segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

Editorial

Infelizmente alguns comentadores (poucos) deste blogue não sabem respeitar a democracia em que vivemos e confundem comentários de opinião com palavrões e ofensas pessoais. São apenas uma minoria é verdade, mas mesmo assim somos obrigados a moderar os comentários para que a salvaguarda do bom nome de todos seja democraticamente respeitado. Agradecemos a compreesão de todos quantos nos visitam, mas apartir de agora comentários, só depois de superiormente moderados.
A direcção do Jornal de Espinho

domingo, 27 de Setembro de 2009

Resultados oficiais no concelho de Espinho

Para saber os resultados oficiais das Eleições Legislativas - 2009 em Espinho clique aqui.

José Sócrates continua como Primeiro-Ministro

Primeiras projecções dão maioria relativa ao Partido Socialista. Desta forma, José Sócrates é o Primeiro-Ministro de Portugal nos próximos quatro anos.
De acordo com dados apresentados pela RTP, o PS vence com, para já, com 37%. Em segundo lugar, o PSD regista 33%. O CDS-PP classifica-se como terceira força política, nas primeiras projecções, alcançando 10%. Segue-se o BE, com 7,5 % e a CDU com 6,4 %.

Legislativas no concelho

O Jornal de Espinho prepara-se para acompanhar os resultados das eleições legislativas no concelho. Durante todo o dia, o processo leitoral decorreu com grande participação dos cidadãos e dentro da maior normalidade. Amanhã, poderá encontrar os resultados e a festa dos vencedores numa edição especial legislativas do JE que estará nas bancas a partir das 09h00.
Pode ainda acompanhar os resultados em http://www.cm-espinho.pt/2009/

sexta-feira, 18 de Setembro de 2009

Duas semanas de festa em Espinho

De 13 a 26 de Setembro decorre mais uma edição das Festas em honra da santa padroeira da cidade, a Nossa Senhora da Ajuda. Trata-se de uma festa de carácter religioso e profano que durante estes dias traz às ruas da cidade milhares de pessoas que participam nas diversas actividades.

A tradição ainda é o que era em Espinho, pelo menos no que às Festas da Nossa Senhora da Ajuda diz respeito, ou não se tratasse da santa padroeira da cidade. Esta festividade apresenta uma vasta e diversa agenda, de modo a abranger o maior número de pessoas possível.
No dia 13, decorreu a Missa Solene na Igreja Matriz, com exposição do Santíssimo Sacramento; seguindo-se, durante a tarde, a Oração de Vésperas. O Ofício de Leituras e a Oração Mariana preencheram as noites de segunda e terça-feira da Igreja Matriz. Esta noite irá decorrer a procissão de velas, que terá início na Igreja, descendo a Rua 23 até à Capela. Amanhã e sexta-feira são dias dedicados à novena e sábado é tempo dos habituais baptizados e missa de vigília. O encerramento do programa religioso está marcado para domingo, com a majestosa procissão, que irá percorrer as principais ruas da cidade, seguindo-se a comovente bênção ao mar.
A organização da animação musical durante o período das festividades está, mais uma vez, a cargo da Câmara Municipal e o grande destaque vai para Paulo de Carvalho, no próximo domingo, às 22h00, na praia da Baía. Contudo, as celebrações começam já na próxima sexta-feira à noite com a actuação da Banda de Bairros no coreto e o duo Brisa do Mar na praia da Baía. Simultaneamente, o Grupo de Guitarras da Costa Verde, Olga Duarte e o duo Fred e Nando, irão animar o serão no largo da Câmara. No sábado durante a tarde, a Banda União Musical Paramense irá mostrar os seus dotes, no coreto. À noite, dois espectáculos alternativos: na praia da Baía irá actuar a banda de S. Tiago de Silvalde, seguindo-se os Bandaneia e um espectáculo piromusical de envergadura mundial. Ao mesmo tempo, no largo da Câmara poderemos assistir aos talentosos Paulo Julião, José Raul e Bernardo Henrique. Domingo, é, então, dia para ouvirmos Paulo de Carvalho, um dos mais conceituados músicos portugueses de sempre, que irá marcar presença na praia da Baía. Mas logo pela manhã, no coreto não faltam sugestões musicais para os espinhenses e demais curiosos, com a actuação da Banda Musical de Espinho e a Banda de Melres. Antecedendo o grande espectáculo desta edição das Festas da Nª Sª da Ajuda, poderemos assistir ao Grupo de Guitarras de Espinho, Irene Vieira e José Manuel Baptista, no largo da Câmara. Na próxima segunda-feira, às 21h30, a Tuna Musical de Anta actuará no coreto e, no dia 25, junto ao Fórum de Arte e Cultura de Espinho, poderemos assistir às actuações de Paulo Sérgio e Miguel & Miguel. O programa de animação musical termina com o grupo Bossa Nova, na noite do dia 26, no bairro piscatório.

“1001 razões para vir a Espinho”
Com a grande festividade da cidade a aproximar, o JE foi ouvir José Mota, presidente da autarquia, que destacou “a procissão de domingo, que junta muita gente de Espinho e de fora da cidade” como “o ponto alto. A outra parte que se destaca no sábado à noite, o espectáculo piromusical e que este ano vai ser reforçado, em termos de qualidade.”
O autarca acredita na importância das festas em honra da N.ª Srª. da Ajuda, “porque sabemos que há muita gente do Norte do país que se desloca a Espinho” nesta altura.
O cabeça-de-cartaz é, sem dúvida, Paulo de Carvalho, “uma atracção especial; seguindo-se as nossas bandas. Os artistas de Espinho têm sempre lugar de destaque nas nossas festividades, sejam elas quais forem. Mas é óbvio que não vivemos numa ilha isolada e que é só Espinho. Como nós gostamos que haja lugar para os nossos artistas fora de Espinho, também temos que dar lugar a artistas de fora nas nossas festas.”
No que aos divertimentos diz respeito, estes irão manter-se no Rio Largo, “uma zona mais periférica da cidade, mas que não perturba o bom funcionamento de Espinho; até porque não há condições para colocá-los no centro da cidade”, afirma José Mota, que se congratula ainda pela quantidade de visitantes que Espinho tem recebido. “Neste Verão, em tempo de crise, Espinho nunca teve tanta gente. Naturalmente pela Festa da Cerveja, mas não só. Em Espinho havia milhares de pessoas. Espinho estava cheia de gente e tivemos dias de feiras em que a cidade transbordava por todos os lados.”
Quanto ao orçamento, este situa-se em pouco mais de cem mil euros, o que “é muito mais barato do que na maioria dos concelhos. E que para uma festa desta dimensão não é nada do outro mundo.” “Vai ser, mais uma vez, uma grande festa”, concluiu José Mota.

Mónica Carvalho

Quem agrediu quem?

Na passada quinta-feira, a Junta de Freguesia de Silvalde foi palco de um debate entre os principais candidatos às eleições autárquicas promovido por um jornal de Espinho. Ao mesmo tempo, realizou-se uma reunião para a constituição das secções de voto para as legislativas. A noite acabou em cenas de violência, nas quais estiveram envolvidos Abel Gonçalves, autarca e presidente da Comissão Recenseadora, João Passos, representante do PSD e Joaquim Vieira, coordenador da secção local do PS.

Em conferência de imprensa convocada um dia depois dos incidentes, João Passos veio dar a sua versão dos factos. Segundo o social-democrata, no decorrer da reunião, ele alertou para a existência de algumas irregularidades, como o facto de Joaquim Vieira, sendo vogal da Junta de Freguesia, não poder estar presente como representante de um partido. Depois de pedir a nomeação de um outro representante socialista e ver o pedido negado, João Passos decidiu fazer um protesto. Sem conseguir o nome completo do coordenador do PS e do autarca de Silvalde, o membro da Assembleia Municipal recordou que teve que chamar a PSP para os identificar.
No entanto, o social-democrata explicou que, “no papel de um blocos de notas a que eles chamavam acta”, o nome de Joaquim Vieira estava riscado e que mencionava a sua falta à reunião. Nesse momento, João Passos tirou o papel a Abel Gonçalves, que o começou a insultar e a expulsar do local. Saindo da sala onde decorria a reunião, o elemento do PSD disse que foi seguido pelo autarca silvaldense até ao corredor, onde este o tentou agredir pelas costas. “Entretanto, o Joaquim Vieira veio a correr e tenta também agredir-me”, recordou aos jornalistas.
João Passos afirmou nunca ter agredido nem empurrado Abel Gonçalves, que bateu contra uma porta de vidro e ficou ferido nas costas, mas sim que tentou apenas desenvencilhar dele. Quanto a Joaquim Vieira, o social-democrata admitiu que lhe possa ter dado um soco para se defender, já que ele o estava a agredir. O membro da Assembleia Municipal disse ter ficado com um corte ou arranhão no pescoço e com marcas de pressão nas costas, sinais da luta. Por último, o advogado explicou ter mantido o papel, “rascunho da acta”, em seu poder porque “é a prova cabal de que o Abel Gonçalves tentou aldrabar os factos”.

Versão contraditória
Entretanto, também o Partido Socialista convocou uma conferência de imprensa para falar sobre o assunto. José Luís Peralta, presidente da Comissão Concelhia do partido, lamentou a situação. O político deixou no ar a ideia de ter havido alguma orquestração, até porque, como pôde explicar, pouco tempo após o incidente, já estava a receber mensagens divulgando o sucedido.
José Luís Peralta recordou que nunca foi preciso identificar os representantes dos partidos numa reunião para constituir as secções de voto e que João Passos exigiu a presença da PSP para identificar duas pessoas sobejamente conhecidas: Abel Gonçalves e Joaquim Vieira. O presidente da Comissão Concelhia do PS acusou ainda João Passos de estar a mentir: “tive o cuidado de falar com as três testemunhas presenciais dos factos, os representantes do Bloco de Esquerda, do CDS-PP e do PEV, e todos me garantiram que não houve nenhuns insultos, nenhuma expulsão e nenhuma agressão do Abel Gonçalves ao elemento do PSD”. Segundo José Luís Peralta, essas testemunhas afirmaram que João Passos se apoderou do rascunho da acta e saiu da sala, sendo seguido pelo presidente da Junta de Freguesia. “Ouviu-se um estrondo e encontraram Abel Gonçalves no chão e a porta já partida”, adiantou.
Joaquim Vieira contou o resto da história: “quando ouvimos o estrondo, eu e o António Regedor, representante do BE, fomos ver o que se passava. O António Regedor socorre o presidente da Junta e eu puxo o João Passos para dentro da sala de reuniões. Ai, ele deu-me um pontapé nos genitais e, quando me curvo, acerta-me um murro na boca”. Perante as agressões, Joaquim Vieira disse ter caído, altura em que o seu alegado agressor lhe disse: “Sente-se homem que eu não sei o que passa comigo!”.
Já Abel Gonçalves afirmou que não podia deixar João Passos com a acta e, por isso, foi atrás dele. No entanto, desmenti que o tenha insultado: “depois de duas horas de reunião a ser maltratados por ele, apenas lhe disse para ele ir embora, para ir chatear o diabo. No corredor, ele deu-me um encontrão violento, eu bati com as costas no vidro e fiquei ferido”.
Os três intervenientes na confusão já foram vistos no Instituto de Medicina Legal e apresentaram queixas-crime.
Lília Marques

quinta-feira, 17 de Setembro de 2009

Editorial: JE completa 10 anos

Esta edição, que sai para as bancas com o número 220, tem o mérito de assinalar o nosso décimo aniversário. Foi a sete de Setembro de 1999 que lançámos a nossa primeira edição. Esse jornal tinha, então, 12 páginas e era distribuído pelas bancas sempre na primeira sexta-feira de cada mês. Faltavam pouco mais de três meses para a transição do século. Nessa altura, o concelho de Espinho era brindado com a visita do então primeiro-ministro, António Guterres, que ocupou, aliás, a principal chamada da primeira página do número um. As instalações eram na Rua 26, perto de onde fica hoje a Segurança Social. Estivemos lá cerca de meio ano e de lá viemos para onde ainda hoje nos mantemos: na Rua 20, n.º 379, rés-do-chão, sala A.
Nessa altura o mundo assistia ao terror que a Indonésia semeava em Timore em Por­tu­gal faziam-se manifes­tações de solidariedade para com os timorenses.
Para quem se lembra, eram outros os tempos. Havia mais união, mais tolerância, mais vontade de servir causas, maior preocupação com a solidariedade. Chegámos, aliás, a fazer uma edição especial para anunciar uma missa que se fez no Largo da Câmara em solidariedade para com o povo de Timor. Eram outros tempos. Que saudades.
Mas quando nos laçámos nesta cruzada, diziam os mais cépticos que não completa­vamos um ano, mas nós fizemos dois, três, quatro e por aí adiante. Muitos ainda dirão que somos uma criança. Nós preferimos escrever sobre as emoções vividas, fruto do nosso trabalho e da maneira que temos de estar na vida e no jornalismo: com isenção, pluralidade, credibilidade, independência, mas também com irreverência e muita responsabilidade. No entanto, os arautos da desgraça – aqueles que nunca fizeram nada e sem qualquer tipo de provas dadas - dirão sempre que estamos vendidos ao poder ou à oposição. Entre uns e outros, preferimos seguir os valores que constam do Código Deontológico dos Jornalistas e fazer disso a nossa bíblia.
No entanto, os tempos foram tratando de provar que esses estavam errados e até resolvemos alargar o projecto às freguesias limítrofes. Primeiro Nogueira da Regedoura, depois S. Paio de Oleiros. Mais tarde, alargámos a toda a área Norte do concelho da Feira. Hoje são dois jornais: Jornal de Espinho e jornal Feira Norte. Mas não nos damos por satisfeitos e queremos mais. Queremos crescer, sem subterfúgios, sem clandestinidades, sem rastei­ras ou favores. Queremos conti­nuar a preservar os valores da profissão. De uma forma clara e aberta à comunidade. Não andamos aqui ao sabor das eleições ou na compra de votos. Não existimos para fazer mal aos outros ou com o simples objectivo da auto-promoção. Pautámo-nos pelo rigor, profissionalismo e honestidade das notícias.
É claro que no meio disto tudo também existem aqueles que dizem mal de nós. Mas são massa falida, desleixados da vida, incompetentes profis­sionais, filhos da asfixia que a bebida lhes provoca. Deles, coitados, não reza a história.
Cabe aqui também uma palavra de apreço aos nosso patrocinadores. Aos que têm acreditado em nós, a todsos que quinzena após quinzena acreditam nesta nossa aposta que é também de todos os espinhenses.
Por último, agradecemos a todos os nossos leitores e amigos a preferência que nos dão na leitura atenta das nossas notícias. Continuem a contar connosco. Nós conta­mos consigo. Já agora, não esqueça de contribuir para alargar os nossos leitores. Divulgue-nos e, assim, está também a contribuir um incentivo cultural. A todos, muito obrigado pela prefe­rência.

José António Moreira

quarta-feira, 16 de Setembro de 2009

JE | Edição nº 220 | 16 de Setembro 2009

Conferências de Imprensas PSD e PS - Silvalde

Conferência de Imprensa-PSD-Silvalde 11.09.09

Conferência de Imprensa-PS-Silvalde 14.09.09

imagem: Filipe Couto