visibilidade para os peões. Segundo o que explicou ao JE, a distância já não precisa de ser respeitada após a passadeira e os lugares de estacionamento podem estar mesmo pintados logo a seguir.
Outra das situações de que o JE recebeu algumas queixas por parte dos populares foi o facto de as máquinas não estarem a 50 metros umas das outras, tal como manda o Código da Estrada. No entanto, isso foi refutado pelo responsável pela Esquadra de Trânsito da PSP de Espinho. “As máquinas estão todas a menos de 50 metros umas das outras, não há dúvidas nenhumas”, garantiu o Chefe Henriques. E acrescentou: “Podem não estar todas na mesma rua, mas o estacionamento não é específico por ruas nem por zonas. Também as máquinas, se não estiverem numa rua, estão na outra, mas estão como a lei manda, a menos de 50 metros umas das outras”.
A questão das ciclovias na Rua 23 foi também esclarecida: “o estacionamento é permitido agora porque a Câmara Municipal está à espera de uma deliberação para que o espaço se torne só ciclovia”. Por isso mesmo, explicou o Chefe Henriques, “a própria autarquia não autorizou o estacionamento pago em cima da ciclovia no lado esquerdo da Rua 23”. É essa a indicação que a PSP tem quanto àquela situação em concreto.

PSP tornou-se mais rigorosa
Desde a entrada em funcionamento dos parcómetros, chegam relatos ao JE de que a PSP está a ter uma actuação que não agrada nada à população. Por exemplo, um visitante queixou-se de ter sido multado em plena rua 13, zona de parque pago, mas por ter estacionado num local onde não havia marcações de estacionamento, situado entre a entrada para uma garagem e uma passadeira e consequente cruzamento.
De acordo com o Comissário Cristina Marques, a Polícia de Segurança Pública tornou-se mais rigorosa. “Até agora, os agentes iam fechando os olhos porque as pessoas não tinham estacionamento. Neste momento, se as pessoas têm estacionamento, independentemente de ser pago ou não, não podemos permitir nenhuma infracção”, garantiu ao JE. Deixou de haver desculpas para os carros estacionados em cima do passeio, a menos de cinco metros de uma passadeira e/ou cruzamento ou em segunda fila. “Estamos a ser mais rigorosos com tudo aquilo que ponha em risco a segurança dos peões”, explicou.
Quanto ao exemplo referido anteriormente, o comandante da Divisão Policial afirmou que o próprio agente julga as situações com bom senso: “se reparar que o parque está vazio e que há um carro ali porque está fora do parqueamento, é o bom senso que impera”. “Porque há-de estar fora do parque e estar a ser um perigo? Se não quer pagar, que procure noutro lado”, concluiu.

Parcómetros induzem em erro
Relativamente ao estacionamento pago na Rua 23, Rui Torres, presidente da Junta de Freguesia de Espinho, considera muito estranho a actuação por parte da ESSE. O autarca explicou que do lado esquerdo da artéria é proibido estacionar por ser uma ciclovia, proibição que é reforçada em frente ao edifício da edilidade para que haja lugar para cargas e descargas. No entanto, a empresa concessionária colocou as máquinas de pagamento do lado esquerdo.
Segundo Rui Torres, “as pessoas que estacionam do lado direito têm que atravessar a rua para retirar o ticket e muitas vezes não vêm a máquina; já as pessoas que estacionam do lado esquerdo são induzidas em erro e pagam num local onde o parque não é pago”. Aliás, o autarca estranha que os únicos parcómetros que se situam do lado esquerdo em plena Rua 23 sejam junto ao edifício da autarquia. “É estranho e lamento porque induz as pessoas em erro”, afirmou ao JE.
Tentamos contactar a ESSE para o esclarecimento desta e de outras questões, mas tal não foi possível até ao fecho desta edição, que nos informou não haver disponibilidade em tempo útil para responder.

quinta-feira, 7 de Maio de 2009

JE | Edição n.º 214 | 6 de Maio de 2009