terça-feira, 30 de Junho de 2009

Opinião Dia da Cidade: Armando S. Silva

O magno problema dos parquímetros…
Uma das grandes dificuldades da mudança é o facto de ela quase nunca ser percepcionada como um avanço ou como uma vantagem por aqueles a quem se dirige. Instalados nas nossas rotinas construídas ao longo de anos, resistimos, sempre que podemos, a qualquer tentativa de alteração ou de perturbação dos nossos «modus operandi», da nossa «vidinha». Vem isto a propósito da celeuma (injustificada) que se instalou em Espinho quando a Câmara Municipal (e muito bem) decidiu instalar parquímetros em grande parte da cidade. Como de costume, para o indígena, o Poder nada faz e, quando faz, faz, evidentemente, tudo mal feito: É mais ou menos a história do menino do burro e do velho…Hoje, todos lucram com o estacionamento pago e os comerciantes são até os que mais beneficiam com isso pois assim, as pessoas que querem verdadeiramente comprar, arranjam facilmente onde estacionar os seus carros, situação essa que não existia antes. Antes, centenas de automóveis ocupavam o espaço público o dia todo, enquanto muitos dos seus donos iam trabalhar para Vila Nova de Gaia e Porto, entre outros locais, dificultando o estacionamento na cidade. E não me venham com a ideia feita de que são necessários parques, subterrâneos ou não. Claro que se podem construir e são até bem-vindos, mas essa é uma falsa questão. Basta ver o que se passa nos parques próximos das praias: sobram lugares muitas vezes mas, em contrapartida, os carros estão em cima de passeios ou em transgressão, às dezenas. Por mais parques que se construam, haverá sempre este velho atavismo nosso, esta nossa forma idiossincrática muito peculiar de, por não querer desembolsar umas moedas, por nos dar algum prazer o pequeno delito ou até porque dá muito trabalho, aparcar num local pago, deixando o nosso trambolho de mais de 6 metros cúbicos num sítio qualquer o dia todo e de qualquer maneira. Quanto ao preço do aparcamento é outra falsa questão que me dispenso aqui de explicar por falta de espaço. Parece-me suficientemente dissuasor. Sou plenamente a favor do aparcamento pago. Entendo que ninguém tem o direito de colocar um automóvel na via pública, como quer e quando quer, e pelo tempo que lhe apetecer. É obsceno. O nosso carrinho já não pode continuar a ser a extensão do «Eu», uma espécie de prolongamento da nossa personalidade. O nosso «popó» é apenas um electrodoméstico muito grande que ocupa muito espaço e que o temos de pagar. O único senão que encontro no sistema é o facto de o estacionamento pago prever apenas uma hora. Ora, isso provoca alguma ansiedade em quem estaciona por exemplo, para ir às compras ou até para ir a uma consulta para citar apenas duas situações típicas. Este episódio mostra mais uma vez que a chamada «vontade popular» que provém do conhecimento de senso-comum e não da análise objectiva, distanciada, fria e científica das coisas e das situações, representa (muitas vezes) um obstáculo ao desenvolvimento. Quanto a Espinho é um das cidades mais belas de Portugal e sofre de alguns dos problemas que as outras também têm. E viva Espinho.

Opinião Dia da Cidade: Filipe Barbot

Espinho, que Futuro?

Na sequência das comemorações do Dia da Cidade, não vejo momento mais oportuno para ser feito um balanço sobre o rumo que o nosso Concelho tem tomado nos últimos tempos.
Espinho, outrora Rainha da Costa Verde, e com um passado que nos orgulha, cedo (a partir das últimas décadas do séc. XIX) se impôs no mapa nacional das zonas balneares procuradas, como um dos destinos turísticos de excelência, fruto das condições que oferecia a quem cá viesse.
Não sou desse tempo – tempo das tertúlias, com Manuel Laranjeira, Amadeu Sousa Cardoso e outros…; tempo do Picadeiro, que proporcionava excelentes condições para as pessoas passearem e fazerem do local um centro de convívio...; tempo do Cinema S. Pedro, excelente sala de espectáculos onde eram propiciados óptimos eventos culturais às gentes da terra...
Na minha infância, no entanto, Espinho era uma cidade onde as crianças e os jovens gostavam de viver e de usufruir de uma época balnear especial… Quem não se lembra do Passeio da Avenida com os seus bares, da Spinus, do Caffe del Mar, etc? Íamos e vínhamos, de casa para a avenida e da avenida para casa, a qualquer hora da noite, encontrando sempre gente conhecida, numa ou noutra esquina. Como era bom e agradável viver em Espinho, aos olhos da juventude, que tal como eu, se sentia sempre em casa!...
Hoje em dia, para tristeza minha e de muitos e muitos mais, com quem contacto diariamente, tudo mudou… Há quem diga que a cidade parou, não evoluiu… De forma sincera e convicta, penso que evoluiu num sentido diferente, em alguns aspectos, e, sem dúvida alguma, regrediu noutros…
Actualmente, Espinho podia e merecia estar melhor… Se olharmos para os concelhos limítrofes, não precisando de fazer comparações com destinos longínquos, verificamos que, quer Vila Nova de Gaia, quer Santa Maria da Feira nos ultrapassaram significativamente, nos últimos anos, sobretudo em termos de oferta cultural.
Assim, Santa Maria da Feira, desde os eventos que ocorrem no Europarque até à famosa Feira Medieval, leva, cada ano, às terras da Feira, milhares e milhares de pessoas. Os nossos vizinhos a norte, para além de todo o tipo de ofertas que possibilitam aos seus munícipes, têm uma frente de praia com 15 km de excelência – agradável, limpa e com bons acessos. Diria que, aos olhos do povo, se sente ter havido um plano estudado para tudo ser como é.
Espinho, nos dias que correm, é uma cidade pouco limpa, com falta de iluminação em algumas artérias da cidade, com uma noite morta, sem ofertas culturais de excelência, o que leva a que, cada vez mais, os seus habitantes procurem os concelhos que referi, para usufruírem de todas essas ofertas e, o que é mais grave, para residirem, fugindo assim aos exorbitantes preços das habitações praticados neste concelho. Já a maioria dos que cá acabam por ficar fazem dela, única e exclusivamente um dormitório do Porto.
Além disso, Espinho cada vez mais se torna uma cidade menos segura. Dir-me-ão que tal se verifica na generalidade do país, uma vez que o índice de criminalidade tem aumentado em todo o lado, fruto da elevada taxa de desemprego, o que leva as pessoas ao desespero. Subscrevo esta ideia, o que me preocupa profundamente, uma vez que Espinho, em matéria de desemprego se situa nos lugares cimeiros, no que toca aos concelhos do distrito de Aveiro.
Por todos estes motivos e muitos mais, que poderia enumerar, sinto que Espinho está a tornar-se uma cidade velha e pouco ou nada atractiva. Cada vez mais os jovens que cá nasceram são obrigados a sair da cidade.
Não posso referir, evidentemente, que tudo foi mau. Mas o factor mais preocupante, que se “sente” na edilidade, (veja-se o que os especialistas dizem do Plano Director Municipal) é a falta de perspectiva para o futuro. Para onde cresce, evolui e progride a nossa Cidade? Tenho medo de responder, não vislumbro um futuro risonho.
Assim sendo, é premente dar um novo impulso e rumo à nossa terra. Tal, já não é conseguido em quatro anos... É necessário estudar, planear e desenvolver com sustentabilidade todo o Concelho. O tempo urge…
Essa viragem tem que ser feita com sangue novo, com pessoas que tenham um projecto para um concelho de Espinho diferente… Este “projecto socialista”, já gasto e envelhecido, teve mais que tempo para ser diferente, mais precisamente dezasseis anos…
É tempo de mudar, é tempo de ressuscitar Espinho, a Rainha da Costa Verde, o que dará alento a todos e, muito especialmente, às gerações futuras.
Por tudo isto, tal vontade poderá e deverá ser expressa pelo povo Espinhense lá mais para o fim do ano…
Caso não surja a Mudança, teremos um Futuro Hipotecado…

quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Opinião Dia da Cidade: Luís Montenegro

Insustentabilidade

Um dinamismo económico incipiente.
Uma taxa de desemprego record no contexto nacional.
Um nível médio de literacia baixo.
Uma média etária elevada.
Pouco empreendedorismo.
Espaços públicos pouco atractivos e degradados.
Valências comerciais e turísticas não integradas.
Parque habitacional caro e desequilibrado.
Assimetrias territoriais.
Estas são algumas das constatações que preocupam os espinhenses.
Estas são algumas das razões pelas quais não se justifica muito festejar.
Razão pela qual a evocação do 36º aniversário da elevação de Espinho a cidade deve, antes do mais, assumir um ponto de reflexão sobre o caminho percorrido e, sobretudo, sobre os desafios mais próximos e prementes.
Um concelho da nossa dimensão não aguenta mais o casuísmo das suas políticas públicas.
Ignorar o definhamento estrutural do nosso comércio numa terra de forte pendor terciário. Pior: agravar e acelerar o seu perecimento com opções erradas e incrivelmente mal planeadas – veja-se, por exemplo, a chamada requalificação urbana.
Descuidar e menosprezar a limpeza e o asseio dos espaços públicos. Descurar, em particular, as zonas de costa.
Desperdiçar a localização geoestratégica, a facilidade de mobilidade rodoviária, ferroviária, marítima e aeroportuária.
Desaproveitar o potencial da praia e do mar, da riqueza gastronómica, do casino, do golfe, do ténis.
Enfim… Trinta e seis anos depois de passarmos de vila a cidade, estamos a perder qualidade vida. Estamos a perder competitividade para com concelhos vizinhos e similares.
Mas o mais preocupante é verificar que, se não invertermos rapidamente o rumo, no futuro faltar-nos-á sustentabilidade.
Porque se não se criam empregos não há poder de compra.
Se não há poder de compra não há comércio nem dinâmica imobiliária.
Se não há emprego nem habitação acessível, não pode haver fixação de pessoas.
E se ainda por cima se subestimar o investimento na educação e actividades complementares as famílias “fogem” para locais de mais e melhor oferta.
E se não há pessoas nem empresas não há receitas fiscais e municipais.
E se não há dinheiro oriundo do trabalho, a pobreza alimenta-se de subsidiodependência. E os recursos públicos gastam-se sem promoção de investimento.
Enfim… Os espinhenses começam a ir trabalhar para fora. Depois vão viver para fora. Depois os filhos deles já não são espinhenses.
Depois somos cada vez menos.
E mais velhos.
E mais pobres.
E mais tristes.
Este dia 16 de Junho é muito importante. Como símbolo da nossa identidade é uma data de reflexão. De reencontro. De introspecção.
Nunca fui derrotista.
Por isso termino incitando todos a atalhar caminho.
Deixem-se de desculpas, de egocentrismos, de maledicência, de invejas e de mesquinhez.
Precisamos de ambição e sustentabilidade.
Não há tempo a perder!
A hora é de mudar. Sem medos nem receios. Acreditando na alternativa que muda.
Porque como diz o povo : “para pior já basta!”

Opinião Dia da Cidade: Diogo Campos

Das Europeias para as Autárquicas

Antes do mais, não podemos deixar de agradecer, penhorados, o convite que nos foi dirigido pelo Senhor Director do Jornal de Espinho para escrever um pequeno texto nesta edição especial dedicada ao dia da nossa Cidade.

É quase um lugar-comum dizer-se que Espinho precisa de um novo impulso: reformista, inovador, moderno e arrojado, capaz de mobilizar os jovens Espinhenses, sem descaracterizar o que (ainda) temos de bom.

Tal impulso necessita dos melhores. Esta não é altura de pequenas contas de mereceria, de pequenas vaidades ou de cínicas equações matemáticas futuras. Hoje, é tempo de gente audaz, capaz de assumir os seus compromissos históricos.

A necessidade de serem encontradas soluções mobilizadores respiga-se, desde logo, da análise dos resultados eleitorais das europeias, sobretudo, do resultado dos votos brancos e nulos que, em Espinho, representa próximo de 8% do eleitorado, cerca do dobro de há quatro anos. Para termos uma real percepção, tal resultado significaria que os votantes em branco e nulos conseguiriam quase eleger um vereador!

Mas os ventos de mudança notam-se também nos resultados quer do CDS quer do PSD. O PSD foi o partido mais votado em todas as freguesias à excepção de Silvalde e Paramos. Juntos CDS e PSD representam sempre cerca de 40% do eleitorado e, na Freguesia de Espinho, representam quase 50% dos eleitores.

Ora, estes resultados, embora europeus, não poderão deixar de ter uma visão local: toda a política é local na sua essência, pelo que, é necessário saber como agir face à queda geral de 20% do Partido Socialista. Note-se que, mesmo em Silvalde o Partido Socialista perde 800 votantes ou cerca de 15% do eleitorado e, em Paramos, cerca de 20%. Os números falam por si só.

Estando, por motivos que ora não interessam, afastado da política partidária, não tenho acompanhado de perto as movimentações diárias da oposição, mas, dizem-me vozes amigas, que o PSD ainda não leu os sinais e continua entretido (como nos últimos anos) a conspirar “da copa para a cozinha e da cozinha para copa”. Resta-nos o CDS. Espero que seja daí que venha a alavanca da vitória.

Saiba o CDS olhar para o lado. Olhemos para Gaia, mas olhemos também para a Feira ou para São João da Madeira, sem complexos de superioridade que, hoje, pouco ou nada se justificam.

Todos os nossos vizinhos se souberam reinventar, combater o desemprego, gerar riqueza e ser um pólo de atractividade. Ora, tendo Espinho condições naturais únicas no seu enquadramento geográfico não está destinado a ser como as velhas famílias nobres caídas em desgraça, agoniando até ao momento final.

Julgo que o caminho da mudança, apesar de tudo, é fácil: ao CDS apenas se pede que apresente os seus melhores. Sem fazer contas, sem medo, tendo apenas por móbil um amor quase doentio pela nossa cidade. Mas, naturalmente, não bastam pessoas. É preciso falar directamente com Espinhenses, sem receio de aplaudir o que de bom José Mota tenha feito, mas explicando que é possível fazer melhor. E é tão possível.

Mobilizemos os Jovens, apresentemos um programa moderno de requalificação urbana, voltemo-nos para o mar e para a cultura e seguramente será fácil mudar. Será fácil ao CDS reunir todos os que hoje votaram em branco ou em novos partidos que lhes transmitiram uma nova esperança; muitos dos que ainda votaram no bloco central e alguns dos descontentes que fugiram para o voto de protesto na extrema-esquerda.

Para esse trabalho, todos teremos que dizer presente. Pessoalmente, estou mobilizado.

terça-feira, 23 de Junho de 2009

Caravelas em exposição

Se gostar da época dos Descobrimentos, não perdeu a exposição “Símbolos do Passado”, da autoria de Mário Rodrigues e que se encontrou patente na Junta de Freguesia de Espinho até ao passado domingo, dia 21. Depois de 14 anos sem expor, o espinhense voltou a mostrar à população o seu trabalho através desta exposição, constituída por 33 peças e divididas entre esculturas, pinturas e relevos. Todos os elementos têm como base o mar e as descobertas marítimas conquistadas pelos portugueses.
As naus e os galeões foram as peças centrais desta mostra. Há já 31 anos que o artista espinhense se dedica à sua construção nos seus tempos livres. É a partir dos blocos de yton, material cuja consistência se assemelha à pedra-pomes e é utilizado na construção civil, que tudo nasce. Mário Rodrigues recorta e esculpe os blocos na praia, devido ao pó que isso faz, e, depois, numa oficina que tem em casa, faz o resto do trabalho, a parte da pintura e dos acabamentos.
Para embelezar as caravelas e naus que constrói, Mário Rodrigues usa materiais muito diversos, como “cortinas, buchas de furos das paredes, paus de gelados, madeira, bijuterias, colares, marroquinaria, peças de calçados”, e que são mais consistentes do que aqueles que usava no passado.
A paixão que tem por barcos e pelo passado marítimo dos portugueses só pode advir do facto de a família de Mário Rodrigues estar ligada à pesca. Para o futuro, o espinhense morador no Bairro da Marinha tem ainda o sonho de construir uma nau em granito.

Universidade Sénior encerra ano lectivo

Na passada sexta-feira, a Universidade Sénior de Espinho (USE) encerrou o ano lectivo 2008/2009 com uma sessão de entrega de diplomas, seguida de um jantar, no Hotel Praiagolfe. Coube a Maria de Lourdes Pinto Correia, professora e presidente do Conselho Pedagógico da universidade, dizer algumas palavras na cerimónia, antes de se proceder à distribuição dos diplomas aos alunos presentes.
A docente da USE recordou que a instituição completou 12 anos de existência, “de trabalho, de esforço, de luta, de sacrifício e de exigência para fazer sempre mais e melhor”. Ao longo destes anos, lembrou Maria de Lourdes Pinto Correia, o caminho não foi fácil e foram necessários muito empenho e persistência “para vencer os desafios e as dificuldades”.
Um desses foi a constante mudança de instalações, que acabou quando a USE se mudou para a antiga Escola nº 1, onde agora tem, nas suas palavras, “condições condignas”. Para a professora, o objectivo da universidade não é só transmitir saberes, através da vasta gama de disciplinas que oferece, mas também “partilhar saberes”. Aliás, na sua opinião, a USE é o “melhor medicamento para combater o stress, a depressão e a solidão”, apostando na felicidade de todos que a frequentam.
Já José Mota, presidente da Câmara Municipal, afirmou que a Universidade Sénior “dá saúde” e que todas as suas actividades são importantes para que os seus alunos continuem a ter uma vida com qualidade. O autarca adiantou ainda que não é nenhuma obrigação para a Câmara ajudar a USE, porque a instituição “tem merecido” pelo trabalho “notável” desenvolvido. E acrescentou: “a USE tem sido um exemplo no nosso concelho e vamos continuar a apoiá-la, porque é um bom investimento, tem efeitos positivos na felicidade dos seus alunos”.

Opinião Dia da Cidade: Teixeira Lopes

Os Espinhenses

Dez palheiros na praia,junto
ao mar.
Um ponto. Um nada, nessa imensidade...
-Nasce Espinho:-Sua sina é
não parar,
Até chegar à meta - e ser cidade!
Alberto Barbosa
(Beka)

A comemoração do 36º aniversário da cidade de Espinho pode suscitar no cronista a tentação de numa perspectiva histórica (urbanística, económica, social, demográfica, cultural e das mentalidades)tentar explicar o seu crescimento e desenvolvimento desde o seu nascimento até aos nossos dias.
Ou numa perspectiva política tentar explicar a sua lenta, mas contínua perda de influência, que de uns anos a esta parte se manifesta sobretudo em relação ao centro económico, social e cultural que já foi e que atraía as populações dos concelhos limítrofes, de outras regiões do país e até de estrangeiros que aqui acabavam por se fixar.
Também poderia tentar analisar o Plano Director Municipal ora em fase de discussão pública. Ou então avaliar as obras que emolduram este ano eleitoral..., a saber: o FACE, a nova BIBLIOTECA e a dita obra do século – o rebaixamento da linha e a reurbanização da superfície libertada.
Mas, é evidente que qualquer abordagem por menos ambiciosa que fosse não cabe nos objectivos duma crónica deste tipo.
Venci de igual modo a tentação de prospectivar o futuro de Espinho, visto não se conhecer se o poder político que governa Espinho há mais de uma década, tem ou não um plano estratégico de desenvolvimento ou se pretende unicamente governar o concelho, com uma estratégia à la carte...
Por isso e julgo que os leitores compreenderão, a quem desejo hoje homenagear são os ESPINHENSES.
Homenageio o trabalho, a inteligência, o espírito de iniciativa, a coragem, a combatividade, a independência, a probidade e a lealdade, o espírito liberal, a capacidade crítica, a tolerância e a urbanidade.
Este espírito, é produto e resultado das contaminações que usos e costumes, mentalidades diversas e díspares educações, de que eram portadores os seus habitantes, permitiram moldar o carácter dos espinhenses e materializar os projectos, anseios e expectativas que possibilitaram o seu contínuo progresso. É preciso e urgente que neste tempo que vivemos os Espinhenses saibam honrar os seus pergaminhos pondo em prática o que os caracteriza.

Opinião Dia da Cidade: Amadeu Morais

A cidade e os seus problemas

I - Espinho comemora mais um ano da sua elevação a cidade, e como vem sendo habitual, aqui estou a responder a um repto lançado pelo Jornal de Espinho para dizer algo sobre a efeméride e sua importância para os espinhenses .
Recordo-me bem do dia em que ocorreu tal acontecimento .
A elevação a cidade de qualquer município não acontecia então todos os dias . Pelo contrário, era um acontecimento raro, sobretudo pelos rigorosos critérios objectivos a que obedecia, e a que a simples vontade e promessa dos políticos, por muito poderosos que fossem, não conseguia ultrapassar .
Recordo-me bem que todo o distrito de Aveiro tinha apenas a sua capital como cidade, e que Espinho foi então a segunda cidade do distrito .
Ninguém discutiu ou questionou a justiça de tal elevação . Espinho era então uma cidade pioneira em muitos aspectos da sua vida colectiva, em termos dos seus equipamentos, desportivos, sociais, culturais, etc .
Recordo-me bem, e com muita saudade, da riqueza da sua vida associativa, das suas tertúlias, iniciativas de toda a ordem, asseio das suas artérias, interesse despertados pelas variadíssimas organizações estivais, como me recordo ainda de que, seguramente por tudo isso, Espinho era procurado, visitado e frequentado por pessoas das mais variadas camadas sociais, vindas de muitos pontos do país e estrangeiro, que escolhiam a nossa terra para aqui passarem as suas férias de Verão .
As pessoas gostavam de Espinho, e Espinho e os espinhenses retribuíam essa escolha com amizade, simpatia e interesse .
Todos beneficiavam com tal situação, e foi graças a ela que o comércio de Espinho cresceu, ganhou qualidade e fama nas redondezas, sendo a primeira opção para muitos fazerem aqui as suas compras .
Recordo-me finalmente de como as noites de Espinho eram procuradas por jovens de toda a zona hoje denominada do Grande Porto, deixando os jovens espinhenses orgulhosos da vida e alegria que todas essa gente trazia à sua terra .
E se me dei ao trabalho de aqui recordar tudo isso foi apenas para comparar esse passado com o panorama que hoje conhecemos .
Bem sei que as coisas mudam, e que outros municípios felizmente se desenvolveram, criando também eles condições de captação de populações e gerando motivos do seu próprio enriquecimento .
Mas custa-me já a aceitar que Espinho não tenha procurado sequer acompanhar os esforços dos demais concelhos, sobretudo aqueles que com ele confinam, e tenha atingido, pelo desleixo, incúria e total desinteresse, o grau de degradação a que hoje chegou .
Custa-me a aceitar que os jovens nascidos nesta cidade tenham tido necessidade de adoptarem outras paragens para nelas fixarem a sua habitação, e que sintam agora que, para se divertirem ou simplesmente conviverem, não tenham outra alternativa que não a de procurarem outros locais e noutros concelhos .

II – Recentemente passou a ser regulado e pago o estacionamento no centro da cidade de Espinho .
Pode discutir-se se a área afecta e abrangida por tal regulação é a mais adequada ( e eu penso ser exagerada ), como se pode questionar o preço estabelecido ( e eu penso ser, de facto, exorbitante ) .
Mas o princípio de que o estacionamento de viaturas automóveis no centro da cidade deverá ser pago é inteiramente válido e justificado, e mesmo alguns comerciantes que inicialmente se opuseram à ideia chegará à conclusão de que a medida tem o seu mérito, e peca mesmo por muito tardia .
Mas há em todo este processo algo que ainda não compreendi .
De facto não compreendo que uma empresa privada explore o estacionamento à superfície numa área significativa da malha urbana do centro da cidade sem que tenha até agora investido um cêntimo que fosse que justifique tal “benesse “.
Sou partidário do estabelecimento de parcerias público-privadas para a construção de equipamentos de relevante interesse municipal .
É sabido que tais parcerias permitem normalmente colmatar as insuficiências e incapacidade financeira das câmaras municipais para suportar os investimentos que a construção de tais equipamentos impõem .
Espinho tem, de há muito tempo, carência de estacionamentos subterrâneos cuja construção, à falta de capacidade financeira da Câmara Municipal, pode e deve ser deferida a empresas privadas, a troco de uma compensação que, normalmente, passa pela concessão de exploração respectiva por prazo que permita a amortização do investimento realizado e a obtenção um rendimento aceitável e normal do capital investido, tudo estabelecido em função de estudos previamente elaborados e que devem habilitar as câmaras municipais a elaborara cadernos de encargos justos e equitativos .
Mas é evidente que essas contrapartidas apenas se justificam depois da realização do investimento, sob pena de se permitir que as empresas privadas se financiem à custa do erário público, em lugar de elas próprias investirem os seus próprios capitais .
O que se passou em Espinho, a este propósito, ultrapassa em muito tudo aquilo que é normal, aceitável e justificado .
Sem que tivesse feito qualquer investimento ou sequer iniciado a construção de qualquer parque subterrâneo para estacionamento, uma empresa privada foi “contemplada” com a possibilidade de cobrar de todos nós o estacionamento à superfície, assim se financiando para a obra que um dia (?) venha a fazer .
O Sr. Presidente da Câmara deve a toda a população uma explicação clara e completa do porquê desta anómala situação .

segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Opinião Dia da Cidade: Correia de Araújo

Serás sempre a nossa Rainha…

Uma vez mais o Jornal de Espinho, já hoje uma referência no panorama da comunicação social local, pede-me que escreva algumas palavras alusivas ao Dia da Cidade.
Aceito este repto com muito gosto mas, acima de tudo, permito-me fazê-lo pela positiva, consciente de que, não raras vezes, este acaba por ser um momento onde se expressa alguma indignação e revolta pelo rumo dos acontecimentos, assistindo-se frequentemente a uma certa confusão entre o(s) destinatário(s) desse “sentimento de reprovação” e a própria aniversariante, a cidade de Espinho. Não pode, e não deve, ser assim!
Foi feliz o despontar desta Cidade em meados dum já longínquo, mas simultaneamente tão próximo, mês de Junho de 1973. Nesse final de Primavera, quase Verão, uma cidade nascia pelo mérito, vontade e determinação de Ilustres Espinhenses.
É verdade que a nossa Vila reunia então condições para a elevação à categoria de cidade, passando os crivos exigidos para a época, numa panóplia de critérios que iam muito para além do simplismo redutor que se verifica em alguns países onde prevalece apenas o conceito demográfico-quantitativo (considera-se cidade toda aquela localidade que atinge determinado número de habitantes) ou, noutros ainda, em que só as sedes de município são cidades.
Pode por isso dizer-se que o nascimento da nossa Cidade foi um processo natural, planeado, expectável… e não prematuro.
Somos hoje uma cidade bonita, aprazível, harmoniosa e atractiva. Sim, digo bem, atractiva! Porventura alguém já se esqueceu das prolongadas e incómodas obras do enterramento da linha, com todos os constrangimentos, limitações e contrariedades que então provocaram? Pois bem, mesmo assim, e durante esse longo e penoso período, Verão após Verão, continuámos a bater recordes de afluência às nossas praias… e continuamos ainda hoje a ter gente que só vê Espinho como o seu destino de férias… e continuamos a ter quem não passe sem a nossa feira ou sem nos visitar ao fim de semana… e continuamos a fazer Cidade!... Milagre? Talvez!
Sei bem que é grande a crítica e a polémica em torno da inacção ou inércia dos agentes políticos locais com responsabilidades governativas.
Sei bem que os espinhenses não entendem por que razão não se acautelam determinados aspectos práticos, como, por exemplo, a abertura provisória ao estacionamento de todo aquele espaço que foi libertado à superfície com o enterramento da linha, pelo menos durante a época balnear.
Sei bem que os espinhenses têm muita dificuldade em perceber que uma revisão do PDM se arraste por oito anos, sim(!), por dois mandatos autárquicos consecutivos, tempo muito superior ao que foi necessário para sonhar, pensar, projectar, executar e inaugurar a Expo´98.
Sei bem que o produto final desta revisão não poderá, nunca, por nunca, agradar a gregos e a troianos: uns dirão tratar-se de um PDM avantajado, excessivo, permissivo… outros, porém, falarão de um Plano anoréctico, pálido, envergonhado, como que a significar Plano Definhador Municipal (PDM).
O que não sei mesmo, nesta sociedade altamente competitiva, como a nossa, é qual vai ser o preço a pagar no futuro por esta quase indiferença, verdadeira “gestão corrente” em que nos vemos mergulhados, conquanto perceba que nem tudo é mau, já que este manifesto “desapego” (posso chamar-lhe assim) teve pelo menos o condão de nos deixar uma cidade que não está, por enquanto, irremediavelmente descaracterizada ou desvirtuada.
Qualquer intervenção urbanística comporta sempre algum risco e, como tal, deve ser bem ponderada, estudada e implementada… com rigor, equilíbrio, harmonia e bom senso. Uma má decisão, porventura baseada nalgum tipo de radicalismo, pode significar um caminho sem retorno.
Sem pretender plagiar um conhecido comentador desportivo, também eu pergunto… e respondo:
Podemos melhorar a qualidade de vida dos espinhenses? Podemos!
Podemos apostar ainda mais num futuro sustentável, garantindo às gerações vindouras os necessários recursos? Podemos!
Podemos criar mais e melhores condições para o efectivo bem-estar social das nossas populações? Podemos!
Podemos voltar a acreditar naquela que foi sempre a nossa distinção e a nossa marca… a Rainha da Costa Verde? Podemos!
Podemos, em suma, fazer de Espinho uma terra melhor? Podemos!
Assim o queiramos todos!...
Porque, como diz Teilhard de Chardin: “O futuro pertence aos que dão à próxima geração razões para terem esperança”.

Opinião Dia da Cidade: Marques Baptista

“Como foi possível deixarmos que isto acontecesse?”
Espinho merece melhor


É com mágoa que reproduzo os títulos de artigos que escrevi há dois e três anos, sinal de que, infelizmente, nada de melhor há para dizer.
Quando estamos a viver uma crise global cujo fim ainda não está à vista, não me parece de bom tom “enegrecer” ainda mais a realidade local, pelo que, e sobretudo para quem na altura achava que era um exagero, aqui fica um artigo publicado há anos, com dados estatísticos já desactualizados pelo passar do tempo, mas nem por isso menos esclarecedores.
A situação agravou-se, mas o desafio mantém-se.

Os aniversários são propícios para reflexões retrospectivas e elaboração de propostas para um futuro que se pretende sempre melhor.
Infelizmente, começa a ser recorrente ter que afirmar que Espinho está mal, que, desde há anos, entrou numa espiral de decadência e deterioração urbana, social e económica a que não se adivinha o fim.
Quando o afirmei há anos, por altura do lançamento da Associação Cívica de Espinho, ía caindo o Carmo e a Trindade.
No entanto, o passar dos anos tem mostrado uma velocidade de degradação cada vez maior, como se tivéssemos entrado na espiral de um funil – inicialmente, cada volta demora mais tempo e é difícil apercebermo-nos que estamos a afundar, mas à medida que avançamos, e as voltas são mais pequenas, torna-se notória a velocidade a que nos afundamos e a inevitabilidade do abismo.
É confrangedor percorrer as ruas de Espinho (e não estou a falar das zonas em obras), e observar o estado de degradação da via pública, os incontáveis edifícios em ruínas e a ruir, terrenos abandonados e transformados em lixeiras urbanas, inúmeros estabelecimentos comerciais encerrados e cujo número não para de aumentar.
Dir-me-ão que isto é “bota-abaixismo” puro, pelo que, o melhor é recorrer a alguns números e estatísticas oficiais, disponíveis no Instituto Nacional de Estatística.
Perda de população superior a 10% nos últimos 15 anos, quando em todo o litoral português aumentou cerca de13%.
Perda de jovens, 31% na faixa etária dos 0 aos 14 anos, e 39% na faixa dos 15 aos 24, entre 1991 e 2005, apresentando Espinho um dos mais elevados índices de envelhecimento do país, passando de 54 a 102 entre 1991 e 2005.
O índice de envelhecimento dos edifícios é superior à média nacional.
O número de sociedades constituídas caiu 54% entre 2001 e 2005.
O desemprego é superior à média nacional.
A percentagem do poder de compra, que nos compara com o resto do país, caiu 15% entre 1993 e 2004.
O endividamento municipal per capita (1182,6 euros) é o mais elevado e quase o dobro da média (664 euros) do conjunto dos municípios do Grande Porto.
E como corolário, a taxa de analfabetismo, que tem vindo a cair em todo o país, tem aumentado em Espinho.
Perante este cenário não é possível ficar indiferente.
Espinho não merece a nossa indiferença.
Espinho não é um ente desconhecido e longínquo.
Espinho é a nossa casa, o nosso jardim, a nossa família, os nossos amigos, o nosso investimento.
Espinho é o lugar onde decidimos viver a nossa vida, que é uma só.
Bem sei que o mundo que nos rodeia é, cada vez menos, um lugar de causas colectivas, imperando um individualismo crescente, e o consequente desinteresse pelo que se passa à nossa volta.
Tudo bem, cada um fará o que muito bem entender.
Mas, que Espinho vamos deixar às gerações futuras? E que gerações futuras?
A falta de dinamismo económico e o desinteresse reinante, associados à perda de população jovem e à falta de entusiasmo com que esses mesmos jovens olham para a cidade, não auguram nada de bom.
(Experimentem perguntar aos vossos filhos ou aos vossos netos, que tal é viver em Espinho, e obterão como resposta mais que provável, que em Espinho não se faz nada!)
Será que não teremos, todos, o dever de contribuir para alterar este estado de coisas?
Há inúmeras pessoas que não têm qualquer actividade política, que desconfiam do poder, e de quem o detém, mas também das oposições e dos seus agentes, optando muitas vezes por nem votar.
Queixam-se de tudo o que está mal e não perdem uma oportunidade para criticar os políticos.
Queixam-se, mas resignam-se, e não levantam um dedo para ajudar a fazer melhor.
Ao longo dos anos tem vindo a aumentar o número destas pessoas descontentes e alheadas, mas nunca tão dispostas, ou quase, a dar um passo qualquer por um futuro melhor, para si e para os seus, como ficou demonstrado com o aparecimento da Associação Cívica de Espinho.
Alguns gostariam de participar na vida pública, mas não sabem como, aguardando a oportunidade ou a motivação necessárias, pelo que é urgente despertar a exaltação de que só as rupturas são capazes.
É altura da sociedade dar prova de vida, e agir.
Basta de falar, falar, falar e não fazer nada.
É urgente dar início a um movimento aberto, de carácter marcadamente reformador, que rasgue novos horizontes, e que empurre Espinho para a ruptura com o marasmo actual, com o provincianismo social, com a cultura de dependência, e com a inadmissível promiscuidade entre o poder político e os múltiplos pequenos e grandes interesses instalados.
Uma plataforma alargada, com objectivos declaradamente eleitorais, integrando partidos, associações e cidadãos independentes, com uma postura focada na resolução dos problemas de Espinho e dos espinhenses, alicerçada num pluralismo político que permita não ter medo de atravessar as tradicionais barreiras entre esquerda e direita e liderada por pessoas movidas pelas suas próprias convicções e não por quaisquer outros interesses, poderia criar a dinâmica necessária para inverter o declínio em que Espinho se encontra.
Fica o desafio.
Haja coragem, vontade e determinação para tal, porque, Espinho merece melhor.

sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Festa da Flor na Escola Sá Couto


Na passada quarta-feira, as flores foram rainhas na EB 2/3 Sá Couto. Por uma tarde, alunos, professores e familiares puderam assistir e participar na Festa da Flor, organizada pelo Departamento Curricular de Educação Artística e Tecnológica.

Na quarta-feira, a Escola EB 2/3 Sá Couto encheu-se de flores. O átrio principal do estabelecimento de ensino foi transformado num verdadeiro jardim, enfeitado com um tapete e vários canteiros de flores artificiais feitas pelos alunos com recurso aos mais diversos materiais: papel, cartão, plástico… A decoração foi pensada a rigor e nada foi deixado ao acaso para a realização da Festa da Flor.
A iniciativa do Departamento Curricular de Educação Artística e Tecnológica da escola teve a colaboração de todas as turmas, desde o quinto ao sétimo ano. No átrio, dois alunos de cada turma desfilaram com indumentárias elaboradas por eles próprios para tentar ganhar o concurso. Todos os fatos estavam a ser avaliados por um júri, do qual fizeram parte, por exemplo, Rui Torres, presidente da Junta de Freguesia de Espinho, José Carvalhinho, presidente da Associação de Pais da escola, Manuela Pessoa, vice-presidente do conselho executivo. Além dos alunos e professores presentes, estiveram ainda na iniciativa pais, avós, irmãos… Ou seja, toda a comunidade escolar. No final, foram escolhidos as três melhores indumentárias quer nas raparigas quer nos rapazes.
De acordo com Ângela Martins e Lígia Rocha, responsáveis pela organização, esta era uma actividade que estava no Plano Anual de Actividades e que começou a ser desenvolvida no início do terceiro período. “Cada turma teve que estudar uma flor que lhe foi atribuída e depois fez o seu desenho da sua observação e a sua representação tridimensional”, explicaram ao Jornal de Espinho. “Depois, fizeram o tapete de flores e a roupa, não esquecendo de aproveitar os materiais, através da sua adaptação, reutilização, sempre com criatividade”.
A Festa da Flor contou com o empenho de todos os professores de Educação Visual e Tecnológica e de Visual. Além disso, a iniciativa teve a colaboração do Clube de Danças da escola, do hip-hop do Sporting de espinho e de um grupo de alunos do 7º ano que dançaram marchas populares. Para as organizadoras, a festa realizada pela primeira vez correu muito bem, devido ao empenho e à motivação dos alunos, que participaram “com um dinamismo muito positivo”.

quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Corfi transformada em shopping

De acordo com a edição de hoje do Jornal de Notícias, a antiga fábrica da Corfi deverá ser transformada no primeiro
shopping a existir no concelho. A proposta, que está a ser estudada pela Câmara Municipal, tem pensado para aquele local um hipermercado, salas de cinema, uma praça da alimentação, um parque de estacionamento.
José Mota, presidente da autarquia, foi sempre uma voz contra no que dizia respeito à abertura de um grande centro comercial na cidade, preferindo dar ênfase ao comércio tradicional. No entanto, e em declarações ao JN, o autarca parece agora resignar à realidade de que as pessoas gostam de ir aos shoppings. Para José Mota, este projecto poderá ser bom para o comércio local, aumentando também a atractividade de Espinho.
Porém, a possível abertura de um shopping na Corfi não agrada a todos, principalmente aos comerciantes da cidade. Por exemplo, José Serrano, um dos responsáveis pela rede de lojas Iglesias, considera que esta proposta será "uma catástrofe" para o comércio local.
Para ler a notícia integral, clique aqui.

Nuno Lacerda pondera proceder Câmara

A inauguração do Fórum de Arte e Cultura (FACE), que decorreu ontem, era um dos pontos altos das comemorações do 36º aniversário da elevação de Espinho a cidade. O edíficio foi visitado por milhares de populares, entre os quais estava o arquitecto Nuno Lacerda Lopes.
No entanto, o responsável pela obra de reabilitação da antiga fábrica de conservas Brandão Gomes, agora o FACE, não gostou do que viu e abandonou a cerimónia como forma de protesto. De acordo com a edição de hoje do Jornal de Notícias, o arquitecto viu-se confrontado com alterações que foram feitas sem o seu conhecimento. Por isso, agora, Nuno Lacerda Lopes pondera mover acções judiciais contra os responsáveis, nomeadamente contra a Câmara Municipal.
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Opinião Dia da Cidade: Rui Abrantes

Cidade de Espinho tem razões para se sentir orgulhosa do seu passado

Espinho é cidade há 36 anos. Ao comemorar o Dia da Cidade relembra-se o passado, mas deverá analisar-se o presente e reflectir-se sobre o futuro.
Espinho teve a felicidade de contar, no seu seio, com homens que amavam a sua terra, que colocaram ao serviço de Espinho toda a sua força, saber, empenhamento e dinamismo, homens de vistas largas e com rara visão do futuro e fundamentalmente de grande arrojo. Desde muito cedo se evidenciaram as preocupações de desenvolvimento, de engrandecimento de Espinho e das suas gentes nos mais variados sectores de actividade, desde os culturais aos associativos passando pelos humanitários. Disso são exemplo muitas instituições que perduraram no tempo e que, ainda hoje, prestam inestimáveis serviços a Espinho e aos espinhenses.
Mas Espinho contou também com homens que viram muito para além da época em que viveram, como o demonstram os traços característicos que a distinguem de qualquer outra no país, o mais importante dos quais será, seguramente, a planta da cidade organizada em quadrícula.
Devido à notoriedade e ao prestígio que logrou alcançar, Espinho foi procurada e soube acolher grandes vultos da intelectualidade nos mais variados ramos do saber: nomes como Manuel Laranjeira, Amadeu de Sousa Cardoso, Fausto Neves, Carlos de Morais, Miguel de Unamuno são figuras que enobrecem, prestigiam e engrandecem o nome de Espinho. O mesmo, aliás, sucede com desportistas, músicos, homens do teatro e do cinema que projectaram e expandem o nome de Espinho no país e além fronteiras.
O passado, porém, pertence à história por mais ilustre que reconheçamos ter sido e o futuro é já amanhã. Um amanhã que vai contar com o mais importante instrumento de planeamento territorial que deverá reflectir as opções estratégicas do desenvolvimento de Espinho.
De facto e como referi em escrito anterior, o desenvolvimento da economia moderna fez acentuar a função “económica” das cidades em detrimento da função “social”, isto é de mero aglomerado de pessoas numa dada entidade político-administrativa urbanizada.
Desse ponto de vista, o Plano Director Municipal em discussão não poderia deixar de apontar o sector terciário como o modelo a seguir para o desenvolvimento de Espinho com particular incidência nos sub sectores dos serviços, do comércio e do turismo.
A pequena dimensão territorial do Concelho, a sua situação periférica no que concerne a áreas industriais envolventes, a sua proximidade relativamente à área metropolitana do Porto aconselha a aposta decisiva
na oferta de serviços de apoio, informação e comunicação ao tecido empresarial envolvente através da criação de infra-estruturas que, antes, designei por “trading center” e que o relatório do PDM apelida de Parque de Actividades Empresariais. A valorização das vocações e competências da cidade na criação de infraestruturas ligadas ao desporto, lazer e saúde são igualmente de aplaudir.
Partindo da constatação de que as freguesias do Concelho possuem residentes com formação média e superior, o relatório do PDM coloca – e bem – a questão de saber se …” esta potencialidade gera efeitos locais em termos de estímulo à criação de emprego qualificado ou se, pelo contrário, aumenta a eficácia do contexto metropolitano”.
A dúvida é pertinente mas só pode ter uma resposta: as potencialidades de Espinho não deverão aumentar a dependência de Espinho da área metropolitana e, ao contrário, é obrigatório que constituam um factor dinamizador da criação, em Espinho, de emprego qualificado.
É sobretudo por esta razão que discordamos de algumas opções estratégicas no que concerne ao ordenamento do território.
Diga-se, em primeiro lugar, que, construído numa base cadastral anterior (o PDM estava pronto no ano de 2005), o PDM apresenta-se desactualizado; depois, com a criação das denominadas “áreas rústicas de usos múltiplos”, reduz-se a capacidade de construção e alojamento originando decréscimo da população em percentagens (que vimos publicadas) em cerca de 68% (1) ao mesmo tempo que se eleva o custo de construção em cerca de 32%(1); para a redução da capacidade de construção e aumento dos respectivos custos contribui ainda a impossibilidade de construção, em zonas rurais, em parcelas com área inferior a 2.000 m2.
Deste modelo de planeamento resultaria um espaço habitacional reservado apenas a elites, um dormitório de luxo para activos qualificados provenientes, sobretudo, da área metropolitana do Porto, um esvaziamento do papel dinamizador das competências de Espinho.
Não desconhecemos que o contrário também se revelaria pernicioso. A massificação é geradora de fenómenos de diminuição da qualidade, mas a elitização estiola e desertifica. E aqui, como, de resto, em tudo na vida, a virtude mora algures no meio… Até porque não há desenvolvimento sem pessoas. E o desafio que aos responsáveis é lançado é não só o de atrair pessoas a Espinho mas criar condições para que as residentes não se afastem.

(1) Cfr. carta aberta dos arquitectos de Espinho a propósito do PDM.

segunda-feira, 15 de Junho de 2009

JE | Edição nº 216 | Especial Dia da Cidade


quinta-feira, 11 de Junho de 2009

380 crianças ficaram retidas no comboio

Na passada terça-feira, 380 alunos do quarto ano de todas as escolas do concelho de Espinho ficaram retidos num comboio que as trazia de regresso a casa depois de um dia no Jardim Zoológico. A locomotiva do comboio, fretado pela Câmara Municipal, avariou, provocando a falta de ar condicionado e de luz.
Toda a situação acabou por criar muito pânico entre as crianças que estavam acompanhadas por 70 adultos, nos quais se incluiam o presidente da autarquia espinhense, José Mota, e o presidente da Junta de Freguesia da cidade, Rui Torres. Só duas horas depois, é que a avaria foi solucionada.
Para ler a história desenvolvida, publicada no Jornal de Notícias, clique aqui.

terça-feira, 9 de Junho de 2009

Inauguração da luz no complexo de Guetim

Amanhã, pelas 20h15, realiza-se a inauguração da luz no Complexo Desportivo de Guetim. Quinze minutos depois, e para comemorar, começa um torneio triangular entre as equipas da A.D. Guetim, Rio Largo e B.P Anta. No final, a organização entregará lembranças e haverá sardinhada para os presentes.

segunda-feira, 8 de Junho de 2009

Resultados das Eleições Europeias em 2009

RESULTADOS OFICIAIS

Total de Inscritos 31963

Total de Votantes = 14611 = 45.71%

PPD/PSD = 4547 votos = 31.12%

PS = 3882 votos = 26.57%

PCP-PEV = 1648 votos = 11.28%

B.E. = 1473 votos = 10.08%

CDS-PP = 1174 votos = 8.04%

PCTP/MRPP = 217 votos = 1.49%

MEP = 135 votos = 0.92%

MMS = 133 votos = 0.91%

P.H. = 76 votos = 0.52%

PPM = 58 votos = 0.4%

MPT = 55 votos = 0.38%

P.N.R. = 35 votos = 0.24%

POUS = 13 votos = 0.09%

EM BRANCO = 772 votos = 5.28%
NULOS = 393 votos = 2.69%

Confira outros resultados, incluindo as freguesias de Espinho aqui.

segunda-feira, 1 de Junho de 2009

Zaragata na madrugada de domingo

Uma zaragata envolvendo três jovens, residentes na freguesia de Paramos, com idades compreendidas entre os 17 e os 22 anos, ficaram feridos na madrugada deste último domingo, numa cena que ocorreu junto ao largo da Câmara, precisamente no centro da cidade.
Pode ler a notícia no Jornal de Notícias, basta clicar aqui.